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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Suíça: mais de 100 mil pessoas estão hoje inscritas em organização para o suicídio assistido.

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“O suicídio dos anciãos: um desafio”: é o título de um estudo recém-preparado pela comissão Justitia et Pax helvética e publicado no site dos bispos da Suíça para contribuir com o debate da opinião pública sobre a autonomia, a fragilidade, a morte, a ajuda ao suicídio.
O dado de partida é que mais de 100 mil pessoas estão hoje inscritas numa organização para o suicídio assistido e que desde o ano passado na Suíça “se discute sobre a possibilidade para as pessoas (muito) anciãs de decidirem [livremente] se querem pôr fim á própria vida” com a assim dita “morte voluntária na velhice”. Não é mais uma situação de “sofrimento insuportável” a justificar a morte, mas “simplesmente a ancianidade e a perspectiva de uma vida difícil”, evidencia o estudo que indaga “por que esta ideia tenha tanto sucesso” na população helvética, e não só.
“Como cristãos rejeitamos firmemente a tendência à normalização e, consequentemente, à banalização da morte provocada do ser humano”, lê-se em “O suicídio dos anciãos: um desafio”, estudo de Justitia et Pax Suíça, apresentado em Berna.
“A morte torna-se sempre mais um projeto” e “não se confia mais ao destino nem como nem quando” morrer: de fato, existe a ideia de “uma vida conduzida racionalmente até a morte, que não deixa mais espaço ao inesperado”. Para os cristãos, ao invés, “a dependência dos outros não é um defeito, mas um aspecto fundamental da condição humana, assim como a fragmentaridade e a imperfeição da vida”.
O suicídio “se libertou da condição de tabu”, e se o suicídio dos anciãos é “um grave problema social”, por alguns é considerado uma “solução individual”.

É por isso que o documento, no elenco de “Recomendações dirigidas à sociedade”, evidencia que a “morte deve de novo ser compreendida como parte da vida” e como “evento social”. A sociedade “não tem o direito de excluir os anciãos”, mas deve dar um “melhor reconhecimento ao cuidado” que os parentes prestam aos anciãos e moribundos.
À Igreja se recomenda que encontre “respostas novas e críveis à busca de uma boa morte, pensando “novas formas de oferta pastoral” para acompanhar os anciãos”.
Quanto ao sistema sanitário se pede de “estender a oferta dos cuidados paliativos, continuando a explorar sua possibilidade e seus limites”.
Reafirmando a oposição da Igreja à “morte planificada”, D. Felix Gmür, bispo de Basiléia, sublinhou na conferência de imprensa para apresentação do estudo em Berna: “Hoje é independente de qualquer outro, é mal visto e considerado não normal. O estudo de Justitia et Pax, além de indagar o tema no plano ético e social, oferece algumas “recomendações” para a sociedade, as Igrejas e as instituições sanitárias.
A informação é publicada por Servizio de Informazione Religiosa – SIR.

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