quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Vaticano detalha como será a viagem do Papa a uma zona de conflito na África


O Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, explicou em conferência de imprensa os detalhes da viagem que o Papa Francisco realizará à África do 25 aos 30 de novembro, no qual está incluída a República Centro-africana, um país devastado pela guerra.
Dias atrás, as forças armadas da França alertaram o Vaticano sobre o “alto risco” da visita do Papa à República Centro-africana e a imprensa francesa informou que a administração Hollande procura convencer a Santa Sede a encurtar ou anular a visita a essa nação.
Falando sobre este tema, o subdiretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Ciro Benedettini, assinalou em 12 de novembro que “esta é uma decisão que deve tomar o Papa. Ao menos, até ontem e anteontem, nossa linha era que se não houver nada, (o Santo Padre) irá” à República Centroafricana.
Na coletiva de imprensa, ao ser perguntado sobre a segurança do Santo Padre, Pe. Lombardi disse que “não há situações específicas. As autoridades do Vaticano estão trabalhando com as locais. Sabemos que na República Centro-africana há tropas da ONU e da França. O Papa não está particularmente preocupado por sua própria segurança, está mais preocupado pela dos outros”.
O sacerdote disse também que não há problema com o toque de silêncio vigente no país e disse que “se houver um evento (durante a visita do Papa) é porque tudo para que se realize já está previsto”.
Em sua primeira viagem à África, disse o Pe. Lombardi, “o Papa é quem decide ir à República Centro-africana e o programa segue assim. Todos nos orientamos desse modo e o estado atual é que iremos”.

Bebê é abandonado na manjedoura de uma igreja em Nova York.

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Uma cena que mais parecia uma um milagre de Natal ocorreu em Nova York na segunda-feira. Um bebê de poucas horas de vida foi abandonado no presépio de uma igreja no Queens. A criança foi encontrada por um funcionário da paróquia que chegava do almoço quando ouviu o choro da criança.
Segundo a polícia, uma mulher foi flagrada em um vídeo entrando com o menino enrolado em uma toalha, mas saiu de lá sem ele. Após ser descoberto, o bebê foi levado ao Hospital Jamaica Center para ser examinado. Os médicos que o atenderam informaram que o cordão umbilical dele não foi corretamente cortado e que a criança nasceu quatro ou cinco horas antes de ser deixada na manjedoura.
O reverendo Christopher Ryan Heanue, 28, disse que não via a ação da mulher como um fato triste, mas sim inspirador, pois não havia lugar melhor para ela deixar a criança.
— Eu acho bonito — disse o padre. — A igreja é a casa para todos os necessitados. E ela achou neste estábulo – o lugar onde Jesus achou seu lar – um lar para o filho dela.
Como em muitos estados americano, Nova York possui uma lei que determina alguns locais onde os pais podem deixar seus filhos sem medo de repressão. A igreja está incluída nesses lugares, assim como hospitais e Corpo de Bombeiros. Mas os pais devem alertar alguém para a presença do bebê, o que não ocorreu neste caso.
A polícia agora procura a mulher do vídeo, que acredita ser a mãe do bebê, mas ainda não há pistas sobre ela. Segundo o Hospital Jamaica Center, a criança passa bem.
O Globo

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Artista rouba 242 hóstias consagradas e forma palavra "pederastia" com elas em mostra profana

Link permanente da imagem incorporada O município de Pamplona (Espanha) permitiu a mostra sacrílega de Abel Azcona, que, depois de roubar 242 hóstias consagradas durante as missas simulando que ia comungar, colocou-as no chão formando a palavra “pederastia”. As fotos de como foi realizado o roubo das hóstias estão expostas em uma sala pública de arte em Pamplona, patrocinada pela prefeitura da cidade governada pela aliança independentista vasca, Bildu. A Plataforma "Abogados Cristianos" (em português: Advogados Cristãos) fez uma denúncia contra Azcona por violação do Código Penal espanhol e estipulou que até a próxima quinta-feira a prefeitura retire tal exposição sacrílega.A assessora de cultura do município, Maider Beloki, apresentou a mostra com o título de “Enterrados” durante a última sexta-feira, a qual contém fotografias de como as hóstias consagradas foram roubadas e colocadas no chão. As hóstias permaneceram no chão até que um cidadão as retirou da exposição.

