sábado, 5 de junho de 2010

Nova Beata Brasileira

Uma Gaúcha de coração será a nova beata brasileira, Maria Bárbara da Santíssima Trindade, Fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

A cerimônia de beatificação acontecerá dia 6 de novembro em Porto Alegra,RS, e será presidida pelo prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Dom Angelo Amato.

Bárbara nasceu em Viena, Áustria, filha de José Maix[1] e Rosália Mauritz. Chegou ao Brasil na década de 40 e dedicou sua vida aos pobres em terras brasileiras.

A autríaca sentia-se comprometida com os pobres e necessitados. Acolhia mulheres que procuravam asilo, dedicava-se à educação das jovens mais abandonadas e cuidavam dos doentes. As primeiras experiências de trabalho pastoral junto ao povo junto com a congregação foram nos colégios, e ocorreram em circunstâncias adversas para a Congregação. Eram pobres, não tinham casa própria, experimentavam muitas privações e insegurança. A Vontade de Deus norteava a vida de Bárbara, e estava sempre aberta para entender o que Deus pedia a ela. Assim, devido ao problema da orfandade no Brasil, que ia se agravando em conseqüência das epidemias e da Guerra do Paraguai, Madre Bárbara passou a prestar serviço em diversos Asilos do Império: em Niterói (RJ), Pelotas e Porto Alegre (RS). As Irmãs cuidavam também dos empestados e vítimas da guerra.
Leia mais sobre Barbara clicando AQUI

Os santos exalam o bom odor do Evangelho, espalham a caridade de Cristo e fecundam novas vocações para o serviço do Reino. Eles são uma seta a apontar para aquilo que é essencial. Por uma vida marcada pela dedicação, disciplina e alegria deixa o ensinamento valioso da doação irrestrita de vida ao próximo. Não deixa de ser um sinal para os não-crentes que mesmo não comugando da fé, estão inseridos na solidariedade universal e fraterna que nos une a todos.

Fonte: Ancoradouro

Porque eu te Amo!

Porque eu Te Amo!

Madre Teresa de Calcutá viveu a essência do amor em atos. Obediente ao chamado de Deus entregou sua vida em favor do anúncio do Reino de Deus. Não buscou o sucesso e sim, a fidelidade. Aventurou-se em terras estangeiras movida pela caridade. Em seu coração acolheu a todos, independente da aparência e situação social.

Amar até doer era um de seus lemas. Certa vez uma repórter ao lhe observar cuidando de um moribundo disse-lhe que não faria aquilo nem por um milhão de dólares ao passo que a sábia idosa disparou: “Nem eu”. A gratuidade foi a capa que protegeu a madre em sua existência outorgando-lhe uma autoridade singular.

Após sua morte o Vaticano revelou os segredos da Madre de aparência frágil. Vivia um grande conflito, como se chama na experiência mística católica, a noite escura da alma. Tudo que fez teve como força motriz a fé unida a razão desprovida de sentimentos vagos, com os quais muitas vezes queremos apoiar a vivência cristã.

O blog apresenta no vídeo  uma mensagem bela de Madre Teresa de Calcutá. Clique AQUI  e Confira!

SAIBA MAIS SOBRE MAIS SOBRE MADRE TERESA>>>>>CLICANDO AQUI

Os milagres eucarísticos

Mais de 130 destes ocorreram; metade na Itália

A revista “Jesus”, das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, na qual ele apresenta uma resenha de milagres eucarísticos. Há tempos, foi traçado um "Mapa Eucarístico", que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos esses fenômenos extraordinários no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, milagre eucarístico vivo, alimentou-se durante mais de quarenta anos apenas de Eucaristia. Teresa Neumann, na Alemanha, durante mais de 36 anos, também se alimentou somente do Corpo de Cristo.

1 - Lanciano - Itália – no ano 700

Em Lanciano – séc. VIII. Um monge da ordem de São Basílio estava celebrando na igreja dos santos Degonciano e Domiciano. Terminada a consagração, que ele realizara, a hóstia transformou-se em carne e o vinho, em sangue, depositados dentro do cálice. O exame das relíquias, segundo critérios rigorosamente científicos, ocorrido pela última vez em 1970, levou aos seguintes resultados muito significativos:
1) A hóstia, que se transformou em carne humana, segundo a tradição, é realmente constituída por fibras musculares estriadas, pertencentes ao miocárdio. Acrescente-se que a massa sutil de carne humana, que foi retirada dos bordos, deixando amplo vazio no centro, é totalmente homogênea. Em outras palavras: não apresenta lesões, como as apresentaria se se tratasse de um pedaço de carne cortada com uma lâmina.

2) Quanto ao sangue, trata-se de genuíno sangue humano. Mais: o grupo sanguíneo "A", ao qual pertencem os vestígios de sangue, o sangue contido na carne e o sangue do cálice revelam tratar-se sempre do mesmo sangue grupo "AB" (sangue comum aos judeus). Este é também o grupo sanguíneo que o professor Pierluigi Baima Bollone, da Universidade de Turim, identificou na Sagrada Mortalha (Santo Sudário).



3) Apesar de sua antiguidade, a carne e o sangue se apresentam com uma estrutura de base intacta e sem sinais de alterações substanciais; este fenômeno se dá sem que tenham sido utilizadas substâncias ou outros fatores aptos a conservar a matéria humana, mas, ao contrário, ele ocorre apesar da ação dos mais variados agentes físicos, atmosféricos, ambientais e biológicos. A linguagem das relíquias de Lanciano é clara e fascinante: verdadeira carne e verdadeiro sangue humano, na sua inalterada composição que desafia os tempos; trata-se mesmo da carne do coração, daquele coração do qual, conforme a fé cristã, jorrou o Sangue, que dá a vida.

