quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os quatro graus do amor humano

NOTA INICIAL DO BLOG: Uma vez ao estudar a hierarquia angélica, fiquei sabendo que os mais altos graus dos Anjos, propriamente os Serafins e Querubins, vivem do Amor de Deus. Que Amor seria esse? Estamos acostumados a ter uma visão romântica das coisas, portanto uma visão defeituosa. Subir no mais alto dos céus, conhecer a sublimidade do Amor de Deus, é um salto para os grandes Santos. Conheçamos um deles:
São Bernardo de Claraval, foi um abade francês cisterciense, fundador da Abadia de Clairvaux (Claraval). O grande santo, no ano de 1128, participou do Concilio de Troyes que delineou a regra monástica que guiaria os Cavaleiros Templários e que rapidamente tornou-se o ideal de nobreza utilizado no mundo Cristão. Passou 40 anos enclausurado e foi o compositor do hino Ave Maris Stella. Uma de suas obras mais importantes foi o Tratado do Amor de Deus.
Dizia São Bernardo que há quatro graus do amor humano:
a) Primeiramente o homem ama-se a si próprio apenas por si.
b) Em seguida, ao descobrir que não pode estar só e que Deus lhe é necessário, principia a procurar o seu Criador e a amá-lo como fonte de benefício para ele próprio.
c) Por fim, obrigado pelas suas necessidades a um convívio freqüente com Deus, em meditação, leitura, oração e obediência, termina por compreender a doçura do Senhor e atinge o terceiro grau, onde Deus é amado puramente por si próprio, embora não amado exclusivamente.
d) No quarto grau, o homem não se ama sequer a si próprio, senão por causa de Deus. Na verdade ignoro se este grau foi alguma vez plenamente alcançado na vida presente.
E ainda São Bernardo de Claraval demonstra, relativamente a intensidade do Amor Divino:
“E em que grau nos amou Deus? Deixemos o que responda São João evangelista: Tanto amou Deus o mundo que lhe deu o seu Filho Unigênito.”

Fonte: Pelos caminhos do amor - Jusan F. Novaes

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