sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal: Porque 25 de dezembro ?




Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

Se procurarmos no Evangelho indicação sobre o dia do nascimento de Jesus, nada encontraremos. Na visão dos apóstolos e evangelistas, não se tratava de um fato digno de registro; no centro de sua pregação estava a ressurreição do Senhor. A preocupação que tinham, ao falar dele a quem não o conhecia, era clara: apresentar uma pessoa viva, não alguém do passado. É o que notamos, por exemplo, nos dez discursos querigmáticos (querigma: primeiro anúncio; apresentação das verdades centrais do cristianismo) que encontramos nos Atos dos Apóstolos. A idéia fundamental desses discursos é a mesma: "A este Jesus, Deus o ressuscitou; disso todos nós somos testemunhas" (At 2,32).Voltemos ao Natal. No tempo do Papa Júlio I, que dirigiu a Igreja do ano 337 a 352, é que foi introduzida essa solenidade no calendário da Igreja. Até então celebrava-se apenas a festa da Epifania - isto é, a manifestação do Senhor aos povos pagãos, representados pelos magos do Oriente. Ficava assim claro que Jesus era o Salvador de todos os povos, e não apenas de um só povo. Por que, então, 25 de dezembro como data do Natal?
O Império Romano havia decidido que todos os povos deveriam comemorar a festa do "sol invicto", o renascimento do sol invencível. Era invencível uma vez que caía (morria) de noite e renascia a cada manhã, eternamente. Esse renascimento diário era celebrado no dia 25 de dezembro. O sol era também símbolo da verdade e da justiça, igualmente consideradas invencíveis uma vez que, por mais que muitos tentassem destruí-las, sempre renasciam vitoriosas. O sol, considerado um deus, era uma luz poderosa, que iluminava o mundo inteiro.
Igualmente a verdade e a justiça eram luzes poderosas para todos os povos.

Jovens se preparam para finalizar o ano lançando as redes

A partir da próxima semana, começam várias edições do projeto Jesus no Litoral. Com isso, muitos jovens estão se preparando para terminar o ao de 2011 lançando as redes.  Bahia, Ceará, Espírito Santo,  Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo terão  edição do “Jesus no litoral” 2011/2012.
O Jesus no Litoral é organizada pelo Ministério Jovem  e tem como principal objetivo evangelizar as pessoas que frequentam o litoral e praias brasileiros durante a temporada de férias. A juventude carismática vai ao encontro dos veranistas, para levar a Palavra de Deus anunciando o Querigma.Ela acontece de diferentes maneiras, de acordo com a realidade de cada estado, apenas obedecendo alguns critérios estabelecidos pelo Ministério Jovem, com relação á missão. Estes critérios são referentes a duração mínima da missão, perfil dos missionários, espiritualidade, convivência fraterna, entre alguns outros pontos.
A programação costuma atrair turistas, veranistas e moradores das praias e cidades litorâneas. Toda a missão é pensada para fomentar uma transformação social, humana e espiritual nessas pessoas.
Jesus no Litoral em Julho
Os estados do Pará, Mato Grosso do Sul e Tocantins, realizarão o Jesus no Litoral, nos meses de julho e agosto, já que estes são considerados os meses de alta temporada de veraneio nessas localidades.

O verdadeiro Espírito de Natal



 "Ao mundo falta verdade e amor, porque expulsou de si o Espírito Santo, que é amor e verdade". Beta Elena Guerra Apóstola do Espírito Santo

O verdadeiro espírito do iluminado Natal é o Divino Espírito Santo. O Santo Natal é compreendido para aqueles que vivem no Espírito Santo.
"João ficará pleno do Espírito Santo" (Lc 1,13-15).
"Maria, o Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra" (Lc 1,35).
"Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,42).
"Zacarias repleto do Espírito Santo" (Lc 1,67).
"Simeão movido pelo Espírito Santo" (Lc 2,25-27).
"Ana, a profetiza, cheia do Espírito de Deus" (Lc 2, 36-38).
"E o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma corporal, como uma pomba" (Lc 3,22).
Os Apóstolos, diáconos e toda igreja eram cheios do Espírito Santo (At 1,14; 2,4;4,31; 6,1-3).

México aprova lei que permite liberdade religiosa plena no país.

Gaudium Press

Acaba de ser aprovada pela Câmara dos Deputados do México uma proposta de emenda Constitucional oriunda do Poder Executivo (Presidente Felipe Calderon) e de um dos partidos políticos do país, o PRI (Partido Revolucionário Institucional).
A proposta aprovada modifica o artigo 24 da Constituição mexicana permitindo a celebração pública de eventos religiosos, sem a necessidade de uma autorização prévia do Governo. Para ele ser definitiva , ainda falta a aprovação do Senado, contudo a alteração da Carta Magna alarmou setores da esquerda azteca que a aprovação da emenda transforme-se em uma abertura para as organizações religiosas que, com ela, poderiam obter regalias que até agora não tinham, ou melhor, que até agora eram negadas, proibidas.
Um grupo de políticos insiste em limitar esta “liberdade de culto” conseguida com a emenda à Constituição. Eles temem que ela abra brecha para que grupos religiosos venham a obter concessões para instalações de rádio e TV, além de facilitar o acesso ao sistema educativo.

Vaticano irá digitalizar 80 mil manuscritos com tecnologia da NASA.