 - Orvieto - Bolsena - Itália – 1263

Início da Festa de Corpus Christi

A festa do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao ano de 1208, quando uma monja, Santa Juliana de Mont-Cornillon (†1258), foi inspirada por Deus a constituí-la e a divulgá-la. O próprio Jesus tinha pedido a santa francesa a introdução da festa de “Corpus Domini” no calendário litúrgico da Igreja. Aconteceu que o padre Pedro de Praga, da Boêmia, ao celebrar uma Santa Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, foi surpreendido pelo milagre durante a consagração: da hóstia consagrada caíram gotas de Sangue sobre o corporal. Até hoje ele [Sangue milagroso] está em exposição na belíssima Catedral de Orvieto. O Papa Urbano IV (1262-1264) residia em Orvieto e ordenou ao Bispo Giacomo levar as relíquias de Bolsena à cidade onde habitava. O Sumo Pontífice, então, emitiu a Bula "Transiturus de mundo", em 11/08/1264, na qual prescreveu que, na quinta-feria após a oitava de Pentecostes, fosse celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor [Corpus Christi]. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Santo Padre para compor o Ofício da celebração. Em 1290 foi construída a Catedral de Orvieto, chamada de “Lírio das Catedrais”.


3 - Ferrara - 28/03/1171

Aconteceu este milagre na Basílica de Santa Maria in Vado, no século XII. Propagava-se, com perigo à fé católica, a heresia de Berengário de Tours (†1088), que negava a presença real de Cristo na Eucaristia. Aos 28 de março de 1171, padre Pedro de Verona e mais três sacerdotes concelebravam a Santa Missa de Páscoa. No momento de partir o Pão Consagrado, a Hóstia se transformou em Carne, da qual saiu um fluxo de Sangue que atingiu a parte superior do altar, cujas marcas são visíveis ainda hoje. Há documentos que narram o fato: um "Breve" do Cardeal Migliatori (1404). - Bula de Eugênio IV (1442), cujo original foi encontrado em Roma em 1975. Mas, a descoberta mais importante deu-se em Londres, em 1981, foi encontrado um documento de 1197 narrando o fato.

O segredo da cura

Peça que o Espírito Santo o cure onde você realmente precisa

Em Lucas 5,1-5 temos um reflexo do que todos nós já passamos ou estamos passando. Pedro disse a Jesus: "Senhor, trabalhamos a noite inteira e não conseguimos nada" (idem 5b). Isso é reflexo do que vivemos e dizemos tantas vezes a Jesus: "Senhor, de que adiantou tanta luta?". Diante do desespero nós diremos sempre essa mesma frase.
O primeiro segredo da cura dos traumas de Pedro, que representa a Igreja, foi quando Cristo chegou e ele estava consertando a rede. À noite não tinha como ver que este objeto estava rasgado, e ele só viu isso de manhã.
Quando as coisas não estão bem em nossa vida, quando nos acontecem situações difíceis, buscamos culpados ou desculpas. Fracassos não resolvidos são semente de novos e maiores fracassos.
Você quer ser curado de seus traumas? Então é preciso consertar suas "redes"! O ser humano é capaz de realizar o ótimo, mas também capaz de realizar o péssimo, pois é como uma rede que vai se estragando ao longo da vida. Existem pessoas que trazem traumas desde a barriga da mãe, em sua infância, ou provocado por outras pessoas. A nossa grande missão é consertar as "redes"; é preciso lavar nossas "redes", nosso coração, que é sede das emoções e das decisões.
É necessário ter equilíbrio e dosar as coisas; ter disciplina no comer, em tudo. Sem disciplina espiritual não acontece cura. A indisciplina não deixa que a graça de Deus entre em nossa vida. As pessoas que não são capazes de fazer pequenas renúncias, não farão as grandes. Você quer ser uma pessoa curada? Cuide da sua alimentação; não prepare seu inconsciente para ter fome.
O grande poder de cura é a Palavra de Deus, é essa Palavra que tem poder de restauração. Quando ela entra em seu inconsciente começa a agir. Mesmo que você não sinta, saiba que a Palavra está agindo. Mas Deus não nos violenta nunca, Ele só age em nós quando permitimos Sua ação. O Todo-poderoso trabalha no diálogo, Ele cura cada coisa que vamos pedindo, por isso a necessidade de fazermos um roteiro. Preciso me conscientizar quais as áreas da minha vida precisam ser equilibradas.
99% das doenças vêm de traumas; e o trauma é o grande inimigo seu e meu. Existem pessoas que confessam seus pecados desde a infância, porque são traumas. O povo e os padres precisam se convencer de que não adianta reclamar. O trauma é como uma torneirinha pingando; enxugamos o local, mas depois está molhado novamente. Muitas pessoas fazem uma confissão sincera, mas, mesmo assim, continuam pecando, porque, na verdade, são portadoras de traumas e precisam ser curadas na raiz.
Por isso peça que o Espírito Santo venha curá-lo nas áreas que você realmente precisa.

Os traumas atingem três áreas:

- Física,
- Espiritual,
- Psicológica.

É preciso identificar quais são os seus traumas. Use sua memória para retomar a situação de pecado que você viveu, naquele em que você sempre caiu e peça a Deus o discernimento para descobrir a raiz desse mal [pecado].

Padre Léo
Fonte: Cancaonova.com

Perita de universidade mexicana adverte que Pílula do Dia Seguinte produz aborto

MEXICO D.F., 05 Jun. 10 / 05:52 am (ACI).- A professora María Cristina Márquez, do Departamento de Embriologia da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), uniu-se às advertências dos peritos de que a pílula do dia seguinte (PDS), possui um efeito abortivo; devido ao qual a sua distribuição foi autorizada.



