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sábado, 5 de maio de 2018

Beatificam sacerdote apunhalado 32 vezes para proteger a Eucaristia

Janos Brenner nasceu em 27 de dezembro de 1931, em Szombathely (Hungria). Ele e seus dois irmãos foram sacerdotes.

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, presidiu a Missa de beatificação do sacerdote mártir Janos Brenner, assassinado em 1957 com 32 apunhaladas enquanto protegia a Eucaristia.
Na Missa presidida no dia 1º de maio, em Szombathely (Hungria), o Cardeal Amato recordou que Pe. Brenner tinha 26 anos quando “o apunhalaram mais de 30 vezes. Ele foi encontrado na madrugada do dia 15 de dezembro de 1957, perto da cidade de Zsida, com a mão esquerda no peito para proteger a Eucaristia, como o mártir Tarcísio”.
Tarcísio foi um jovem coroinha do século III que ajudava os sacerdotes de Roma.
Entretanto, naquela época os cristãos eram perseguidos e ele foi apedrejado por um grupo de pagãos ao proteger a Eucaristia que levava aos fiéis presos.
Segundo informações de L’Osservatore Romano, o Purpurado disse que Pe. Brenner era “amado por todos, adultos e crianças, pela pureza do seu olhar e por tratar bem os outros”. Apesar das pressões do regime comunista da Hungria, optou “com alegria por ser sacerdote. Ele era corajoso e consciente do perigo, perseverou em sua vocação de servir ao Senhor e iluminar os jovens com a palavra de Jesus”.
O Cardeal Amato sublinhou que Pe. Brenner “rezava com fé, visitava os doentes e tinha palavras de consolo e proximidade para todos”. A sua presença transmitia “confiança e alegria”. Ele costumava dizer que “não podiam fazer nenhum mal para ele, porque não podiam roubar nada dele. Tinha somente 2 calças remendadas”, acrescentou.
Segundo o Purpurado, um dos legados do novo Beato é “a atitude do cristão ante a perseguição e a oração pelos que os perseguem, assim como o perdão das suas perversões”.
O Purpurado disse que há documentação, “mas ainda está incompleta, de mais de 1.500 sacerdotes diocesanos e seminaristas e cerca de 500 religiosos presos e condenado injustamente à morte”, alguns dos quais já foram beatificados.
Breve biografia
Janos Brenner nasceu em 27 de dezembro de 1931, em Szombathely (Hungria). Ele e seus dois irmãos foram sacerdotes.
Depois que as autoridades comunistas acabaram com as ordens religiosas, Janos estudou durante um ano na Academia Teológica de Budapeste e depois no seminário em Szombathely.
Quando o seminário fechou, continuou os seus estudos de Teologia em Györ.
Foi ordenado sacerdote em 19 de junho de 1955. Serviu como capelão em Rábakethely, realizando um apostolado especial com os jovens. O regime comunista, que perseguia a Igreja, não aprovava a sua atividade.
Em 26 de dezembro de 1948, o regime prendeu o Cardeal József Mindszent e o condenou à prisão perpétua. Em 1950, foram deportados cerca de 2.500 religiosos e, em agosto, fecharam a faculdade de Teologia em Budapeste. O regime também criou “um movimento pela paz com a intenção de causar discórdia e divisão no clero”.
Em outubro de 1956, começou a revolução húngara em Budapeste, na qual “assassinaram aproximadamente 10 mil pessoas, a maioria delas eram estudantes e trabalhadores”.
Em 15 de dezembro de 1957, prepararam uma armadilha para Pe. Brenner. Para conseguir afastá-lo de sua paróquia, chamaram-no para que visitasse uma pessoa doente. Ele pegou o seu porta viático – no qual levava a Eucaristia – e foi à aldeia de Zsida. Armaram uma armadilha e o apunhalaram 32 vezes enquanto protegia o Santíssimo Sacramento com a sua mão esquerda.
Foi sepultado em 18 de dezembro na cripta familiar da Igreja Salesiana de São Quirino, em Szombathely. Seu lema sacerdotal foi colocado em seu túmulo: “Todas as coisas colaboram juntas para o bem daqueles que amam a Deus”.
No lugar do martírio de Pe. Brenner, entre os povoados de Rábakethely e de Zsida, foi construída em sua homenagem a capela do Bom Pastor em 1989.
Fonte: ACI Digital
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