A Biblioteca do Vaticano é uma das maiores do mundo, e para a alegria de todos, acaba de anunciar que irá digitalizar 80 mil de seus manuscritos com a ajuda de uma tecnologia desenvolvida pela NASA.
O Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, Mons. Cesare Pasini, afirma: “Tivemos essa idéia há anos, mas agora somos capazes de torná-la realidade. Temos a mais avançada tecnologia e também a experiência de tentativas anteriores. Aprendemos a evitar os mesmos erros.
Pasini ressalta também a importância dos metadados: “É muito importante introduzir todas as informações. Será inacessível, se não incluir todos os dados precisos. Isso inclui a assinatura do manuscrito e sua colocação na página. Um único manuscrito e seu conteúdo requer uma quantidade imensa de trabalho. Deve-se considerar todas as informações que podem ser significativas e interessantes, como o copista, o tempo que foi escrito e sua conservação.”

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Qual o melhor presente de Natal para mim?

Imagem de DestaqueNatal é um tempo maravilhoso, nunca vi ninguém dizendo que não gosta dessa festa. As razões podem ser diferentes, podem até não acreditar no Natal, porém, todos gostam deste tempo devido aos presentes, às festas, às comidas gostosas que saboreamos nessa época, aos encontros, reencontros e reconciliações, àquela folga merecida, à viagem com a família para rever os parentes ou às tão sonhadas e esperadas promoções natalinas.

Muitos chegam a dizer: “Quem dera se o ano todo fosse Natal...” Enfim, muitos são os motivos que nos fazem crer que o Natal é um tempo de expectativa, indica algo novo que vai acontecer, algo que vamos receber e que virá ao nosso encontro.

Mas qual é a novidade pela qual esperamos? Qual é o presente que queremos ter? Ganhar um tablet, um smartphone, um carro, um aumento salarial, uma viagem para o exterior; tudo isso não seria nada mau.

Mal começo a sonhar no presente que gostaria de ganhar e a imaginação já me leva a me recordar dos presentes que ganhei quando criança.

Recordo-me das noites mal dormidas na véspera do Natal, quando perdia o sono na ansiedade de ganhar um presente, acordava correndo para ver se o “Papai Noel” tinha passado, e quando via o presente, logo o desembrulhava. Algumas vezes, frustrei-me; outras, a “alegria” logo tomou conta de mim.

Sentia-me imensamente “feliz” quando o objeto escondido sob aquele papel colorido era o mesmo pelo qual tanto havia esperado. Parecia que aquele simples embrulho trazia o meu tudo, o sentido da minha vida... Lembro-me da primeira bicicleta, da bola de couro, do videogame do Mario Bros, da camisa da seleção...

Igreja Católica ajuda Estado Espanhol a economizar trinta bilhões de euros por ano.

A tradição do Natal leva os seguidores de Jesus a compartilhar a alegria de Belém com quem tem menos.
Os católicos crescem em número, e os números da caridade e da redistribuição social que a Igreja realiza também são eloquentes. Trata-se de montantes que poupam ao Estado espanhol bilhões de euros que ele teria que gastar se precisasse atender, no meio da crise, os projetos e as pessoas que confiam na Igreja. A nenhuma delas faltará companhia ou algum presente de Natal – ou de dia de Reis, que é a data em que se dão os presentes tradicionalmente nas culturas hispânicas.
Os números incluem os doadores católicos e os não católicos ou mesmo os não crentes, que confiam na credibilidade das obras da Igreja católica.
A Igreja na Espanha presta atenção religiosa a:
- 315.000 crianças que recebem o batismo a cada ano;
- mais de 120.000 casais que se uniram na Igreja durante o último ano;
- 10 milhões de católicos que participam da missa todo domingo;
- centenas de milhares de voluntários que colaboram em ações pastorais e/ou são membros ativos de associações.

Como ficaria a sociedade e sua cidade se a Igreja católica desaparecesse?



Em seu livro The Emerging Catholic Church (Ed. Orbis), Tom Roberts (foto) relatou e observou a “busca por si mesma” da comunidade católica.
No trecho que segue, retirado do livro, ele se afasta do relato para oferecer uma avaliação inicial.

Roberts é editor do jornal católico norte-americanoNational Catholic Reporter há 17 anos, tendo sido anteriormente editor do jornal Religious News Service. O trecho foi publicado no sítio National Catholic Reporter
Eis o texto.

Remova a Igreja Católica e o trabalho do seu povo do nosso meio, e a vida deste país seria dramaticamente diferente e muito pior do que é.( ele é norte americano)
Escolha uma cidade e comece removendo os ministérios e o trabalho das paróquias católicas e dos católicos independentes agindo a partir da sua compreensão do Evangelho e do ensino social da Igreja.
Leve embora, por exemplo, o centro iniciado décadas atrás por um casal de irmãs que cuida dos filhos de mães pobres, que trabalham, geralmente solteiras.
Elimine a agência nessa mesma cidade que trabalha contra as grandes probabilidades de que um número crescente de homens e de mulheres sejam libertados da prisão sem nada mais do que as roupas que vestem.
Há irmãs que estão transformando blocos inteiros de pragas urbanas cuidando dos marginalizados, formando pessoas para os seus trabalhos, reabilitando casas e dirigindo centros residenciais de reabilitação das drogas.