Em um artigo publicado no Jornal El Grafico, a perita se referiu à sentença da Suprema Corte de Justiça da Nação a favor do uso da PDS "apesar de que seja abortiva, já que de acordo ao ciclo reprodutivo em que se encontre a mulher ao momento da relação sexual pode evitar que o embrião se implante no ventre materno".



Entretanto, ela também advertiu que um uso indiscriminado desta pílula traz conseqüências para a saúde das mulheres, pois uma só PDS equivale "a 30 pílulas anticoncepcionais e se for consumida sem consulta ou prescrição médica seus efeitos podem ser irreversíveis, inclusive gerar esterilidade permanente" ou a morte da mulher.



María Cristina Márquez disse que "devemos ser muito responsáveis na hora de recomendar um determinado medicamento como a pílula do dia seguinte, já que a vida das crianças por nascer e as mulheres de nosso país não podem ser arriscadas".

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Promessas do Sagrado Coração de Jesus

Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarita de Alacoque:
Às almas consagradas a meu Coração, lhes darei as graças necessárias para seu estado.
Darei paz às famílias.
As consolarei em todas suas aflições.
Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida, e principalmente na hora da morte.
Derramarei bênçãos abundantes sobre seus projetos.
Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.

As almas tíbias se tornarão fervorosas.
As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.
Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.
A todos os que comungarem nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor onipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final.

A grande promessa: a Eucaristia

Entre as muitas e ricas promessas que Jesus Cristo fez aos que fossem devotos de seu Sagrado Coração, sempre chamou a atenção a que fez aos que comungassem em sua honra as nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos. É tal, que todos a conhecem com o nome da Grande Promessa.
A Devoção ao Coração divino de Jesus Cristo começou a ser praticada, em sua essência, já no início da Igreja, pois os Santos tiveram muito presente, ao honrar a Jesus Cristo, que tinha manifestado seu Coração, símbolo de seu amor em momentos augustos. Contudo, esta devoção, em sua forma atual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo seu Coração, disse-lhe:
"Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe da maior parte mais que ingratidão, desprezo, irreverências e tibieza que têm para mim neste sacramento de amor".
Então foi quando Jesus deu a sua servidora o encargo de que se tributasse culta a seu Coração e a missão de enriquecer ao mundo inteiro com os tesouros desta devoção santificadora. O objeto e fim desta devoção é honrar o Coração adorável de Jesus Cristo, como símbolo do amor de um Deus para nós; e a vista deste Sagrado Coração, abrasado de amor pelo homens, e ao mesmo tempo desprezado por estes, nos deve mover a amá-lo e a reparar a ingratidão de que é objeto.
Entre as práticas que compreende esta devoção, conformes com o fim da mesma, sobressai a da Comunhão das nove primeiras sextas-feiras do mês, para conseguir além da graça da penitência final, segundo a promessa feita pelo próprio Sagrado Coração a Santa Margarida Maria, para todos os fiéis.

Eis aqui a promessa:
Uma Sexta feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras a sua devota serva:
"Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu Coração, que meu amor todopoderoso concederá a todos os que comungarem nove primeiras sextas feiras do mês seguidos a graça final da penitência; não morrerão em pecado nem sem receber os sacramentos, e meu divino Coração lhe será asilo seguro naquele último momento".
O que é necessário fazer para obter esta graça:
Comungar nove primeiras sextas-feiras do mês seguidos em graça de Deus, com intenção de honrar ao Sagrado Coração de Jesus.

Como pode ser feita:

Pela manhã pode ter a Comunhão geral em boa hora, e à tarde uma função mais ou menos breve e solene ao Coração de Jesus expondo ao Santíssimo, explicando ou lendo a intenção do mês, o algo sobre ela, rezando as ladainhas ou algum ato de desagravo ou de consagração. Caso de se poder fazer isto à tarde, pode ser feito tudo pela manhã na Missa de Comunhão ou na Missa vespertina se houver.



Quando não há função ou culto público ou não se pode assistir a ele, faça-o em particular o que se faz por outros em público. Para o qual se pode rezar a oração que segue adiante, e além disso as ladainhas do Coração de Jesus ou alguma consagração ao Coração de Jesus.

Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Coração de Jesus existe desde os primeiros tempos da Igreja, desde que se meditava no lado e no Coração aberto de Jesus, de onde saiu sangue e água. Desse Coração nasceu a Igreja e por esse Coração foram abertas as portas do Céu.

História

Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração....quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).
Na Idade Média começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande,Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).
No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.
Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.
Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações do Sagrado Coração subiram em um século, desde meados do XVIII, de 1000 a 100.000. umas vinte congregações religiosas e vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil formas.
O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava já em 1917 com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.
A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).
Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".
A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleônicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.
Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).
E a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes" (Até então a América também era Espanha).

Bento XVI declarará o Cura D’Ars Padroeiro de todos os sacerdotes

9 mil padres já se inscreveram para o evento de encerramento do ano sacerdotal



Bento XVI / Cura D’ArsVATICANO, 04 Jun. 10 / 12:16 pm (ACI).- A Congregação para o Clero deu a conhecer uma série de detalhes sobre as celebrações com as que será encerrado o Ano Sacerdotal entre os dias 9 e 11 de junho. Um dos principais é a proclamação que fará o Papa Bento XVI, na Missa final, de São João Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars, como Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo.
O Ano Sacerdotal é uma iniciativa do Santo Padre que coincide com o 150° aniversário da morte do Cura D’Ars, quem é atualmente Patrono de todos os párocos.
Para estes três dias de celebrações, explica o mencionado dicastério vaticano, se inscreveram um total de nove mil sacerdotes de 91 países do mundo. Conforme explica o Prefeito da Congregação para o Clero, o Cardeal brasileiro Claudio Hummes, em um comunicado, o objetivo destes eventos é sublinhar a "renovação espiritual", um novo começo e não "um final". O Cardeal comenta ademais que espera que estas celebrações gerem "um redescobrimento da grandeza do sacramento que configura a Cristo, Supremo Sacerdote".
A vigília da quinta-feira 10 de junho será transmitida desde o Vaticano a Ars na França, o Cenáculo em Jerusalém, Buenos Aires e Hollywood. Mais de 600 jovens músicos e cantores de instituições italianas participarão deste evento.
Na Missa final de 11 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Papa Bento XVI proclamará a São Juan Maria Vianney, Padroeiro de todos os Sacerdotes.

por ACI

Turquia: Bispo é assassinado a facadas.

