quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

8 curiosidades sobre a Igreja católica

Vatican money freeze tied to second Msgr. Scarano case - pt1. Dos 35 Doutores da Igreja, 4 são mulheres. Isto pode até não impressionar você, mas repare que, por exemplo, dos 43 presidentes dos Estados Unidos, tidos como o país que mais propaga a democracia e a igualdade no mundo, zero foram mulheres! De todos os Doutores da Igreja, a mais “recente” é uma mulher: uma freira do século XIX, época em que a maioria das faculdades nem sequer admitia mulheres. Mesmo assim, há muitos “pregadores laicos” que não se cansam de acusar a Igreja católica de “odiar as mulheres”.
2. Todas as vestes litúrgicas dos sacerdotes católicos têm um significado específico. É por isso que, para citar um exemplo, a casula, que simboliza o amor, é usada por cima da estola, que simboliza a autoridade. Afinal, “por cima de tudo, o amor” (cf. Colossenses 3,14).

ÁREA PASTORAL SÃO FRANCISCO DE CAMOCIM REALIZA SANTAS MISSÕES CAPUCHINHAS

De 12 a 17 de janeiro a Área Pastoral São Francisco de Camocim ( Diocese de Tianguá) realizará as Santas Missões Capuchinhas, nas comunidades da Sede e Zona Rural.
"Na Alegria do Evangelho, somos a Igreja discípula, missionária e misericordiosa".
Os missionários  já passaram por um processo de animação e espiritualidade missionária, e no dia 12 irão participar da celebração de envio para as suas respectivas áreas de atuação.
Vários frades missionários capuchinhos, vindos de outras regiões, irão juntar-se  aos missionários locais somando forças nesta dinâmica  ação evangelizadora.
A Área Pastoral São Francisco foi criada oficialmente pela Diocese de Tianguá no ano 2013,  passando a ser administrada pelos Frades Capuchinhos, tendo o Pe. Frei Deusimar de Sousa Silva como administrador paroquial. 
texto:Carlos Jardel do Revista Camocim

Papa: A fé é um dom. Não se aprende nos livros


OSSROM92082_ArticoloNesta quinta-feira (14/01), o Papa celebrou a missa matutina na Casa Santa Marta e começou a homilia inspirando-se no trecho do Livro de Samuel que narra a derrota do Povo de Deus, vencido pelos filisteus:
É um massacre enorme, o povo perde tudo, inclusive a dignidade. “O que levou a esta derrota?”, perguntou o Papa, respondendo: o povo “lentamente havia se afastado do Senhor e vivia de modo mundano, com os ídolos que possuía”. Iam ao Santuário de Silo, mas “como se fosse um costume cultural: haviam perdido a relação filial com Deus. Não adoravam Deus! E o Senhor os deixou sozinhos”. O povo usa até mesmo a Arca de Deus para vencer a batalha, mas como se fosse uma coisa “um pouco mágica”.
“Na Arca – lembra o Papa – havia a Lei, a Lei que eles não respeitavam e da qual haviam se afastado”. Não havia mais “uma relação pessoal com o Senhor! Eles tinham se esquecido que Deus os havia salvado. E assim, são derrotados: 30 mil israelitas mortos, a Arca de Deus é tomada pelos Filisteus; os dois filhos de Eli, “aqueles sacerdotes delinquentes que exploravam o povo no Santuário de Silo” morrem. “Uma derrota total” – afirma o Papa – “um povo que se afasta de Deus acaba assim”: tem um santuário, mas o coração não está com Deus, não sabe adorar Deus:
“Crê em Deus, mas num Deus meio ’escondido, distante, que não entra no coração e você não obedece seus Mandamentos. Esta é a derrota!”. O Evangelho do dia, ao invés, nos fala de uma vitória:

Você caminharia 4 horas para ir a uma missa, no deserto?

