sábado, 14 de maio de 2016

Pentecostes: tempo de uma nova efusão do Espírito Santo

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“A Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz” (CIC 766), toma um novo impulso no dia de Pentecostes, quando os apóstolos estavam reunidos em Jerusalém (At 2,1-4), trancados em uma sala cheios de medo, insegurança e timidez, mas são surpreendidos com a vinda do Espírito Santo sobre eles. Isso aconteceu porque acreditaram na promessa (Jo 15,26-27) e foram obedientes ao continuar em Jerusalém, reunidos em oração, aguardando o que Jesus prometeu “Eu vos mandarei o prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,29). A partir deste momento, os apóstolos perderam o medo e começaram a testemunhar Jesus vivo e ressuscitado.
Quando Paulo encontrou os discípulos de João Batista, homens convertidos, mas sem a força do Espírito (At 19,1-6), ele ficou surpreso e foi inevitável a pergunta: “recebestes o Espírito Santo, quando abraçastes a fé?” (At 19,2a). Como seria nos dias de hoje para pessoas, que abraçaram a fé em Jesus Cristo através da Igreja Católica, ouvir esta mesma pergunta que Paulo fez a esses discípulos de João Batista?  A resposta deles foi “não, nem se quer  ouvimos dizer que há um Espírito Santo!” (At 19,2b). Obviamente Paulo percebeu que faltava naqueles homens a força do Espírito Santo e fez esta pergunta. Será que ele percebeu  tristeza, timidez e insegurança naqueles homens? A leitura diz que “Quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam” (At 19,6), possivelmente a vida deles não foi a mesma depois daquele momento.

É Pentecostes na Igreja, é Pentecostes na vida de cada cristão

Reflexão de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo Metropolitano de Belém do Pará
16h
O Tempo Pascal chega ao seu auge, com o grande presente do Ressuscitado, o derramamento do Espírito Santo prometido, na saída da Igreja à vida pública! Do lado de Cristo na Cruz brotou a vida da Igreja, na fonte dos sacramentos do Batismo e da Eucaristia, água e sangue que jorram do lado do Salvador. E ele “entregou o Espírito”, fazendo dom daquele que é o sopro da vida. Após a Ressurreição o mesmo Senhor, mostrando as marcas da Paixão, apareceu a seus discípulos, trazendo-lhes o dom da paz, a missão da reconciliação, quando soprou com hálito santo sobre eles o Espírito Santo. É o mesmo Espírito que pairava sobre as águas, na criação do mundo, o Espírito que falou pelos profetas, o Espírito que estava sobre Jesus em sua missão inaugurada na Sinagoga de Nazaré. Agora o Espírito Santo é dado para o tempo da Igreja, que se estende até a vinda do Senhor, no fim dos tempos! É Pentecostes na Igreja, é Pentecostes na vida de cada cristão, é Pentecostes no zelo apostólico que anima a Evangelização! Vinde Espírito Santo!

A Igreja reza e canta assim no Pentecostes: “Espírito de Deus, enviai dos Céus um raio de luz!”. O Espírito Santo é luz que ilumina os corações e a estrada da fidelidade a Deus. “Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós! Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele”. A luz do Espírito invade todos os espaços de escuridão, todos os recantos tramados pelo pecado, o fingimento, a mentira, a impureza, tudo o que se desfaz diante da luz que vem do Céu! Esta luz queima para purificar, cauterizando as raízes da maldade que se espalha no mundo, todas as feridas deixadas pelo tempo e pela iniquidade das pessoas humanas. “Espírito de Deus, enviai dos Céus um raio de luz!”

Maria nos ensina o Pentecostes


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Maria experimentou antecipadamente a vinda do Espírito Santo e ensinou-nos como agir a partir da ação desse Espírito. O Pentecostes, que aconteceria somente após a ressurreição e ascensão de Jesus, ela o experimentou bem antes, no momento da anunciação: O Anjo lhe disse: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com sua sombra (Lc 1,35a). E sob a ação desse Espírito colocou-se imediatamente a viver de modo intenso a missão que foi a ela confiada.

Tanto é verdade, que Jesus foi o primeiro aluno dessa Universidade. Pois antes de enfrentar as tentações do deserto e a partir dali começar a sua vida pública, a missão para a qual o Pai lhe enviou, ele foi primeiramente até João Batista para ser batizado e receber o Espírito Santo descido do céu (Mt 3-4).
Precisamos aprender com Maria sobre a necessidade de recebermos esse Espírito Santo para que consigamos cumprir a missão que é a nós confiada nessa terra. Aprendendo isso temos ainda que nos atentarmos para a vida da Virgem que nos mostra também a como vivermos no dia-a-dia essa missão:
Recebendo o Espírito Santo Maria não ficou em casa esperando a barriga crescer; nove meses se passarem e assim Jesus nascer. Mas ela se pôs imediatamente em prol da missão. Ela não esperou. Colocou-se a serviço. Viajou uma longa distância até a casa de sua parenta que precisava de ajuda. Lá anunciou a sua família da vinda de Jesus. Colocou seus dons a favor de Isabel. E sobretudo, levou aos outros àquela graça que havia acabado de experimentar: Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo (Lc 1,41).

