sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Os cadernos secretos de João Paulo II

Em seu testamento, João Paulo II tinha pedido a Stanislaw Dziwisz para queimá-los, mas o seu colaborador decidiu apresentar os escritos à Congregação para as Causas dos Santos, que examinou com muita atenção, em vista do então processo de beatificação. Aqueles escritos, que revelam a profunda relação entre João Paulo II e Deus, desde quando era bispo auxiliar, depois arcebispo de Cracóvia, até se tornar Papa. Agora os escritos foram publicados no volume "Estou nas mãos de Deus - Notas Pessoais 1962-2003”, editado pela livraria Vaticana.

Os dois cadernos

As notas, explica o padre Jan Machniak na introdução do volume, fazem parte de dois cadernos chamados “Agenda 1962” e “Agenda 1985”. O primeiro era um caderno pessoal de Wojtyla e data principalmente do período em que era arcebispo. O outro inicialmente pertencia ao secretário pessoal do Papa, padre Emery Kabongo.

O método de Santo Inácio

As notas essencialmente relativas aos exercícios espirituais do Pontífice foram escritas em polonês, mas algumas vezes João Paulo II colocava frases em latim e em italiano, especialmente durante exercícios no Vaticano. O método com o qual efetuava os exercícios era o de Santo Inácio de Loyola: ou seja, uma ordem do dia que verifica com clareza o tema das reflexões e da leitura espiritual.

Sínodo da Família


Sínodo da Família
“A família é um elemento essencial para todo e qualquer progresso humano e social sustentável”! Este é o intuito do Papa Francisco ao divulgar o texto preparatório – o chamado “Instrumento de trabalho” – do Sínodo Extraordinário de outubro próximo, que terá como tema “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”.


O documento contém e sintetiza as respostas ao questionário sobre os temas do matrimônio e da família, contido no documento preparatório ao Sínodo, publicado em novembro de 2013. A primeira parte – “Comunicar o Evangelho da família hoje” – reitera antes de tudo o “dado bíblico” da família, baseada no matrimônio entre homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus e colaboradores do Senhor no acolhimento e transmissão da vida.


Uma reflexão específica é dedicada à dificuldade de compreender o significado e o valor da “lei natural”, colocada na base da dimensão esponsal entre o homem e a mulher. Para muitos, “natural” é sinônimo de “espontâneo”, o que comporta que os direitos humanos são entendidos como a autodeterminação do sujeito individual que tende à realização dos próprios desejos.

Quais são os motivos do Papa Francisco para visitar a Albânia?

Quais são os motivos do Papa Francisco para visitar a Albânia?
REDAÇÃO CENTRAL, 19 Set. 14 / 01:17 pm (ACI).- O Papa Francisco visitará no próximo 21 de setembro a cidade de Tirana, a capital da Albânia, uma terra que hoje é exemplo de coesão inter-religiosa mas guarda um passado de perseguição. Durante 40 anos, os cristãos foram cruelmente oprimidos pela ditadura comunista de Enver Hoxha que instituiu o ateísmo na própria Constituição do país.


O Papa Francisco explicou os motivos de sua visita a Tirana em uma entrevista concedida aos jornalistas durante o voo papal de retorno a Roma da Coréia do Sul em meados de agosto. “Por que vou à Albânia? … A presença do Papa é para dizer a todos os povos: “A colaboração é possível”, explicou o Pontífice no avião.


O motivo que o Pontífice deu é que ele irá recordar ao mundo, onde segue havendo ódio e desconfiança entre religiões, que a colaboração é possível, e que depois da guerra e da divisão, pode-se alcançar a paz e o equilíbrio.

Bispos canadenses lançam campanha contra a eutanásia


Bispos canadenses lançam campanha contra a eutanásiaA Conferência Canadense de Bispos Católicos lançou uma campanha para frear as tentativas de legalização da eutanásia no país. Segundo o seu Presidente, Dom Paul-André Durocher, o enfoque da Missa é “a favor dos cuidados paliativos e contra a eutanásia”, de forma que se oferece uma visão positiva do trato adequado do paciente próximo do momento da morte e se desmente a pretendida dignidade dos procedimentos que colocarão fim à sua vida.

O Arcebispo comentou que a iniciativa é uma “campanha educacional para que as pessoas estejam conscientes da diferença entre as duas”, segundo informou a agência CNS. Os Bispos contarão com o apoio dos organizadores para transmitir esta mensagem: a Organização Católica para a Vida e a Família e a Coalizão para a Prevenção da Eutanásia. O nome oficial da iniciativa é “Campanha Nacional pelo Cuidado Paliativo contra a Eutanásia e o Suicídio assistido”.

“Estamos promovendo uma visão da vida, uma visão do cuidado dos moribundos e esta visão é melhor representada em um cuidado paliativo de qualidade”, explicou Dom Durocher. Por sua vez, a diretora executiva da Organização Católica para a Vida e a Família, Michele Boulva, destacou que o objetivo é “fazer que os fiéis sejam conscientes do que está sucedendo”.

A campanha se iniciará no dia 28 de setembro próximo.

Fonte: Gaudium Press
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Bento XVI tinha razão sobre os muçulmanos

Na noite de 12 de setembro de 2006, minha esposa e eu estávamos jantando em Cracóvia com amigos poloneses quando um agitado vaticanista italiano (me perdoem pela redundância nos adjetivos) me ligou querendo saber o que eu achava "do louco discurso do papa sobre os muçulmanos". Aquele foi, para mim, o primeiro indício de que o rebanho da imprensa mundial estava prestes a bombardear o que Bento XVI tinha dito em Regensburg; uma suposta “gafe” que os meios de comunicação continuariam a trazer à tona o tempo todo, até o final daquele pontificado.

Oito anos depois, a palestra de Regensburg (Ratisbona) desperta reações bem diferentes. Aliás, quem de fato a leu em 2006 entendeu que, longe de cometer uma “gafe”, Bento XVI explorou com precisão acadêmica duas questões fundamentais, cujas respostas influenciariam profundamente a guerra civil que corroi as entranhas do islã: uma guerra cujo resultado determinará se o islã do século XXI é seguro para os seus próprios adeptos e seguro para o mundo.

Quer saber o que é a prudência? Aprenda com São José

Uma reflexão do então cardeal Ratzinger referindo-se a São José, esposo de Santa Maria Virgem, nos oferece um esboço do que é a prudência, um desafio que consiste na vigilância interior e no cultivo da capacidade de fazer o bem e tomar decisões concretas, além de nos ajudar a evitar erros dos quais depois nos lamentamos.

Ratzinger indicava São José como modelo de prudência, todo o contrário de quem age de maneira precipitada, guiado por impulsos.

A prudência nos vincula objetivamente à realidade, exigindo um conhecimento da verdade que permite fazer o bem. É uma virtude que conquistamos com o tempo. Daí que o Papa Bento XVI tenha afirmado que a prudência é algo muito diferente da astúcia.

A prudência é uma virtude essencial para a vida cristã. Segundo São Tomás de Aquino, ela é “a virtude mais necessária para a vida humana”, porque é uma faculdade que compromete nossas ações e como nos comportamos.

Ela nos afasta do triunfalismo, bem como do pessimismo, ajudando-nos a aproximar-nos da realidade em busca de diversos fatores ou elementos para agir retamente, tendo como perspectiva a esperança que nos dá a fé na vitória do Senhor e em suas promessas.
 

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