Padres, irmãs e líderes leigos advogam, das fronteiras do Texas e do Arizona ao centro de detenção de imigrantes em Newark, em favor dos refugiados que buscam um novo lar e novas vidas. Em algumas das circunstâncias mais desesperadoras deste país, uma “nova evangelização”, inteiramente nova, segue em frente, não com palavras e dogma, mas com o poder da presença e do amor transformador.

Crianças estão sendo resgatadas de ambientes inimagináveis e são ensinadas a reimaginar seus futuros; arte e da literatura, agricultura urbana e novas formas de comunidade começam a fazer parte da história da Ressurreição em cidades do interior infernais.

Escolha qualquer cidade e comece eliminando as cozinhas de sopa e os bancos de roupas e de alimentos, as organizações de caridade católicas que ajudam as pessoas com tudo, desde a habitação ao aconselhamento.

Dentre todos os programas que visam a tentar preencher as lacunas entre as facções da comunidade católica, talvez nenhum encontre uma maior difusão de afinidades do que o JustFaith, o movimento iniciado por Jack Jezreel. Esse não é um programa barato de distribuição de graças. Os participantes se comprometem a meses de encontros com um pequeno grupo, um grande volume de leituras na área da justiça social, e uma determinação de enfrentar alguns dos problemas mais preocupantes do mundo a partir de uma perspectiva cristã e católica. O “curso” inclui visitas a partes raramente vistas das comunidades locais, aquelas partes em que os falidos e marginalizados moram e recebem apoio.

Bento XVI: Falam mal do Papa e no entanto seguimos adiante


O Papa Bento XVI respondeu na prisão de Rebibbia em Roma uma série de perguntas dos presidiários. Respondendo à pergunta de um réu que sofre de AIDS sobre a forma em que algumas pessoas se referem a eles, o Santo Padre disse que também há quem fale mal do Papa, porém isso não deve desanimar-nos mas levar-nos a seguir adiante.

A seguir apresentamos uma síntese das perguntas dos reclusos e as respostas do Papa às mesmas apresentadas hoje pelo Vatican Information Service:

Pergunta 1 – situação das prisões italianas

Chamo-me Rocco. Antes de tudo, gostaria de manifestar o nosso e o meu agradecimento pessoal por esta visita que nos é muito apreciada e assume, em um momento tão dramático para os cárceres italianos, um grande conteúdo de solidariedade, humanidade e conforto. Desejo perguntar a Sua Santidade se este seu gesto será compreendido na sua simplicidade, também por nossos políticos e governantes, a fim de que seja restituída aos últimos, incluindo os detentos, a dignidade e a esperança que devem ser reconhecidas a todos os seres viventes. Esperança e dignidade indispensáveis para retomar o caminho rumo a uma vida digna de ser vivida.

Porque algumas músicas “grudam” na cabeça e demoram a “sair”?

Vermes de ouvido
Entre 98 e 99 por cento da população já foi “infectada” pelo menos uma vez com uma musiquinha que parece grudar na cabeça e que nada consegue tirar.
Mesmo sendo tão comum, esse fenômeno foi muito pouco pesquisado até hoje, e apenas alguns raros estudos científicos fazem referência a ele.
Segundo Andréane McNally-Gagnon, da Universidade de Montreal, no Canadá, na maioria dos casos o que ela chama de “vermes de ouvido” desaparecem após alguns minutos. Em outros casos, porém, a musiquinha pode ficar grudada na cabeça por horas ou mesmo dias.
Músicas que grudam na cabeça
Além de pesquisadora, Andréane também é música, sendo frequentemente infectada por um verme de ouvido – foi por isso que ela decidiu tentar entender melhor por que e como o fenômeno ocorre.
Para começar, ela fez uma pesquisa pela internet, pedindo a entrevistados de língua francesa para que eles classificassem 100 canções pop de acordo com sua capacidade de ser compulsivamente repetida dentro de sua mente.

Pergaminho de 2 mil anos atrás contendo os “Dez Mandamentos” está exposto em Nova York.


Gaudium Press
O manuscrito mais antigo e conservado com as mensagens dos Dez Mandamentos que Moisés recebeu no Monte Sinai, está exposto no Museu Discovery de Nova York.
Escrito em hebraico, o pergaminho de mais de 2.000 anos possui aproximadamente 45 cm de comprimento por 7 cm de largura e faz parte da exposição mais ampla sobre os manuscritos do Mar Morto, que inclui mais de 500 objetivos cedidos pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês).
O documento foi descoberto em 1954 e, segundo o Museu Discovery, faz parte de uma coleção de mais de 900 peças encontradas ao longo dos anos 40 e 50 em uma gruta de Qumran, região situada próxima ao Mar Morto. Os manuscritos, também escritos em aramaico e grego, além de hebraico, são os documentos mais antigos encontrados sobre a vida na Judeia.
Segundo o museu nova-iorquino, “os Dez Mandamentos são as regras que constituem os pilares da moralidade e da lei do mundo ocidental”, destacando que o texto “reúne e define como os homens e as mulheres devem trabalhar e viverem juntos sob sua fé em uma sociedade civil”. Essa é a primeira vez que esse pergaminho será exposto em Nova York.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"Até os confins da terra"