Papa: amparar refugiados é obrigação moral e questão humanitária delicada


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O Papa recebeu no final da manhã desta sexta-feira, (13/5), cerca de 300 participantes na Conferência internacional da Fundação “Centesimus Annus – pro Pontifice”. O tema do encontro é “A iniciativa empresarial na luta contra a pobreza. Emergência refugiados, o nosso desafio”.

Em seu discurso, o Papa partiu do tema abordado pela Conferência em relação à contribuição da comunidade internacional na luta contra a pobreza, com referência particular à atual crise dos refugiados, uma obrigação moral e uma questão humanitária delicada:
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“A crise dos refugiados, cujas proporções estão aumentando dia a dia, é uma daquelas à qual me sinto bastante próximo. Na minha visita à Ilha de Lesbos fui testemunha das tristes experiências de sofrimento humano, sobretudo das famílias e das crianças. Por isso, a comunidade internacional é convidada a dar respostas políticas, sociais e econômicas a tais dramas que ultrapassam os confins nacionais e continentais”.
A luta contra a pobreza, frisou o Papa, não é somente um problema econômico, mas sobretudo moral, que apela a uma solidariedade global e ao desenvolvimento de inteiras populações. A atividade econômica deve estar a serviço da pessoa humana e do bem comum. E acrescentou:

12 coisas que Santa Zélia Martin me ensinou sobre santidade na maternidade e na criação de seus 9 filhos!

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Quando tomei conhecimento do caso para a canonização de Luis e Zélia Martin, pais de Santa Teresinha, fiquei muito intrigada.
Tanto Luís quanto Zélia queriam ser religiosos, mas, em vez disso, se conheceram e se casaram. Tiveram nove filhos, perderam quatro deles muito precocemente, e trabalhavam juntos para sustentar a família com um negócio de tecidos. Zélia fazia os tecidos e gerenciava os trabalhadores e Luis fazia o lado dele do negócio.
Zélia relata sua vida diária em cartas, e eu percebi que ela poderia muito bem ser santa no mundo moderno, no século 21.
Aqui estão algumas coisas que eu aprendi sobre a santidade:

1) Até os santos podem precisar de uma empregada doméstica, às vezes:

“Pauline disse outra noite,” Oh! Que pena, o dia Já está acabando. Eu gostaria que fosse manhã novamente.” Eu não discordo completamente dela, porque eu tive um longo dia. Durante três dias, eu estive sozinha com estes pequenos, porque a empregada está com sua família. Alem disso, estava um frio terrível e tive uma febre, que mal conseguia me levantar. “(Carta 25)
Zélia escreveu isto quando ela tinha cinco crianças menores de sete anos. Quando li isso, eu realmente fiquei confortada. É difícil ficar sozinha com as crianças sem ajuda, e até mesmo Zélia pensava assim.

2) O jejum é difícil até mesmo para os santos

“Eu sofro tanto com o jejum e a abstinência! No entanto, não é uma mortificação muito pesada, mas eu estou tão cansada de como meu estômago se sente e, especialmente, tão covarde, que eu gostaria de não fazê-lo por completo, se ouvisse a minha natureza. “(Carta 130)
Eu nunca jejuo como Zélia e Luís, durante todo o dia com uma pequena refeição no final. Isso, por si só, parece heróico, e saber como ela superou sua natureza e sofreu por Deus é inspirador.

3) Os santos também se preocupam em ter todas as coisas feitas

“Eu tenho minhas duas meninas mais velhas, que estão de férias. O que é um verdadeiro prazer para mim, mas também um aumento real no trabalho porque eu tenho que cuidar de tudo o que precisamos para as férias de verão. Eu estou consertando todos os seus vestidos, por isso estou até o pescoço com as costureiras. E para além disso, tenho  demandas urgentes para esta semana; nenhuma está concluída, e isso é o que me preocupa. “(Carta 131)

Conheça a casa que o Papa Francisco havia escolhido para sua aposentadoria, em Buenos Aires.


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Quando a possibilidade de uma troca de domicílio para o Vaticano era algo remoto, Jorge Bergoglio já havia previsto aonde passaria suas noites após completar 75 anos e jubilar-se como bispo: seu lugar seria a habitação 13 do Lar Sacerdotal Monsenhor Mariano A. Espinosa, localizado no bairro de Flores, da Capital Federal.
Nessa casa viveu Francisco quando foi vigário de Flores. Sobre a habitação escolhida, Jorge Bergoglio havia dito: Prefiro que não seja na planta alta (…). Não quero estar por cima de ninguém; não, melhor abaixo. Isso ele havia pedido às Irmãs do Bom e Perpétuo Socorro, que cuidam do lar, segundo se pode ler numa nota publicada no diário tucumano La Gaceta, em março de 2013.
Ontem, o sacerdote Fabián Báez, pároco em Villa Urquiza, subiu por sua conta de Twitter duas fontes da habitação. Ali se vê um austero espaço com piso de madeira ocupado por uma cama, uma estante, uma cadeira, uma poltrona de um corpo e um ventilador. Do lar sacerdotal contaram a Clarin que a habitação foi remodelada há pouco e que não tem um ocupante permanente. Utiliza-a de vez em quando monsenhor Poli, atual arcebispo de Buenos Aires, contaram a este diário lá do lar. Quando já havia deixado o bairro de Flores, Bergoglio continuou sendo uma presença frequente no lar, destinado por anos a ser moradia de religiosos anciãos.
O Monsenhor vinha pelas dez da manhã e começava a percorrer uma por uma as habitações dos sacerdotes enfermos. Escutava-os, gracejava com eles… era muito cálido. Depois, pelas doze menos um quarto, sentava-se a conversar conosco, recordou a Irmã Maria Lucía Fassono para o diário La Gaceta.
Fonte: Clarín