É horrível, um fato horrível”, “inacreditável”, “estamos consternados”. Com estas palavras, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi SJ, classificou a notícia da morte de Dom Luigi Padovese, assassinado a facadas nesta quinta-feira na Turquia.

“O ocorrido – disse o Pe. Lombardi – é terrível (…), assim como outros episódios de violência semelhante na Turquia, como o assassinato do Pe. Santoro há alguns anos”, comentou, acrescentando: “Oremos para que o Senhor o recompense por seu grande serviço pela Igreja e para que os cristãos não desanimem, prosseguindo em seu testemunho tão forte e continuando a professar sua fé na região”.

Dom Luigi Padovese, vigário apostólico da Anatólia e presidente da Conferência Episcopal Turca, foi atacado a facadas em sua casa em Iskenderun por seu motorista particular, Murat Altun.

O assassino foi preso pela polícia. Segundo declarações do governador da província de Hatay, Mehmet Celalettin Lekesiz, divulgadas pelo canal de televisão turco NTV, as primeiras investigações feitas pela polícia indicam que “o crime não teve motivações políticas ou religiosas (…); o suspeito apresenta distúrbios psicológicos e estava em tratamento psiquiátrico”.

Segundo o núncio apostólico na Turquia, Dom Antonio Lucibello, ainda não há informações precisas sobre a tragédia “o que sabemos é que o autor do crime foi seu motorista, uma pessoa que Dom Padovese sempre tratou muito bem, como era próprio de sua índole”.

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) reagiu imediatamente. Em uma mensagem enviada ao Núncio apostólico na Turquia, o presidente da CEI, cardeal Cardinale Angelo Bagnasco, e o secretário geral da CEI, Dom Mariano Crociata, expressaram “profundo pesar” pela morte de Dom Padovese.

“Enquanto deploramos este bárbaro assassinato – sublinharam os representantes da CEI – nos unimos à dor dos fiéis desta igreja que, mais uma vez, é tão duramente atingida, e expressamos proximidade e solidariedade, nossa e de todo o episcopado italiano.”

Por sua vez, o presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e arcebispo de Ezstergom-Budapeste, cardeal Péter Erdő, divulgou um comunicado no qual manifesta “o máximo pesar” pela notícia, oferecendo, em nome do Conselho, “nossa solidariedade para com toda a Igreja Católica na Turquia”.

“Em nome da presidência do CCEE e de todos os bispos da Europa – diz o cardeal em seu comunicado – desejamos dar testemunho de nossa comunhão na oração e expressar nossa solidariedade aos bispos, sacerdotes, consagrados e todo o povo cristão da Turquia. Seu sofrimento é também o nosso.”

Dom Padovese, de 63 anos, viajaria ao Chipre na sexta-feira para se reunir com o Papa Bento XVI, que falará sobre a violência contra minorias cristãs no Oriente Médio durante sua visita apostólica à ilha, que se realizará de 4 a 6 de junho.

Discurso do Papa aos intelectuais portugueses.Excelente!

ENCONTRO COM O MUNDO DA CULTURA
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Centro Cultural de Belém – Lisboa


Venerados Irmãos no Episcopado,

Distintas Autoridades,

Ilustres Cultores do Pensamento, da Ciência e da Arte,

Queridos amigos,

Sinto grande alegria em ver aqui reunido o conjunto multiforme da cultura portuguesa, que vós todos dignamente representais: Mulheres e homens empenhados na pesquisa e edificação dos vários saberes. A todos testemunho a mais alta amizade e consideração, reconhecendo a importância do que fazem e do que são. Às prioridades nacionais do mundo da cultura, com benemérito incentivo das mesmas, pensa o Governo, aqui representado pela Senhora Ministra da Cultura, para quem vai a minha deferente e grata saudação. Obrigado a quantos tornaram possível este nosso encontro, nomeadamente à Comissão Episcopal da Cultura com o seu Presidente, Dom Manuel Clemente, a quem agradeço as expressões de cordial acolhimento e a apresentação da realidade polifónica da cultura portuguesa, aqui representada por alguns dos seus melhores protagonistas, de cujos sentimentos e expectativas se fez porta-voz o cineasta Manoel de Oliveira, de veneranda idade e carreira, a quem saúdo com admiração e afecto juntamente com vivo reconhecimento pelas palavras que me dirigiu, deixando transparecer ânsias e disposições da alma portuguesa no meio das turbulências da sociedade actual.

De facto, a cultura reflecte hoje uma «tensão», que por vezes toma formas de «conflito», entre o presente e a tradição. A dinâmica da sociedade absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro. Mas uma tal valorização do «presente» como fonte inspiradora do sentido da vida, individual e em sociedade, confronta-se com a forte tradição cultural do Povo Português, muito marcada pela milenária influência do cristianismo, com um sentido de responsabilidade global, afirmada na aventura dos Descobrimentos e no entusiasmo missionário, partilhando o dom da fé com outros povos. O ideal cristão da universalidade e da fraternidade inspiravam esta aventura comum, embora a influência do iluminismo e do laicismo se tivesse feito sentir também. A referida tradição originou aquilo a que podemos chamar uma «sabedoria», isto é, um sentido da vida e da história, de que fazia parte um universo ético e um «ideal» a cumprir por Portugal, que sempre procurou relacionar-se com o resto do mundo.

