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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Donald Trump tem algum plano para os cristãos do Oriente Médio?

Donald Trump tem algum plano para os cristãos do Oriente Médio?Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, a política internacional norte-americana deverá mudar – em particular, esperam-se novas relações com a Rússia, país ao qual os cristãos do Oriente Médio recorreram para se defender do Estado Islâmico perante a inércia do Ocidente.

A edição árabe de Aleteia entrevistou Johnny Messo, presidente do Conselho Mundial dos Arameus, e Tony Nissi, vice-presidente da União Cristã Internacional para o Oriente Médio, a fim de conhecer as suas expectativas quanto às políticas do novo governo americano em relação aos cristãos do Oriente Médio.


Johnny Messo espera que, em comparação com o governo Obama, a nova administração dedique mais atenção aos cristãos. Sobre a libertação de Mossul, ele acredita que os cristãos não voltarão à cidade sem proteção internacional. Os contatos de alto nível, revelou ele, pretendem instituir uma região autônoma no norte do Iraque para cristãos, yazidis e turcomenos.

Por sua vez, Tony Nissi considera que a eleição de Donald Trump terá impacto positivo para os cristãos do Oriente Médio, que deverão apresentar um projeto unificado ao novo governo. A União Cristã Internacional para o Oriente Médio deverá agir tanto dentro quanto fora dos EUA, exercendo pressão interna pela defesa dos cristãos orientais e trabalhando a partir do Líbano para proporcionar ao novo governo dos Estados Unidos toda a informação necessária a fim de favorecer a comunicação com o Líbano e o Oriente. De fato, há muitos consultores e empreendedores cristãos libaneses próximos do presidente eleito, como Ziad Abedlnour, Walid Phares e Gabriel Sawma. Todos eles tiveram que deixar o Líbano durante a guerra civil e se dedicaram a trabalhar, nos Estados Unidos, pela causa dos cristãos em sua terra natal e no Oriente Médio como um todo.

Nissi avalia que Trump combaterá o terrorismo e não aceitará pactos que prejudiquem a presença cristã no Oriente Médio, apesar de não ter mencionado o Líbano em nenhum dos seus discursos.

Como quer que seja, as perspectivas sobre a região se revelarão com mais clareza já nos primeiros meses do novo governo americano.

(Com informações da edição em árabe da Aleteia)

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