unnamed
A Etiópia, um dos países mais pobres do planeta, é um dos maiores beneficiários das ajudas prestadas pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, que, em 2014, doou para a Igreja local mais de 1,2 milhão de euros. Neste ano, a contribuição da fundação deverá apoiar as 13 dioceses do país, nas quais mais de 10 milhões de cidadãos etíopes correm nada menos que perigo de morte por causa da seca extrema que assola o já sofrido território.
O pe. Haile Gabriel Meleku, vice-secretário geral da Conferência Episcopal da Etiópia, afirmou à fundação que “a situação está piorando dramaticamente. As pessoas que correm perigo já são agora dois milhões a mais do que no mês passado, e esse número pode ser ainda maior do que estimamos”.
A estiagem severa está provocando migrações internas que afetam a frequência das crianças à escola e que podem causar conflitos com os já residentes nos locais de chegada dos migrantes. Há partes do país atingidas com menos ou mais intensidade, mas a Etiópia inteira sofre com a situação. Chama a atenção, de passagem, uma observação do pe. Haile:
“Muitos fiéis já não têm força para caminhar três ou quatro horas até a igreja mais próxima”.
Sim, você leu isso mesmo. Existem fiéis cristãos que, para participar da liturgia, caminham quatro horas sob um sol em brasa, em plena crise de fome e de seca, em um dos países mais pobres do planeta.

Aleteia

Cinco pontos do novo livro de Francisco que vão ao cerne: misericórdia é a “carteira de identidade” de Deus.

livro-do-papa
O objetivo do livro é o de Francisco explicar a visão por detrás de seu jubileu extraordinário, Ano Santo da Misericórdia, lançado por ele em 8 de dezembro com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro e que irá durar até 20 de novembro de 2016.

A misericórdia é o valor espiritual angular para Francisco, expresso em seu lema papal (o mesmo que ele usava como bispo): Miserando atque eligendo, ou “escolhendo através dos olhos da misericórdia”. Ele já falou que vê a era atual como um kairos de misericórdia, empregando o termo grego presente no Novo Testamento que significa um momento privilegiado no plano divino da salvação.
A seguir apresentamos cinco pontos do livro que vão ao cerne da mensagem de Francisco.
A “carteira de identidade” de Deus: Francisco insiste repetidas vezes ao longo do livro que a misericórdia é a própria essência de Deus. Eis uma forma típica em que ele manifesta esse pensamento:
Jesus disse que veio não para que são bons, mas para os pecadores. Ele não veio para os saudáveis, aqueles que não precisam de médico, mas para os doentes. Por esse motivo, podemos dizer que a misericórdia é a carteira de identidade de Deus. Deus da misericórdia, Deus misericordioso. Para mim, essa é verdadeiramente a identidade do Senhor.
Sacerdotes misericordiosos: O pontífice descreve o exemplo de vários padres misericordiosos que ele veio a conhecer com o passar dos anos. Dois em particular parecem ter deixado uma impressão profunda, inclusive um que ele conheceu enquanto adolescente, o Rev. Carlos Duarte Ibarra, quem acabaria morrendo no ano seguinte.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Carta à mulher chateada ‘como barulho’ de meus filhos na missa.

hero-boy-screaming-crying-jaromir-chalabala-shutterstock-245260207
Bom dia:
Nós realmente não nos conhecemos, mas eu me sinto obrigado a escrever-lhe esta carta, tendo em vista nossa breve conversa depois da missa de domingo passado.
Sei que você se recordará de mim: sou aquele homem exausto, sem banho, que derramava o lanche, com alguns brinquedos pelo colo, sujo de vômito, equilibrista das chupetas daquele circo montado no banco da frente onde você estava na igreja.
Somos o motivo pelo qual as pessoas perdem a homilia. Somos o “amém” gritado aos quatro ventos no momento errado; o aperto de mãos com a cara feia na hora da paz…
Não tenho certeza de que você saiba disso, mas nós temos total consciência do modo como impactamos na experiência da missa dos demais.
Talvez não lhe pareça, mas cada vez que um de nossos filhos fala alto, deixa cair algo, brinca nos bancos ou enche a fralda, nós nos envergonhamos terrivelmente e suplicamos que isso não esteja distraindo os outros de sua oração íntima com Deus.
Percebo agora que provavelmente isso não fique evidente, porque no domingo passado você se sentiu inspirada pelo Espírito Santo (suponho) para vir me dizer que eu estava lidando mal com a situação.
“Você não sabe que há um lugar onde as crianças podem ficar? Será que você não poderia sair da próxima vez com a criança que fala alto? Por que você não diz aos seus filhos que eles não podem ficar dançando nos bancos durante o Evangelho? Acaso não sabe que as pessoas estão tentando rezar?”

Inaugurada na Nigéria a maior estátua de Jesus Cristo do Continente Africano. Veja!