A Igreja aparece como a grande defensora de uma sã e alta tradição, cujo rico contributo coloca ao serviço da sociedade; esta continua a respeitar e a apreciar o seu serviço ao bem comum, mas afasta-se da referida «sabedoria» que faz parte do seu património. Este «conflito» entre a tradição e o presente exprime-se na crise da verdade, pois só esta pode orientar e traçar o rumo de uma existência realizada, como indivíduo e como povo. De facto, um povo, que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente enunciados.

Prezados amigos, há toda uma aprendizagem a fazer quanto à forma de a Igreja estar no mundo, levando a sociedade a perceber que, proclamando a verdade, é um serviço que a Igreja presta à sociedade, abrindo horizontes novos de futuro, de grandeza e dignidade. Com efeito, a Igreja «tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do ser humano, da sua dignidade, da sua vocação. […] A fidelidade à pessoa humana exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 9). Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, é dramático tentar encontrar a verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina; é o «Logos» eterno, que ganhou expressão humana em Jesus Cristo, que pôde afirmar com objectividade: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). A convivência da Igreja, na sua adesão firme ao carácter perene da verdade, com o respeito por outras «verdades» ou com a verdade dos outros é uma aprendizagem que a própria Igreja está a fazer. Nesse respeito dialogante, podem abrir-se novas portas para a comunicação da verdade.

«A Igreja – escrevia o Papa Paulo VI – deve entrar em diálogo com o mundo em que vive. A Igreja faz-se palavra, a Igreja torna-se mensagem, a Igreja faz-se diálogo» (Enc. Ecclesiam suam, 67). De facto, o diálogo sem ambiguidades e respeitoso das partes nele envolvidas é hoje uma prioridade no mundo, à qual a Igreja não se subtrai. Disso mesmo dá testemunho a presença da Santa Sé em diversos organismos internacionais, nomeadamente no Centro Norte-Sul do Conselho da Europa instituído há 20 anos aqui em Lisboa, tendo como pedra angular o diálogo intercultural a fim de promover a cooperação entre a Europa, o Sul do Mediterrâneo e a África e construir uma cidadania mundial fundada sobre os direitos humanos e as responsabilidades dos cidadãos, independentemente da própria origem étnica e adesão política, e respeitadora das crenças religiosas. Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza.

Esta é uma hora que reclama o melhor das nossas forças, audácia profética, capacidade renovada de «novos mundos ao mundo ir mostrando», como diria o vosso Poeta nacional (Luís de Camões, Os Lusíadas, II, 45). Vós, obreiros da cultura em todas as suas formas, fazedores do pensamento e da opinião, «tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e colectiva, de suscitar sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho humano. […] E não tenhais medo de vos confrontar com a fonte primeira e última da beleza, de dialogar com os crentes, com quem, como vós, se sente peregrino no mundo e na história rumo à Beleza infinita» (Discurso no encontro com os Artistas, 21/XI/2009). 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Festa de Corpus Christi. Por quê celebramos?

Neste dia recordamos a instituição da Eucaristia, na Quinta-feira Santa, durante a Última Ceia: Jesus transformou o pão e o vinho em seu Corpo e Sangue.
É uma festa muito importante porque a Eucaristia é o maior presente que Deus nos deu, movido pelo desejo de ficar conosco depois da Ascensão.


Origem da festa:

Deus propiciou esta festa através de Santa Juliana de Mont Cornillon. A santa nasceu em Retines, perto de Liège, Bélgica, em 1193. Órfã desde pequena e educada pelas freiras agustinianas em Mont Cornillon, ela cresceu, fez a profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Por causa de intrigas, teve que ir embora do convento. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das freiras cistercienses em Fosses, e foi enterrada em Villiers.
Juliana, desde jovem, teve uma grande veneração pelo Santíssimo Sacramento e sempre desejava que existisse uma festa especial em sua honra. Este desejo, diz-se, foi intensificado por uma visão que ela teve da Igreja sob a aparência de lua cheia, com uma mancha negra, que significava a ausência desta solenidade.
Ela manifestou suas idéias a Roberto de Thorete, então bispo de Liège, e ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos; a Jacques Pantaleón, arquidiácono de Liège e depois bispo de Verdum, ao Patriarca de Jerusalém e finalmente ao Papa Urbano IV. O bispo Roberto se impressionou favoravelmente e, como naquele tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para as suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração se realizasse no ano seguinte.
Também o Papa ordenou que um monge chamado João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto mantém preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do oficio.
O bispo Roberto não viveu para ver a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez pelos cânones de São Martim em Liège. Jacques Pantaleón chegou a ser Papa no dia 29 de agosto de 1261. A ermitã Eva, com quem Juliana tinha passado um tempo e que também era fervente adoradora da Santa Eucaristia, insistiu com Henrique de Guelders, bispo de Liège, para pedir ao Papa que extendesse a celebração ao mundo inteiro.
Urbano IV, sempre admirador desta festa, publicou a bula "Transiturus" em 8 de setembro de 1264, na qual, depois de louvar o amor de nosso Salvador manifestado na Santa Eucaristia, ordenou que fosse celebrada a solenidade de "Corpus Christi" na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, outorgando ao mesmo tempo muitas indulgências a todos os fiéis que assistissem à santa misa e ao ofício. Este ofício, composto pelo Doutor Angélico Santo Tomás de Aquino a pedido do Papa, é um dos mais belos do breviário romano, e foi admirado até mesmo por protestantes.
A morte do Papa Urbano IV (2 de outubro de 1264), pouco depois da publicação do decreto, obstaculizou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em mãos e, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção da festa. Publicou um novo decreto incorporando o de Urbano IV. João XXII, sucessor de Clemente V, instou a sua observância.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. No entanto, essas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martim V e Eugênio IV e se tornaram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms foi adotada em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra, foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e em outros países, a solenidade é celebrada no domingo seguinte ao da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega, a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptas, melquitas e rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
O Concílio de Trento declara que, muito piedosa e religiosamente, foi introduzido na Igreja de Deus o costume de que todos os anos, em determinado dia festivo, se celebre este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade, e, reverente e honorificamente, seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto, os cristãos testemunham a sua gratidão e a lembrança de tão inefável e verdadeiramente divino beneficio, por meio do qual se torna presente de novo a vitória, o triunfo sobre a morte e a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: Site Encontro com Cristo

EUCARISTIA NO CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO

FONTE: BLOG Prof. Felipe Aquino
Cânon 897 - Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O Sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.