fonte: RCC Brasil

A primeira evangelização das Américas
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 19 dezembro, 2011 (ZENIT.org) - Publicamos o terceiro sermão do Advento de 2011, realizado na sexta-feira no Vaticano pelo Padre Raniero Cantalamessa, OFM Cap, pregador da Casa Pontifícia.
1. A fé cristã cruza o oceano
No dia 12 deste mês, o continente americano celebrou a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, que, no México, é uma festa de preceito. Feliz coincidência, nesta meditação, falarmos da terceira onda evangelizadora na história da Igreja: aquela que acompanhou a descoberta do novo mundo. Nunca como na história desta devoção Maria mereceu tanto o título de estrela da evangelização.
Vamos relembrar, com pinceladas, o desenrolar-se daquela empreitada missionária. Antes de tudo, uma observação. A Europa cristã, junto com a fé, exportou para o novo continente também as suas divisões. No fim dessa grande onda missionária, o continente americano vai reproduzir exatamente a situação da Europa: um Sul de maioria católica e um Norte de maioria protestante. Nós vamos abordar aqui somente a evangelização da América Latina, até porque foi a primeira que aconteceu logo após a descoberta do novo mundo.
Depois que Cristóvão Colombo, em 1492, voltou da viagem com a notícia da existência de novas terras, que ainda eram tidas como parte da Índia, a Espanha católica tomou, inseparavelmente misturadas, duas decisões: a de levar a fé cristã para os novos povos e a de estender sobre eles a soberania política espanhola. Com esta meta, conseguiram do papa Alexandre VI o reconhecimento do direito da Espanha a todas as terras descobertas cem milhas além dos Açores, e para Portugal as que ficassem antes dessa linha. Depois, a linha foi mexida em favor de Portugal, o que legitimou a sua posse do Brasil. Delineava-se, assim, inclusive linguisticamente, o rosto futuro do continente latino-americano.
Quando penetravam num país, as tropas divulgavam toda vez um requerimento que mandava os habitantes abraçarem o cristianismo e reconhecerem a soberania do rei da Espanha. Só alguns grandes espíritos, em primeiro lugar os dominicanos Antonio de Montesinos e Bartolomeo de Las Casas, tiveram a coragem de levantar a voz contra os abusos dos conquistadores e em defesa dos direitos dos nativos. Em pouco mais de cinqüenta anos, graças também à fragilidade e às divisões dos reinos locais, o continente já estava sob o domínio espanhol e, pelo menos nominalmente, sob domínio cristão.
Os historiadores recentes tendem a atenuar as sombras que o passado lançou nessa obra missionária. Primeiramente, ressalta-se que a maioria dos povos nativos sobreviveu com a própria língua e nos próprios territórios, tanto que puderam retomar e reafirmar depois a sua identidade e independência, ao contrário do que foi feito com as tribos indígenas da América do Norte, dizimadas. Devemos considerar também o condicionamento dos missionários à sua formação teológica. Tomando ao pé da letra o adágio “Extra Ecclesia nulla salus”, eles tinham convicção da necessidade de batizar o máximo de pessoas no tempo mais curto, para garantir a sua salvação eterna.
Vale a pena analisarmos um pouco melhor este axioma que teve tanto peso na evangelização. Foram Orígenes e principalmente São Cipriano que o formularam no século III. No começo, ele não se referia à salvação dos não cristãos, mas só à dos próprios cristãos, porque se dirigia aos hereges e aos cismáticos da época, para lembrar a eles que, rompendo a comunhão eclesial, viravam réus de uma grave culpa e se excluíam sozinhos da salvação. Era um axioma voltado aos que saíam da Igreja, e não àqueles que entravam nela.
Mais tarde, quando o cristianismo já era religião de estado, é que o axioma começou a ser aplicado a pagãos e judeus, com base na convicção, então comum, embora objetivamente errada, de que a mensagem àquela altura já era conhecida por todos, e refutá-la significava tornar-se culpados e merecedores de condenação.
Foi logo depois do descobrimento do novo mundo que aqueles limites geográficos se romperam drasticamente. A descoberta de povos inteiros vivendo fora de todo contato com a Igreja obrigou à revisão de uma interpretação tão rígida do axioma. Os teólogos dominicanos de Salamanca, e, depois, alguns jesuítas, começaram a adotar uma postura crítica, reconhecendo que era possível estar fora da Igreja sem ser necessariamente culpado e excluído da salvação. E mais: diante dos modos e métodos inaceitáveis com que o Evangelho tinha sido anunciado aos nativos em alguns casos, foi questionado pela primeira vez se eram mesmo culpados aqueles que, mesmo tendo conhecido o anúncio cristão, não o tinham abraçado (F. Sullivan, Salvation outside the Church?Tracing the History of the Catholic Response,Paulist Press, Nova Iorque, 1992).

