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sábado, 5 de setembro de 2015

Papa diz quais são as características de um bom teólogo

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O Papa Francisco gravou uma mensagem em vídeo aos participantes do Congresso Internacional de Teologia em Buenos Aires, que se encerrou na quinta-feira (03/09), no centenário da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Argentina e nos 50 anos do Concílio Vaticano II.

O teólogo é do povo
Na gravação, o Pontífice recorda que o teólogo é principalmente filho do seu povo, que “encontra as pessoas, as histórias”, conhece “a tradição”. O teólogo é também “um fiel”, que “tem experiência de Jesus Cristo, e descobriu que sem Ele não pode viver”. É ainda um profeta porque, refletindo “a tradição que recebeu da Igreja”, “mantém viva a consciência do passado”, criando o convite ao futuro, em que Jesus derrota a autorreferencialidade e a falta de esperança.

Neste contexto, é fundamental a tradição da Igreja, definida como “rio vivo” que remonta às origens e se projeta em direção ao futuro, que “irriga” terras diferentes, e “alimenta” várias áreas geográficas do mundo.
Relativismo e dignidade da pessoa 
A tarefa do teólogo – acrescentou o Papa – é “discernir”, “refletir” sobre o que significa ser um cristão de hoje. Porque o cristão de hoje na Argentina não é o mesmo de 100 anos atrás, e não o é do mesmo modo “na Índia, no Canadá, em Roma”. Falando dos desafios que seu país enfrenta, Francisco identificou o multiculturalismo, o relativismo e a globalização que, às vezes, “minimizam” a dignidade da pessoa, “tornando-a uma mercadoria de troca”.
Doutrina e pastoral
Portanto, prosseguiu o Pontífice, o estudo da Teologia adquire um valor de primária importância”, ressaltando que não pode existir o conceito de mera doutrina “separada da pastoral” e citando os padres da Igreja, como “Irineu, Agostinho, Basílio, Ambrósio”, que foram grandes teólogos porque eram grandes pastores.
O Papa então voltou a reiterar a necessidade do encontro, com as famílias, os pobres, os aflitos, as periferias, vias para uma “melhor compreensão da fé”. As “perguntas do nosso povo – concluiu -, sua angústia, seus sonhos, suas lutas e suas preocupações têm um valor hermenêutico”, que não se pode ignorar.
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