75b9cef60504ea94c97ce0206c2e77a2

Uma estátua de Cristo de nove metros de comprimento foi inaugurada no primeiro dia do novo ano na Diocese de Orlu (Nigéria), convertendo-se assim na maior estátua do continente africano.
A imagem, denominada “Jesus o Grande”, foi feita de mármore branco e pesa 40 toneladas.
Segundo divulgou a agência AFP, mais de 100 sacerdotes e uma multidão de fiéis católicos participaram da cerimônia de inauguração da estátua no povoado de Abajah, localizado no sudeste da Nigéria.
A imagem foi encarregada pelo empresário petroleiro local Obinna Onuoha, de 43 anos, e foi colocada no terreno de um templo construído também por ele em 2012.
A data da inauguração foi programada por Onuoha para comemorar os 50 anos do casamento dos seus pais. O templo que construiu também tem um profundo vínculo familiar para ele.
Há alguns anos, sua mãe ficou gravemente doente e ela o fez prometer que construiria um templo se ela sobrevivesse. E assim o fez.
O Bispo de Orlu, Dom Augustine Tochukwu Okwuoma, assegurou que a imagem se converteria em um “grande símbolo de fé” para os fiéis locais e para todos aqueles que visitarem esta região.
“Recordará a cada um a importância de Jesus Cristo”, disse.

A palavra latina “misericórdia”, de acordo com o seu sentido original significa ter o coração (cors) voltado para os pobres (miseri), estando em comunhão com eles. O mesmo, segundo o grande cardeal e teólogo católico Walter Kasper, que “sentir afeto pelos pobres”, “amar os pobres”. Em termos antropológicos, traz um sentido muito próximo de compaixão, o que implica sentir e sofrer com os mais vulneráveis, os pobres, os excluídos, ou seja, aqueles cuja vida é mais agredida e diminuída. A palavra aponta para a atitude de quem consegue sair de seu egoísmo e fazer um êxodo em direção aos outros, sobretudo às pessoas afligidas pela pobreza e por todos os tipos de miséria. Nas diferentes religiões do mundo, há várias convergências com relação ao sentido desta palavra, incluindo misericórdia e compaixão pelos outros e respeito e reverência pela vida. Aquilo que para uma mentalidade secular e iluminista pode parecer acessório é sagrado para os representantes dessas religiões. Assim entendemos as propostas do budismo, hinduísmo e muito especificamente das três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. A tradição da Igreja, notadamente na reflexão de seus grandes expoentes como Agostinho e Tomás de Aquino, seguiu essa interpretação, diferente da filosofia grega – excetuando Aristóteles – que enfatizava mais a razão e a justiça sem a compaixão que poderia impedir um juízo justo, como diz Platão. Também o estoicismo sustenta não ser a compaixão compatível com o ideário ético que pratica, já que este prega o domínio da razão sobre as afetos e a ataraxia ou imperturbabilidade contra a compaixão, que seria uma verdadeira doença da alma. A teologia cristã tem, então, como linha-mestra na compreensão do que seja a misericórdia ou a compaixão o fato de ser afetado pelo sofrimento dos outros, não só de uma forma emocional, que remove o coração e os sentimentos, dando tristeza e pena, mas igualmente ou sobretudo de forma eficaz, na medida em que busca combater e superar a carência e o mal. Desde os seus primórdios, a Igreja pratica a misericórdia para com os pobres, não só no plano privado, mas também comunitário e mesmo institucional. Muito cedo se consolidou no cristianismo o cuidado dos pobres e doentes, levado sob custódia e responsabilidade pela comunidade eclesial na pessoa dos Bispos que, através dos diáconos, a instituíram como ministério. Esta configuração institucional por parte da Igreja da misericórdia e da compaixão pelos mais fracos foi introduzida em boa parte na cultura europeia ocidental e a partir daí tornou-se patrimônio da humanidade. Hoje, esta prática de misericórdia e compaixão tomou formas mais secularizadas. No entanto, são ainda inúmeras as obras e instituições eclesiais dedicadas à caridade para com os mais fracos, inspirada no Evangelho de Jesus, sua “norma non normata.” A Modernidade, com o primado da razão, colocou sob suspeita essa universalidade da misericórdia e da compaixão, assim como outras coisas vindas do mundo medieval e teocêntrico. No entanto, é um fato que nos tempos contemporâneos, muitos dos mais famosos filósofos do século passado e presente – cristãos ou não – refletiram sobre a importância da gratuidade do dom e de doar como o fundamento de uma antropologia que se quer digna de crédito para as pessoas de hoje. Isto foi reforçado pelo Papa Francisco na Bula “Misericordiae Vultus”, que convoca o Ano Santo da Misericórdia. O Pontífice afirma ali que a misericórdia é a viga mestra que sustenta a vida da Igreja. E, por isso, tudo em sua ação pastoral deve ser revestido de ternura, compaixão, misericórdia sob pena de ser um antitestemunho. A credibilidade da Igreja passa pelo caminho da misericórdia e compaixão. Convocando assim a Igreja que preside, o Bispo de Roma salienta a misericórdia muito concretamente não como sentimento espiritual vago e abstrato, mas como prática responsável que carrega em si o futuro da Igreja. O apelo à misericórdia deriva de uma falta, uma deficiência, uma carência de algo que é um direito humano ou da própria criação. Essa carência precisa ser respondida. É um clamor que convoca a Igreja a dar uma resposta efetiva e não teórica, que tem seu fundamento na Escritura e do Evangelho. Trata-se de uma verdadeira conversão não a uma ideia abstrata, mas a uma realidade concreta. A Igreja deve ser ícone, imagem do Deus que revela seu amor, que é como o de um pai ou uma mãe cujas entranhas são movidas nas profundezas de seu ser pelos sofrimentos que passam seus filhos. O amor misericordioso de Deus é realmente “visceral”, feito de ternura e compaixão, tolerância e perdão. A misericórdia não é tão somente a benevolência de Deus que concede o perdão ao pecador arrependido. Antes disso, é a dinâmica do amor de Deus, que vem ao encontro do ser humano em suas necessidades, seja este ou não pecador, esteja ou não arrependido, tenha ou não fé no Deus que o busca apaixonadamente e se solidariza com seu sofrimento. A graça desse Deus possibilita a nossa conversão. Em pleno Advento, esperando a vinda do Senhor no Natal, é um belo programa de vida e espiritualidade: viver uma verdadeira conversão à misericórdia. Autora: Maria Clara Lucchetti Bingemer