"Após a morte de Kim Jong-il , a reunificação das duas Coréias é possível"

Imagem Notícias
s A morte do ditador Kim Jong-il poderia representar uma virada  para a reunificação das duas Coréias. Entre os bispos coreanos há um otimismo sobre o destino geopolítico da região após a morte do ditador de Pyonyang.
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"Esperamos que o Senhor de luz e coragem para os irmãos norte-coreanos para retornarem a uma política centrada no diálogo, na paz, na reconciliação", disse à Agência Fides, Dom Peter Kang, presidente da Conferência Episcopal sul coreana ".
"Nós não esperávamos um evento como esse - acrescentou o prelado -. Desejamos que este seja um motivo para desenvolver um processo de reunificação. Não conhecemos os detalhes da atual situação política na Coréia do Norte. "
Kim Jong-il  foi sucedido por seu filho Kim Jong-un, trinta anos, um personagem sem "nenhuma experiência política", de acordo com o líder dos bispos da Coréia do Sul e que "parece haver muita confiança por parte do povo coreano".
A situação política na Coréia do Norte poderia, então,passar  por um período mais ou menos longo de transição, cheio de incerteza e instabilidade, com o resultado do possível declínio do Partido Comunista no poder há 60 anos.
A morte de Kim Jong-il poderia, na verdade, marcar uma virada na história da Coréia. "Poderia ser um sinal de que o Senhor quer uma transformação fundamental no país", disse monsenhor Kang.

Abertas inscrições do concurso que vai escolher a música da CF 2013

"Fraternidade e Juventude". Este é o tema da Campanha da Fraternidade 2013 que terá como lema: "Eis-me aqui, envia-me!" (Cf. Eclo, 38-8) Para inciar os preparativos desta campanha anual, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a música do Hino. A letra já foi escolhida e as composições devem ser encaminhadas à CNBB até o dia 25 de janeiro de 2012.
Segundo a entidade, o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2013 é "refletir sobre a realidade das juventudes no contextos da atual cultura midiática, para compreender seu impacto na vida dos jovens à luz do evangelho, acolhendo-os como sujeitos e, com eles, consturir relações e estruturas que promovam a Vida".
Em nome da CNBB, o assessor para a Música Litúrgica Padre José Carlos Sala, agradeceu a todos que participaram do concurso da letra e "solicita a colaboração dos compositores para a criação de uma música fluente e bela para o hino da CF 2013, contribuindo no trabalho de evangelização da juventude". (L)

Autor: Gaudium Press

Reportagem da Revista Época destaca os Megatemplos cristãos que estão sendo construídos no Brasil

Apresentando projetos de templos que estão com suas obras em andamento, a reportagem lista construções de templos católicos e evangélicos, que abrigarão de 10 a 150 mil pessoas, entre elas a Cidade Mundial, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e o Templo de Salomão, que está sendo erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus.
A reportagem ouviu pessoas a favor e contrárias à construção de templos grandiosos, arquitetos que participaram dos projetos, e especialistas que tentam explicar o crescimento fenomenal do neo-pentecostalismo no Brasil. Uma das explicações para a construção de megatemplos como os que a reportagem cita, é que esses locais trariam benefícios indiretos aos fiéis: “Quando se vê no meio da multidão, o fiel sente que não está sozinho na fé”, afirma o deputado federal e pastor Marco Feliciano, do Ministério Tempo de Avivamento.
Leia abaixo a íntegra da reportagem publicada pela Revista Época:

Um terço das pessoas no mundo abraça o cristianismo

Uma em cada três pessoas no mundo pertence a uma religião cristã, informou nesta segunda-feira um estudo realizado pelo Centro Pew de Pesquisa dos Estados Unidos, o que corresponde a 2,18 bilhões de cristãos, ou 31,7% da população mundial, de 6,9 bilhões.
"Os cristãos também se expandiram do ponto de vista geográfico, estando tão distantes uns dos outros de fato que nenhum continente ou região pode presumir ser o centro do cristianismo mundial", anuunciou.
Assim como há um século, os cristãos representam uma proporção significativa da população mundial, mas enquanto, em 1910, dois terços estavam na Europa, atualmente estão espalhados mais amplamente em termos mundiais.
Quase 34% dos cristãos estão na América do Norte e do Sul; 26% na Europa, enquanto que 23,6% vivem na África subsaariana e 13,1% na região Ásia-Pacífico. Apenas 0,6% está no Oriente Médio e norte da África.
"O cristianismo de hoje - ao contrário de há um século - é realmente uma fé global", disse o Centro Pew no informe "Cristianismo global", produzido pelo Foro Pew sobre Religião e a Vida Pública.
A metade de todos os cristãos são católicos, enquanto 36,7% são protestantes e 11,9%, ortodoxos, segundo o estudo. Estados Unidos, Brasil e México lideram a lista de nações.
As conclusões do Centro Pew estão publicadas em seu site (www.pewforum.org), com uma análise país por país.

Nos EUA, grupo católico faz campanha milionária para atrair fiéis

Um grupo de católicos está investindo US$ 4 milhões (R$ 6,8 milhões) em uma campanha para atrair os devotos que se afastaram da igreja e também para tentar sensibilizar os não religiosos, incluindo agnósticos e ateus. O grupo criou uma entidade que se chama Catholics Come Home (Católicos Voltem para Casa). 

A campanha, que se baseia em testemunhos, ressalta a importância da Igreja Católica na promoção de obras de caridade e de assistência social e lembra que se trata de uma religião de 2.000 anos.

Os anúncios da campanha serão transmitidos em inglês e em espanhol pelo menos 400 vezes no total neste final de ano na CBS, NBC e CNN. A expectativa é de que atinjam 240 milhões de espectadores em mais de 10.000 cidades.

A «partícula de Deus», o que o astrônomo do Vaticano pensa sobre esse tema?