Cânon 899 - § 1. A celebração da Eucaristia é ação do próprio Cristo e da Igreja, na qual, pelo mistério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as espécies de pão e de vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis unidos à sua oblação.

Cânon 900 - § 1. Somente o sacerdote validamente ordenado é o ministro que, fazendo ás vezes de Cristo, é capaz de realizar o sacramento da Eucaristia.

Cânon 904 - Lembrando-se sempre que no mistério do Sacrifício eucarístico se exerce continuamente a obra da salvação, os sacerdotes celebrem freqüentemente; e mais, recomenda-se com insistência a celebração cotidiana, a qual, mesmo não se podendo ter presença de fiéis, é um ato de Cristo e da Igreja, em cuja realização os sacerdotes desempenham seu múnus principal.

Cânon 907 - Na celebração eucarística, não é lícito aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante.

Cânon 908 - É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.

Cânon 913 - § 1. Para que a santíssima Eucaristia possa ser ministrada às crianças, requer-se que elas tenham suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de modo que, de acordo com sua capacidade, percebam o mistério de Cristo e possam receber o Corpo do Senhor com fé e devoção.

§ 2. Contudo, pode-se administrar a santíssima Eucaristia às crianças que estiverem em perigo de morte, se puderem discernir o Corpo de Cristo do alimento comum e receber a comunhão com reverência.

Cânon 916 - Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

Cânon 917 - Quem já recebeu a santíssima Eucaristia pode recebê-la no mesmo dia, somente dentro da celebração eucarística em que participa, salva a prescrição do cânon 921 §2 (perigo de morte).
Nota: No mesmo dia, os fiéis podem receber a Sagrada Eucaristia só uma segunda vez. (Pontificia Comissio Codici Iuris Canonici Authentici Interpretando, Responsa ad proposita dubia, 1: AAS 76 (1984) 746).

Cânon 918 - Recomenda-se sumamente que os fiéis recebam a sagrada comunhão na própria celebração eucarística; seja-lhes, contudo, administrada fora da missa quando a pedem por causa justa, observando-se os ritos litúrgicos.

Cânon 919 - § 1. Quem vai receber a sagrada Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada Comunhão. (exceção para pessoas idosas e enfermas e quem cuida delas, §3)

Cânon 920 - § 1. Todo fiel, depois que recebeu a sagrada Eucaristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a sagrada comunhão ao menos uma vez por ano.
§2. Esse preceito deve ser cumprido no período pascal, a não ser que, por justa causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.

Cânon 921- § 1. Os fiéis em perigo de morte, proveniente de qualquer causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.
§ 2. Mesmo que já tenham comungado nesse dia, recomenda-se vivamente que comunguem de novo aqueles que vierem a ficar em perigo de morte.
§ 3. Persistindo o perigo de morte, recomenda-se que seja administrada a eles a sagrada comunhão mais vezes em dias diferentes.

Cânon 844 - § 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e Unção dos Enfermos de ministros não-católicos, em cuja Igreja ditos sacramentos existem validamente.

Cânon 924 - § 1. O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser oferecido com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água.
§ 2. O pão deve ser só de trigo e feito recentemente, de modo que não haja perigo algum de deterioração.
§ 3. O vinho deve ser natural, do fruto da videira e não deteriorado.

Cânon 925 - Distribua-se a sagrada comunhão só sob a espécie de pão ou, de acordo com as leis litúrgicas, sob ambas as espécies; mas, em caso de necessidade, também apenas sob a espécie de vinho.

Cânon 927 - Não é lícito, nem mesmo urgindo extrema necessidade, consagrar uma matéria sem a outra, ou mesmo consagrá-las a ambas fora da celebração eucarística.

Cânon 929 - Sacerdotes e diáconos, para celebrarem ou administrarem a Eucaristia, se revistam dos paramentos sagrados prescritos pelas rubricas.

Cânon 931- § 1. A celebração eucarística deve realizar-se em lugar sagrado, a não ser que, em caso particular, a necessidade exija outra coisa; nesse caso, deve-se fazer a celebração em lugar decente.

§ 2. O sacrifício eucarístico deve realizar-se sobre altar dedicado ou benzido; fora do lugar sagrado, pode ser utilizada uma mesa conveniente, mas sempre com toalha e corporal.

Cânon 934 - § 2. Nos lugares em que se conserva a santíssima Eucaristia deve sempre haver alguém que cuide dela e, na medida do possível, um sacerdote celebre missa aí, pelo menos duas vezes por mês.

Cânon 935 - A ninguém é licito conservar a Eucaristia na própria casa ou levá-la consigo em viagens, a não ser urgindo uma necessidade pastoral e observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

Cânon 937 - A não ser que obste motivo grave, a igreja em que se conserva a santíssima Eucaristia seja aberta todos os dias aos fiéis, ao menos durante algumas horas, a fim de que eles possam dedicar-se à oração diante do santíssimo Sacramento.