TemploSatanico_CapturaYouTube_VictorDamianRozo_30122015
Embora ao longo dos séculos o satanismo tenha existido com diferentes nomes, sua versão moderna é uma criação do norte-americano Antony LeVey (1930-1997), que escreveu a “Bíblia Satânica” e criou uma religião que na essência seria ateísta, pois servir a Satanás para eles seria basicamente viver sem um deus, mas fazer o que determina sua consciência.
O uso do nome satanismo seria apenas uma maneira de simbolizar tudo que se opõe a Deus e sua lei moral.
Recentemente conseguiu ser reconhecido como religião nos EUA com os mesmos direitos do cristianismo. Isso inclui cerimônias públicas e a divulgação da sua fé em lugares públicos.
Agora, esse tipo de manifestação religiosa inaugura seu primeiro templo oficial num país da América do Sul e fala em se espalhar pelo continente. Liderado pelo satanista Damian Victor Rozo, que se intitula “pastor luceferiano”, foi inaugurado dia 27 de dezembro o templo “Sementes da Luz e de Adoração ao Diabo” na cidade de Quindio, Colômbia.

Misericórdia. Entenda a profundidade dessa palavra tão essencial para a Igreja.

misericordia-origem-e-significado

A palavra latina “misericórdia”, de acordo com o seu sentido original significa ter o coração (cors) voltado para os pobres (miseri), estando em comunhão com eles. O mesmo, segundo o grande cardeal e teólogo católico Walter Kasper, que “sentir afeto pelos pobres”, “amar os pobres”.
 
Em termos antropológicos, traz um sentido muito próximo de compaixão, o que implica sentir e sofrer com os mais vulneráveis, os pobres, os excluídos, ou seja, aqueles cuja vida é mais agredida e diminuída. A palavra aponta para a atitude de quem consegue sair de seu egoísmo e fazer um êxodo em direção aos outros, sobretudo às pessoas afligidas pela pobreza e por todos os tipos de miséria.
 
Nas diferentes religiões do mundo, há várias convergências com relação ao sentido desta palavra, incluindo misericórdia e compaixão pelos outros e respeito e reverência pela vida. Aquilo que para uma mentalidade secular e iluminista pode parecer acessório é sagrado para os representantes dessas religiões. Assim entendemos as propostas do budismo, hinduísmo e muito especificamente das três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
 

©2012 Grupo Renascer | Template Grupo Grupo Renascer by