Agência Ecclesia
A busca do Bosão de Higgs, também conhecido como a ‘partícula de Deus’, ainda não ofereceu “qualquer sinal” que possa apontar para uma “nova física”, disse um dos membros do Observatório Astronómico do Vaticano.
O padre e astrónomo Gabriele Gionti reagia, em declarações à Rádio Vaticano, ao anúncio feito esta semana pela equipa de cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN, na sigla em francês), que falaram em “passos importantes” para localizar a que é considerada a mais elementar das partículas atómicas constitutivas do universo.
Para o sacerdote jesuíta, a denominação ‘partícula de Deus’ explica-se pelo facto de se falar de algo “que não se consegue encontrar”.
“Não percebo porque se fala numa ‘ciência que consegue compreender tudo’ se os modelos teóricos que temos, sobre os quais todos parecem estar de acordo, não foram ainda verificados”, afirmou.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A primeira Árvore de Natal

A época natalina sempre desponta com uma euforia de cores e alegria. As casas e ruas engalanam-se para celebrar o maior acontecimento da humanidade: o nascimento do Salvador. São cantadas sublimes e harmoniosas canções para embalar o Menino Deus. Os abetos -semelhantes aos pinheiros-, sempre verdes, são enfeitados com belos e vistosos adornos, com luzes, com chocolates, com doces...

Quem, em sua infância não se alegrou montando uma árvore de Natal em casa? Contudo, muitos ainda se perguntarão: quem teve a ideia de decorar a primeira árvore na véspera de Natal?

Vamos recordar a história da origem lendária deste bonito costume da época de Natal.

* * *

Era noite. A natureza dormia sob um manto branco, suave e frio nas longínquas terras do Oriente. As estrelas cintilavam nas alturas e a lua parecia competir em brancura e brilho com a neve. As árvores, despojadas de folhas e flores, com suas lágrimas congeladas pendiam dos ramos, parecendo diamantes reluzentes à luz clara da lua.

Contudo, uma árvore se conservava verde e exuberante: era o abeto que, apesar do gelo e do frio do inverno nunca perdia sua folhagem e parecia reinar naquela solidão.

Mas, tudo dormia? Não. Em uma pobre e fria gruta dos arredores uma jovem virgem, de extraordinária beleza, vigiava junto com seu casto esposo. Em poucos minutos seria Mãe.

Bento XVI autoriza decretos de 7 Beatos e 5 Servos de Deus

O Papa Bento XVI recebeu em audiência privada o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, na manhã desta segunda-feira, 19 e aprovou a promulgação dos decretos que reconhecem os milagres de 7 beatos, que serão então próximo canonizados (Santos) e 5 servos de Deus que serão beatificados. Assim o Papa reconheceu o martírio 65 servos de Deus que morreram na guerra civil espanhola.

Durante a audiência, o Sumo Pontífice autorizou a Congregação a promulgar os Decretos a seguir:

- um milagre, atribuído à intercessão do Beato Giovanni Battista Piamarta, Sacerdote e Fundador da Congregação da Sagrada Família de Nazaré e da Congregação das Irmãs Humildes Servas do Senhor; nascido em Brescia (Itália) em 26 de novembro de 1841 e falecido em Remedello (Itália) em 25 de abril de 1913;

- um milagre, atribuído à intercessão do Beato Giacomo Berthieu, Mártir, Sacerdote professo da Companhia de Jesus; nascido em Polminhac (França) em 28 de novembro de 1838 e assassinado em Ambiatibe (Madagascar) em 8 de junho de 1896;

- um milagre, atribuído à intercessão da Beata Maria do Monte Carmelo (no século: Maria Carmela Sallés y Barangueras), Fundadora das Irmãs da Imaculada Conceição Missionárias do Ensino; nascida em Vic (Espanha) em 9 de abril de 1848 e falecida em Madri (Espanha) em 25 de julho de 1911;

Católicos rasgam outdoor do teste de gravidez de Maria de igreja anglicana

O ataque  fez aparecer parte
do cartaz anterior
Em Auckland, Nova Zelândia, cerca de cem integrantes da Ação Católica rasgaram o outdoor de uma igreja anglicana onde havia uma figura da Virgem Maria abismada com um teste de gravidez na mão [ver abaixo]. O outdoor não tem texto.

Glynn Cardy, reverendo da igreja Saint Matthew, tinha dito antes do vandalismo que o objetivo do outdoor era estimular os fiéis a refletirem sobre a realidade em que Jesus nasceu, incluindo a ansiedade e incertezas de Maria, uma mulher pobre. “Acusada de ter um filho ilegítimo, ela era um mulher de enorme coragem e fé, e não um ícone plastificado, alguém sem sentimentos,” disse Cardy.

Arthur Sinner, líder do grupo dos católicos fundamentalistas, disse que o outdoor é coisa demoníaca. Para ele, Satanás se aproveitou do fato de a igreja anglicana ser administrada por gays e feministas para colocar em dúvida a virgindade de sua pior inimiga, a Virgem Maria.

Ouvir música faz o cérebro inteiro se “iluminar”, constatam cientistas.