Polonia Castellanos, porta-voz da Plataforma Abogados Cristianos, declarou ao Grupo ACI que colocaram uma queixa contra o autor da exposição por “haver cometido em delito contra os sentimentos religiosos e a profanação, que estão nos artigos 524 e 525 do Código Penal espanhol”.


 “O município de Pamplona também recebeu o prazo para que até a próxima quinta-feira a exposição seja fechada. Caso contrário, ampliaremos a queixa em grau de cumplicidade e cooperação necessária”, precisou Castellanos.

O santo que entrou escondido no hospital para restaurar a fé de 3 enfermei

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Há 6 anos, no dia 3 de novembro, a enfermeira Margarita de los Ángeles Parra estava de plantão na maternidade do Hospital de Ginecologia e Obstetrícia de Tlatelolco (México).

Como era habitual, Margarita tinha o dever de velar pelo bem-estar das futuras mães e das que haviam passado pelo parto, ao longo de toda a noite. Mas sua colega de turno não chegava, o tempo ia passando, naquele dia haviam nascido 13 bebês e cada mãe precisava de cuidados diferentes.

Margarita achava que teria de ficar sozinha aquele dia, cuidando de tudo. Mas acabou recebendo uma ajuda extraordinária – como declarou ao jornal Desde la Fe – mesmo que só tenha percebido muito depois quem havia sido seu peculiar colega de trabalho.

“De repente, apareceu um homem magro com uniforme de enfermeiro, perguntando: ‘Em que posso ajudá-la?’. Nem precisei dar muitas instruções, e ele já estava começando a cuidar dos bebês e das mulheres, sempre sorridente.”

A enfermeira ficou surpresa com toda a dedicação do seu colega: “Ele trabalhou a noite inteira com um entusiasmo que contagiava. Ele tranquilizava as mulheres em trabalho de parto, cuidava de todas, e parecia um homem especial, pela tranquilidade que inspirava”, contou Margarita.

Ao longo da noite, outras duas enfermeiras chegaram para seu turno. Elas se preocuparam quando viram seu desconhecido colega meio pálido, suando e tremendo, como se estivesse com febre; mas mesmo assim ele continuava atendendo todos com muito carinho.

Uso das armas como “única solução” contra o Estado Islâmico? A Igreja é contra.

Dead soldier, first world warNas redes sociais, a guerra tem sido apontada por muitos internautas católicos como “a única solução” para “acabar com o Estado Islâmico”.

Mas será que é?

O Vaticano tem se declarado reiterada e explicitamente CONTRA uma guerra, com base no próprio conceito de “guerra justa”, cujas premissas, segundo o Catecismo da Igreja Católica (cf. CIC, §2309), são quatro e devem ser simultâneas:

Que o dano infligido pelo agressor à nação ou à comunidade de nações seja durável, grave e certo.
Que todos os outros meios de pôr fim a tal dano se tenham revelado impraticáveis ou ineficazes.
Que estejam reunidas as condições sérias de êxito.
Que o emprego das armas não acarrete males e desordens mais graves do que o mal a eliminar.
Consideremos cada uma destas condições no contexto do combate ao Estado Islâmico.

1. QUE O DANO INFLIGIDO PELO AGRESSOR À NAÇÃO OU À COMUNIDADE DE NAÇÕES SEJA DURÁVEL, GRAVE E CERTO.

Esta condição se verifica. O grupo jihadista tem se expandido não apenas territorialmente, mas também capilarmente por todos os continentes mediante estratégias de guerrilha ideológica, usando desde estruturas religiosas físicas até uma vasta gama de canais virtuais para recrutar militantes e organizar atentados. Além disso, tem conseguido a adesão de outros grupos terroristas sanguinários, como o selvagem Boko Haram, da África Ocidental, atualmente mais mortífero que o próprio Estado Islâmico.