Há 35 anos, o atentado contra João Paulo II. Intercessão de Maria o salvou!

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João Paulo II socorrido por colaboradores após ser atingido na Praça São Pedro – ANSA
Há 35 anos, na tarde de 13 de maio de 1981, Festa de Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II era atingido na Praça São Pedro por dois tiros disparados por Ali Ağca. Para Wojtyla, foi a mão de Maria que o protegeu. A bala que perfurou seu tórax e que deveria matá-lo está agora na coroa da Virgem de Fátima.
Como de costume, por ocasião das Audiência Gerais, João Paulo II estava em pé no papamóvel, saudando e abençoando os peregrinos. Logo a seguir, deveria anunciar a criação do Pontifício Conselho para a Família. Às 17h17 dois estampidos ensurdecedores ecoaram na Praça São Pedro. O Santo Padre cai, sendo amparado pelo seu Secretário, Padre Stanislao Dziwisz. Os fiéis ficam aterrorizados, choram, se ajoelham, rezam o terço. Uma comoção que o locutor da Rádio Vaticano, Benedetto Nardacci, que transmitia a Audiência, não conseguiu esconder: “A multidão está toda em pé….A multidão está toda em pé; não comenta a cena trágica que assistiram. Estão quase todos em silêncio, aguardam notícias (…) O Santo Padre foi evidentemente, certamente atingido. Foi certamente atingido, o vimos deitado no carro descoberto que entrou em alta velocidade dentro do Vaticano. Pela primeira vez se fala de terrorismo também no Vaticano. Se fala de terrorismo em uma cidade da qual sempre partiram mensagens de amor, mensagens de concórdia, mensagens de pacificação”.São momento agitados, confusos. Na Praça silenciosa se propagam notícias contrastantes sobre a identidade do atentador, sobre o número de disparos e sobretudo sobre a gravidade dos ferimentos. Ouve-se o barulho de uma sirene, uma ambulância. Poucos minutos depois o então Diretor da Rádio Vaticano, Padre Roberto Tucci, se junta a Nardacci na Praça São Pedro:
“Padre Tucci, dos microfones da Rádio Vaticano, na Praça São Pedro. Não se sabe ainda a gravidade da ferida. Às 17h29 vi uma ambulância sair da entrada da Porta Sant’Anna em alta velocidade. Me foi informado – mas não posso assegurar que a notícia corresponda à verdade – que a ambulância que levava o Santo Padre, se dirigiu ao Hospital Gemelli”.

Bioética: 18 perguntas e respostas segundo a fé da Igreja.

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ENTREVISTA SOBRE O INÍCIO DA VIDA
Para esclarecer algumas questões fundamentais sobre o início da vida humana entrevistamos o coordenador da Pós-graduação em Bioética da PUC-Rio, Prof. André Marcelo M. Soares, que é filósofo e doutor em Teologia com pós-doutorado em Bioética. Além disso, é membro do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Instituto Nacional de Câncer (INCA), membro da Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da Equipe de Apoio da Seção Vida do Consejo Episcopal Latinoamericano (CELAM).
1. Por que a vida humana deve ser respeitada sempre?
R.: Ao falar de vida humana, não estamos apontando simplesmente para a constituição de sua identidade genética, distinta de qualquer outro ser. O que torna a vida humana diferente da vida dos demais seres vivos é o fato dela poder ser definida não só por sua dimensão biológica, mas também por sua dimensão espiritual. Essa dimensão se concretiza naquilo que chamamos de pessoa, que tem um sentido que ultrapassa todas as esferas fisiológicas. Por pessoa humana entendemos a vida desde sua origem. Pois, desde a concepção, a vida humana possui todas as potencialidades para se desenvolver no ser humano que estamos acostumados a ver em nós e nos outros que convivem conosco no dia a dia. Aquele ser que acabou de ser gerado não é uma vida em potencial, mas uma vida humana com potencialidades, tanto fisiológicas quanto espirituais. É verdade que somos seres biológicos, mas não seríamos humanos se não possuíssemos uma dimensão reflexiva, social, cultural, política e espiritual. Afinal, a vida humana não pode ser reduzida a um conjunto de células, pois o que somos hoje se deve ao que ocorreu no dia em que fomos concebidos.
 

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