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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Viver com alegria a quaresma

Viver com alegria a quaresma
Nesta quaresma, tempo de renovação espiritual e reconciliação, motivados pelo apelo do Papa Francisco: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar.”(Exortação apostólica Evangelii gaudium, n.3), somos chamados a percorrer os caminhos que a Igreja nos oferece para que nos libertemos do pecado, tristeza, vazio interior, solidão. Entre estes caminhos, o papa, diversas vêzes, indicou o sacramento da penitência ou reconciliação.


O papa, na Audiência geral de 19 de fevereiro de 2014, nos recordou algo fundamental:


“O Sacramento da Penitência e da Reconciliação brota diretamente do mistério pascal. Com efeito, na noite de Páscoa o Senhor apareceu aos discípulos, fechados no cenáculo e, depois de lhes dirigir a saudação: «A paz esteja convosco!», soprou sobre eles e disse: «Recebei o Espírito Santo! A quantos perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados» (Jo 20, 21-23). Este trecho revela a dinâmica mais profunda contida neste Sacramento. Antes de tudo, a constatação de que o perdão dos nossos pecados não é algo que podemos dar-nos a nós mesmos. Não posso dizer: perdoo os meus pecados. O perdão é pedido a outra pessoa, e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas uma dádiva, um dom do Espírito Santo, que nos enche do lavacro de misericórdia e de graça que brota incessantemente do Coração aberto de Cristo Crucificado e Ressuscitado. Em segundo lugar, recorda-nos que só se nos deixarmos reconciliar no Senhor Jesus com o Pai e com os irmãos, conseguiremos verdadeiramente alcançar a paz. E todos nós sentimos isto no coração, quando nos confessamos com um peso na alma, com um pouco de tristeza; e quando recebemos o perdão de Jesus, alcançamos a paz, aquela paz da alma tão boa que somente Jesus nos pode dar, só Ele!”



A quaresma é o tempo em que a Igreja nos prepara para a Páscoa, e, por isso, desde o primeiro dia da quaresma – a quarta-feira de cinzas – a liturgia faz ressoar continuamente o convite do apóstolo Paulo: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus! Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.“(2Cor 5,20.6,1).


É necessário redescobrir a alegria da reconciliação transmitida pelo sacramento que os primeiros cristãos chamavam de “segundo batismo”. Era chamado assim porque o perdão dos pecados é dado em nosso batismo. Mas Deus, que é rico em misericórdia, dá o perdão, através do sacramento da reconciliação, a quem peca, e reconhece o mal cometido, com o propósito de começar um caminho novo.


A penitência ou reconciliação é o sacramento do cristão pecador que, em virtude de sua fragilidade, precisa voltar para Deus, não somente uma, mas todas as vêzes que se afasta Dele. Entretanto, é importante ter no coração o desejo de mudar, corrigir e quando possível reparar o mal cometido.


Alguns, quem sabe, gostariam de perguntar: será que não basta pedir perdão a Deus? Por que ir a um sacerdote? Quem nos responde é o papa Francisco:


“Na celebração deste Sacramento, o sacerdote não representa apenas Deus, mas toda a comunidade, que se reconhece na fragilidade de cada um dos seus membros, que ouve comovida o seu arrependimento, que se reconcilia com eles, os anima e acompanha ao longo do caminho de conversão e de amadurecimento humano e cristão. Podemos dizer: eu só me confesso com Deus. Sim, podes dizer a Deus «perdoa-me», e confessar os teus pecados, mas os nossos pecados são cometidos também contra os irmãos, contra a Igreja. Por isso, é necessário pedir perdão à Igreja, aos irmãos, na pessoa do sacerdote.” (Audiência-geral, 19/02/2014).


Nesta quaresma, busquemos o sacramento da penitência ou reconciliação, com o coração repleto da certeza do amor de Deus. Não tenhamos medo e nem vergonha de reconhecer nossos erros, defeitos, mágoas…, afinal “Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele.”(Jo 3,17).


Alma de Cristo
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me afaste de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para vós
para que, com os vossos santos, vos louve por todos os séculos dos séculos.
Amém.

Pe Alberto Gambarini

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