domingo, 22 de novembro de 2015

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

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O Ano Litúrgico encerra-se com a celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Neste ano, meditamos principalmente acerca da vida, a pregação do Evangelho e o anúncio do Reino de Deus.
No último domingo do ano litúrgico, a Igreja celebra Cristo Rei do Universo. Não como mais um fim de ano que passou e mais outro que se iniciará, mas com um olhar de profundidade na nossa história, no devir de toda a humanidade, com uma perspectiva escatológica, ou seja, com um olhar ao futuro, por onde todos devemos nos deter que é o Reino de Deus. Esse é um olhar celestial, em que Cristo reinará para sempre, e nós cristãos participaremos do seu reinado, louvando com os anjos e os santos, morando juntos na civilização do amor.
No Evangelho de São João, apresenta-se o diálogo entre Pilatos e Jesus, entre um rei da terra e o Rei de todo o universo. O Rei dos reis, Nosso Senhor Jesus Cristo, aparece numa perspectiva humilde e silenciosa, sem querer advogar para si e nem reivindicar seu poder para absolvê-lo das acusações dos judeus, mas o servo sofredor, manso e humilde de coração, para salvar o seu povo, aponta misteriosamente a forma do seu reinado: “A minha realeza não é deste mundo (…) o meu reino não é de cá” (Jo 18, 36).

Papa Francisco: “os padres são homens, não formados em laboratório, pastores, não funcionários.”

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Flores, frutos, fungos e folhas secas. Depois: sacerdotes rígidos que “mordem”; seminaristas quase sádicos, porque, no fundo, “doentes mentais”; mães que dão “palmadas espirituais” e bispos que só viajam e se preocupam pouco dos problemas na diocese e que, talvez, fariam melhor em “se demitirem”. Essas são as imagens e as metáforas que pontilham o “compêndio” sobre a formação e o ministério dos sacerdotes que Francisco desenhou hoje durante a sua longa audiência aos participantes do Congresso na Pontifícia Universidade Urbaniana, promovido pela Congregação para o Clero por ocasião do 50º aniversário dos Decretos Conciliares Optatam totius e Presbyterorum ordinis. Dois decretos que – diz o papa – são “uma semente” lançada pelo Concílio “no campo da vida da Igreja” e que durante estas cinco décadas “cresceram, se tornaram uma planta vigorosa, embora com algumas folhas secas, mas, especialmente com muitas flores e frutos que adornam a Igreja de hoje”. Juntos, esses dois são “duas metades de uma realidade única: a formação dos sacerdotes, que dividimos em inicial e permanente, mas que constitui por si só uma única experiência de discipulado”.
Os padres são homens, não formados em laboratório
“O caminho de santidade de um padre começa no seminário!”, destaca Bergoglio, identificando três fases tópicas: “tomados dentre os homens”, “constituídos em favor dos homens”, presentes “no meio dos outros homens”. “Tomados dentre os homens” no sentido de que “o sacerdote é um homem que nasce em um certo contexto humano; ali aprende os primeiros valores, absorve a espiritualidade do povo, se acostuma às relações”. “Até mesmo os sacerdotes têm uma história”. Não são “fungos” que “surgem de repente na Catedral no dia da sua ordenação”, diz Francisco. É importante, por isso, que os formadores e os próprios sacerdotes tenham em conta tal história pessoal ao longo do caminho de formação. “Não se pode ser sacerdote acreditando que se formou em um laboratório”, acrescenta de improviso, “não, começa na família com a tradição da fé e todas as experiências da família”. É necessário, portanto, que toda a formação “seja personalizada, porque é a pessoa concreta que é chamada ao discipulado e ao sacerdócio”.
Família primeiro centro vocacional. “Não se esqueçam mães e avós”
Acima de tudo, devemos lembrar o fundamental “centro de pastoral vocacional” que é a família: “igreja doméstica e primeiro e fundamental lugar de formação humana”, onde pode germinar “o desejo de uma vida concebida como caminho vocacional”. “Não se esqueçam das vossas mães e das vossas avós”, exorta Francisco. Depois, elenca os outros contextos comunitários: “escola, paróquia, associações, grupos de amigos”, onde – diz – “aprendemos a estar em relação com pessoas concretas, nos fazemos modelar da relação com eles, e nos tornamos o que somos também graças a eles”.
 

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