Diário da Saúde
Poder ativador da música
Cientistas da Finlândia descobriram uma nova técnica inovadora que permite estudar como o cérebro processa diferentes aspectos da música.
Em uma situação realística de “curtir a música predileta”, a técnica analisa a percepção do ritmo, tonalidade e do timbre, que os pesquisadores chamam de “cor dos sons”.
O estudo é inovador porque ele revelou pela primeira vez como grandes áreas do cérebro, incluindo as redes neurais responsáveis pelas ações motoras, emoções e criatividade, são ativadas quando se ouve música.
Cérebro iluminado
Os efeitos da música sobre as pessoas sempre foram mais assunto de poetas e filósofos do que de fisiologistas e neurologistas.
Mas os exames de ressonância magnética permitem gerar filmes que mostram como os neurônios “disparam”, literalmente iluminando cada área do cérebro nas imagens produzidas na tela do computador.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você é filho de pais separados? O drama da separação conjugal vivido pelas crianças afetadas.

Por Rafael Navarro-Valls, membro do Conselho Pontifício para a Família
Acabo de participar de um Congresso de interesse especial. Os protagonistas eramos um grupo de especialistas de todo o mundo reunidos em Roma pelo Conselho Pontifício para a Família. A ocasião do encontro foi o 30 º aniversário de um dos documentos mais interessantes do pontificado do beato João Paulo II. Refiro-me à Constituição Apostólica Familiaris Consortio (22.XI.1981). Ao receber a assembléia, Bento XVI destacava a importância do evento com estas palavras: “O Eclipse de Deus é devido à propagação de ideologias contrárias à família.”
O Papa não estava exagerando. Um ácido exemplo mediático será suficiente para definir a seriedade do momento histórico pelo qual passa a família.
Os jornais americanos gostam de concretizar em poucas palavras o momento da vida que define cada geração. Assim, dirigindo-se àqueles que viveram nos anos quarenta, a questão chave é, geralmente: “Onde você estava quando os japoneses atacaram Pearl Harbor?
“For baby boomers, the questions are: ‘Where were you when Kennedy was shot?’”
Para os baby boomers (aqueles nascidos entre 1945 e nos primeiros anos da década de 60) as perguntas são:” Onde você estava quando Kennedy foi assassinado?” ou “What were you doing when Nixon resigned?”

Os Jovens na era da Internet: Dependências e patologias analisadas através da arte cinematográfica.

Hoje, a comunicação social está apoiada por ferramentas modernas que nos fazem superar barreiras e as limitações de tempo e de espaço e, entre as novas formas de comunicar, a Internet é certamente um dos meios que oferece mais oportunidades.
Mas, como todas as ferramentas de comunicação, também a rede não está isenta de desvios e abusos que, nos últimos anos, têm, por vezes, levado a observar no campo da saúde mental, uma forma moderna de dependência, definida como internet-dependência.
O recurso à Internet parece intimamente ligado a uma tentativa de compensar as dificuldades relacionais, procurando na Rede amigos ou relações sentimentais por meio de um caminho mais rápido e que consente superar algumas inseguranças que, entretanto, são amplificadas pelas diárias relações cara a cara.
Alberto Di Giglio, professor no Centro Experimental de Cinematografia, estará ao lado de Alessandro Meluzzi com algumas propostas cinematográficas, mostrando grandes pedaços de filme como um estímulo para uma visão mais ampla sobre a Internet e a videodependência.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Evangelho de Domingo

IV DOMINGO ADVENTO – Lc 1,26-38

Maria, a torre de Davi
Celebramos hoje o IV domingo do Advento, onde a liturgia é dedicada a Mãe do Senhor que se fez serva humilde e obediente ao projeto de Deus para a salvar a humanidade. Este é o domingo que antecede imediatamente o Natal e, por isso, somos convidados a contemplar a figura de Maria de Nazaré que “acolheu o Verbo da vida e se alegrou como mãe de uma estirpe santa e incorruptível”.
O Evangelho, segundo Lucas, nos apresenta a esplêndida narração do anúncio do anjo Gabriel que aparece a esta jovem e digna filha de Israel para revelar-lhe o projeto de Deus e pedir a sua colaboração no plano da redenção, que inicia especificamente com o sim de Maria dado a Deus com todo o seu ser, com alegria e a beleza de ser a serva do Senhor, instrumento desta grandiosíssima obra de salvação.
No anúncio que o anjo faz a Maria, ele lembra que o menino que dela nascerá, “será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Estas palavras do anjo Gabriel a Maria depende de um importante texto presente no AT que a liturgia nos propõe como I leitura.
Tal leitura é tirada de 2Sm 7. Depois que Davi conquistou Jerusalém, e construiu a sua casa, após ter vencido os vários inimigos que tinha a seu redor, recebendo de Deus finalmente um tempo de paz e segurança, teve a ideia de construir uma casa para o Senhor, isto é, um templo. O profeta Natã, porta-voz da antiga tradição de Israel, a princípio concorda com Davi. Mas, depois tem uma revelação naquela mesma noite: não é Davi quem construirá a casa e sim seu filho.
Há um duplo sentido aqui para a palavra “casa”. No primeiro sentido, indica o templo (igreja). No segundo, a família (Igreja). Não é Davi que dá algo a Deus, mas é Deus que se empenha para fazer nascer de Davi uma família, e promete que a sua descendência durará pelos séculos. Estamos falando do famoso oráculo do profeta Natã: o oráculo fundador da dinastia davídica em Jerusalém. Aquela família que por muito tempo guiou o povo.
Assim diz o Senhor: “vai dizer a meu servo Davi: 'Assim fala o Senhor: porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? Fui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel. Estive contigo em toda parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre como o dos homens mais famosos da terra. Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa'”.
Davi não construirá uma casa para o Senhor, pois Ele não tem necessidade de uma casa para morar. Tudo aquilo que o Senhor fez por Davi, este deve recordar e saber que o Senhor se empenha a construir para ele uma casa, não de pedras, mas de pessoas vivas.