Cânon 938 - § 1. Conserve-se a santíssima Eucaristia habitualmente em um só tabernáculo da igreja ou oratório.
§ 2. O tabernáculo em que se encontra a santíssima Eucaristia esteja colocado em alguma parte da igreja ou oratório que seja insigne, visível, ornada com dignidade e própria para a oração.

§ 3. O tabernáculo em que habitualmente se conserva a santíssima Eucaristia seja inamovível, construído de madeira sólida e não-transparente, e de tal modo fechado, que se evite o mais possível o perigo de profanação.

§ 4. Por motivo grave, é lícito conservar a santíssima Eucaristia, principalmente à noite, em algum lugar mais seguro e digno.

§ 5. Quem tem o cuidado da igreja ou oratório providencie que seja guardada com o máximo cuidado a chave do tabernáculo onde se conserva a santíssima Eucaristia.

Cânon 939 - Conserve-se na píxide ou âmbula hóstias consagradas em quantidade suficiente para as necessidades dos fiéis; renove-se com freqüência, consumindo-se devidamente as antigas.

Cânon 940 - Diante do tabernáculo em que se conserva a santíssima Eucaristia, brilhe continuamente uma lâmpada especial, com a qual se indique e se reverencie a presença de Cristo.

Cânon 943 - Ministro da exposição do santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou diácono; em circunstâncias especiais, apenas da exposição e remoção, mas não da bênção, é o acólito, um ministro extraordinário da comunhão eucarística, ou outra pessoa delegada pelo Ordinário local, observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

MAIS TESTEMUNHOS

 Ex-Protestante Robert Ian, Testemunha sua Conversão ao Catolicismo
Testemunho de um historiador, inquestionavel.


***

“Como você pôde fazer isto? É serio mesmo a sua conversão? Você agora idolatra Maria? Como você pode contar os seus segredos mais íntimos a outro homem na confissão? Por que você se converteu? Como você pode aceitar ensinamentos que não se encontram na Bíblia?”

Estas são algumas perguntas que tenho recebido desde que fui recepcionado na Igreja Católica. À medida que vão passando os anos, têm se tornado mais freqüentes desde que decidi colocar os fatos no papel para informar os curiosos.

Minha filiação à Igreja Católica não foi uma conversão paulina, como a ocorrida no caminho de Damasco. Embora seja certo que Deus pode fazer coisas assim, meu caminho para a fé romana foi uma experiência educativa e gradual. A conversão é, em suma, um assunto espiritual, porém, muitos fatores podem contribuir para que ocorra. Meu desagrado pela confusão em que se encontra a cristandade evangélica foi o ponto de partida. Creio que foi a graça de Deus que me permitiu discernir a debilidade desse sistema religioso.

Mas antes que a minha insatisfação se fizesse sentir, estava eu muito feliz no Cristianismo evangélico. Confiava em Cristo, acreditava que os meus pecados seriam perdoados e pensava que conhecia os Evangelhos e o Novo Testamento.
 
LEIA O RESTO  CLICANDO AQUI

Brasil aguarda decreto papal para celebrar beatificação de irmã Dulce.

Fonte: ibahia.com.br

As relíquias (termo utilizado para designar o corpo ou parte do corpo dos beatos ou santos) de Irmã Dulce serão expostas pela última vez à visitação da população e dos fiéis nos dias 8 e 9 de junho.

A exumação e transferência de suas relíquias para a capela definitiva, localizada na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, será o último ato antes da proclamação solene de Irmã Dulce como Bem-aventurada (Beata) pelo Papa Bento XVI.

Após o reconhecimento oficial por parte da Igreja de que Irmã Dulce durante sua vida exerceu as virtudes de modo heróico, ela foi declarada Venerável pelo Papa em abril de 2009. Agora, a causa de beatificação da religiosa aguarda apenas a validação final do milagre estudado pela Congregação da Causa dos Santos, o qual teve o aval jurídico concedido pelo Vaticano em junho 2003.

O processo de beatificação de Irmã Dulce já cumpriu dois estágios de sua etapa final, entre os quais, reuniões com teólogos e peritos médicos (que dão o aval científico ao milagre). Após a exumação e transferência de suas relíquias no dia 9 (ato de extrema importância para a fase final do processo), os fiéis aguardam apenas a aprovação final do colégio cardinalício e o decreto papal para celebrar sua beatificação

Você sabia? Os Moinhos de vento foram “batizados” pelo Cristianismo.

Por Antonio Borda


O lendário dos Moinhos de Vento em Castella ou na Holanda, não está precisamente em seu funcionamento eólico e sim na sua beleza modesta e simplicidade cordial que evocam trabalho humilde e duro, mas rentoso e próspero.

Cervantes os imortalizou nas aventuras de seu engenhoso Fidalgo e Alphonse Doudet nas becas “Lettres de mon Moulin” (Cartas do meu moinho). Não obstante, o lendário moinho de Mancha ou aquele que está situado nas margens de um canal da antiga Flandres espanhola e até mesmo o de Provença, que, todavia, cheira a lavanda, tem velhas história para contar, e uma delas é que sua origem e carta de legitimidade, ou melhor, sua certidão de batismo, repousa por aí em algum rincão da cristandade.

 Como muitos inventos que os “esclarecidos” do século XIX quiseram atribuir à razão, simplesmente porque melhoraram a sua rusticidade ou eficiência, o moinho de vento, propriamente dito, é um descobrimento universal que, repousando no subconsciente coletivo da humanidade, sobreveio de pronto quase simultaneamente entre vários povos e culturas, desde o Oriente Médio até o ocidente, por um misterioso fenômeno que, todavia, desconhecemos.
Ao certo, sabe-se que da Índia até a China a ideia dos moinhos não prosperou e, na Pérsia, foram encontrados rastros que podiam fazer suspeitar de sua existência sete séculos antes de Cristo.
O que está provado é que os primeiros participantes das Cruzadas encontraram algo muito parecido na Síria, ainda que de um assombroso primitivismo. Como nem os romanos, nem muito menos os bárbaros haviam desenvolvido técnica parecida, rapidamente a levaram à Europa, onde adquiriu direitos de cidadania, legitimidade e o que é mais importante, tornou-se mais funcional, bonita e lendária, com sua torre e suas pás largas como asas agarrando o vento.