Como Teresinha, sejamos o brinquedo do Menino Jesus...

Ao aproximar-se o tempo do Natal percebemos que uma onda de ternura começa a perpassar a mente e o coração dos cristãos, especialmente daqueles que procuram levar sua vida espiritual mais a sério. Para os que estão engolfados apenas na realidade transitória da vida, pensando apenas no prazer, no ter e no parecer, talvez não parem para pensar no verdadeiro sentido do Natal e fiquem somente ocupados com a ceia, os presentes, a festa, a bebida, etc. Mas a onda de ternura existe e contagia os corações dos que crêem em Deus, pois podem mergulhar, com a fantasia e a meditação, no mistério de um Deus que deixa o céu e vem se fazer uma criança entre nós. A arte em todos os séculos e em suas diversas manifestações tem ilustrado esta realidade nos oferecendo presépios para todos os gostos e idades. A atenção da humanidade passa a se concentrar em uma criança – e que criança – e nela, singela e frágil, vê Aquele que sustenta o universo com seu poder e força.

Santa Teresinha do Menino Jesus foi alguém que mergulhou neste mistério e hauriu dele muito de sua espiritualidade. Seu próprio nome traz a memória do Natal e em sua doutrina da infância espiritual podemos ver muitos frutos da meditação deste mistério da vida de Jesus. Ao falar com sua Madre Priora sobre seu “pequeno caminho” para a santidade Teresinha diz: “Minha Madre, o caminho que desejo trilhar é o caminho da confiança e do total abandono” (HA 12). E ao apresentar este caminho ela nos convida a sermos crianças, ou seja, como as crianças esperam tudo de seus pais e nada podem por si mesmas, assim também devemos esperar tudo do Pai do céu.

“Quanto a mim, diz Teresinha numa carta, acho a perfeição fácil de praticar, porque entendi que é só pegar Jesus pelo Coração... Veja uma criancinha que acaba de aborrecer a sua mãe, zangando-se ou desobedecendo-lhe; se ela se esconder num canto com ar amuado e gritar por medo do castigo, certamente, a mãe não lhe perdoará a falta; mas se lhe estende os seus bracinhos sorrindo e dizendo: ‘dê-me um beijo, não o farei mais’, poderá a mãe não apertá-la ao seu coração com ternura e esquecer as faltas infantis?... Todavia ela bem sabe que seu querido filho recairá na próxima ocasião, mas isso não importa, se ele a prende de novo pelo coração, jamais será castigado...” (Carta 191).

Sete hábitos diários para as pessoas que desejam ser Santas.

Ninguém nasce santo. A santidade cristã se consegue com muito esforço, mas principalmente com a ajuda e a graça de Deus. Todos, sem exclusão, estão chamados a reproduzir em si mesmos a vida e o exemplo de Jesus Cristo, caminhar seguindo seus passos.
Se você está lendo esta folha é porque está interessado em levar mais a sério sua vida espiritual de agora em diante. Aceitar de coração um dos pontos chaves do ensinamento do Concilio Vaticano II: a importância da doutrina da chamada universal à santidade. Você também sabe que Jesus é o único caminho para a santidade: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". O segredo da santidade é a oração constante que pode ser definida como o contínuo contato com a Santíssima Trindade: "reza sempre e sem desfalecer" (Lucas 18, 1). Existem vários caminhos para chegar a conhecer a Jesus. Nós vamos falar brevemente sobre alguns deles. Mas é preciso que você queira mesmo chegar a conhecer, amar e servir a Jesus da mesma forma que você aprendeu a amar e a enamorar-se de outras pessoas: sua esposa, membros da sua família e amigos íntimos, por exemplo, passando um tempo considerável com Ele, de forma regular e, neste caso, basicamente todos os dias. O que você vai ganhar com isso? A única e verdadeira felicidade nesta vida e a visão de Deus na vida eterna. Nada substitui esta realidade.
A santificação é um trabalho para toda uma vida e requer nosso esforço determinado para cooperar com a graça santificante de Deus que nos é dada por meio dos sacramentos.

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

A Mensagem convida a um olhar de esperança para o futuro, "olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações", conforme a esperança do povo que espera seu Senhor.

O Papa reconhece a particularidade da expectativa dos jovens, que podem, de fato, oferecer uma valiosa contribuição à sociedade. Para isso, é necessário que sejam educados para a justiça e a paz.

A educação é um processo que se alimenta do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Requer responsabilidade e disponibilidade, além do testemunho daquele que ensina.

Os educadores são, em primeiro lugar, os pais e a família. É um valor a se resgatar o respeito e a "solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro".

Também é grande o papel das instituições com tarefas educativas: devem valorizar e respeitar a dignidade humana de cada pessoa, e cuidar para não contrastar com as consciências e os princípios religiosos. A responsabilidade do próprio jovem é grande, cabendo-lhe fazer bom uso da liberdade.
 

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