Quem não suspira vendo ao longe um moinho pelo planalto Castellano, pelos campos floridos de Provença ou junto aos canais da sombria Holanda? Bastou que alguns cavaleiros das Cruzadas, imbuídos na recuperação dos direitos cristãos da terra santa, – arbitrariamente atropelados pelos muçulmanos – carregassem a ideia para Europa e a aperfeiçoassem até fazer dela literatura, música e pintura praticamente imortais, que tem superado séculos de guerras e revoluções, para que algo muito importante surgisse como as suaves farinhas de trigos finamente moídos, que deram a imensa variedade de pães oferecidos apenas pela Europa, os finos azeites de oliva e um e outro vinho de uva macerada em um lagar coberto pela pedra avermelhada.
Se os moinhos não foram inventados na Europa, fizeram-se belos, mais práticos e até metafísicos, quando a cristandade os trouxe para sua horta, buscando Deus no trabalho do vento.

blog: Carmadélio

Região da Itália dará R$ 10 mil a mulher que desistir de aborto.

da BBC Brasil

O presidente da região da Lombardia (norte da Itália), Roberto Formigoni, anunciou que o governo local pretende oferecer US$ 5,5 mil (o equivalente a cerca de R$ 10 mil) a mulheres grávidas para que desistam de abortos.

Para receber o dinheiro, que seria pago ao longo de 18 meses, as mulheres terão de provar que enfrentam problemas financeiros.

Formigoni, que é católico e aliado do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse que nenhuma mulher na Lombardia deveria interromper uma gravidez por causa de dificuldades econômicas.

O aborto é permitido por lei na Itália desde 1978.

Os dados mais recentes sobre abortos na Itália revelam que em 2008 foram realizados cerca de 120 mil no país.

De acordo com o correspondente da BBC em Roma Duncan Kennedy, o número de abortos parece estar caindo, chegando a quase à metade do registrado em 1982.

Um porta-voz da Conferência de Bispos Italiana reagiu à nova política dizendo que “qualquer coisa que respeitar a vida deve ser aplaudida”.

Ainda segundo o correspondente da BBC, críticos da medida ressaltaram que, se todas as mulheres da Lombardia com problemas financeiros decidirem manter seus bebês, a verba do governo se esgotará em três meses.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Especial: Jesus na Eucaristia

Como era a Eucaristia no Começo da Igreja?


fonte: Cleofas

Evidentemente os textos mais importante sobre a presença real do corpo e do sangue do Senhor Jesus no pão e no vinho consagrados, são os textos dos Evangelhos (Mt 26,28; Mt 14, 24; Jo 6, 22´71;Mc 14, 22´24; Lc 22,19s; 1 Cor 11,23´26). No ano 56 S. Paulo deixava claro aos coríntios que quem participasse indignamente da Eucaristia, se tornaria réu ´do corpo e do sangue do Senhor´ (1 Cor 11, 23´26). E as graves consequências desse pecado, indicadas pelo Apóstolo, mostram que a Eucaristia não é mero símbolo, mas presença real de Jesus na hóstia consagrada. ´Porventura o cálice de bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é porventura a comunhão com o corpo e Cristo?´(1Cor 10,16´21). A Tradição da Igreja confirma esta verdade abundantemente. Da Didaquè (ou Doutrirna dos Doze Apóstolos) A Didaquè é como um antigo catecismo, redigido entre os anos 90 e 100, na Síria, na Palestina ou em Antioquia. Traz no título o nome dos doze Apóstolos. Os Padres da Igreja mencionaram´na muitas vezes. Em 1883 foi encontrado um seu manuscrito grego. ´Reunidos no dia do Senhor (dominus), parti o pão e daí graças, depois de confessardes vossos pecados, a fim de que vosso sacrifício seja puro. Quem tiver divergência com seu companheiro não deve juntar´se a nós antes de se reconciliar, para que não seja profanado vosso sacrifício, conforme disse o Senhor: ´Que em todo lugar e tempo me seja oferecido um sacrifício puro, pois sou um rei poderoso, diz o Senhor, e meu nome é admirável entre as nações´ (Ml 1, 11). (n. XIV)



´Quanto à Eucaristia, celebrai´a assim:



Primeiro, sobre o cálice: Damos´te graças, Pai nosso, pela santa videira de Davi, teu servo, que nos deste a conhecer por Jesus, teu Servo. Glória a ti nos séculos! Depois sobre o pão partido: Damos´te graças, Pai nosso, pela vida e pela sabedoria que nos deste a conhecer por Jesus, teu Servo. Glória a ti nos séculos! Assim como esse pão, outrora disseminado sobre as montanhas, uma vez ajuntado, se tornou uma só massa, seja também reunida tua Igreja, desde as extremidades da terra, em teu reino, pois a ti pertence a glória e o poder, por Jesus Cristo, para sempre. Que ninguém coma ou beba da vossa eucaristia se não for batizado em nome do Senhor, pois a este respeito disse ele: ´Não deis aos cães o que é santo´ (Mt 7,6) Depois de vos terdes saciado, daí graças assim: Nós e damos graças, Pai Santo, pelo teu santo nome que puseste em nossos corações, e pelo conhecimento, pela fé e imortalidade que nos deste por meio de Jesus, teu Servo. Glória a ti nos séculos! Tu, Senhor onipotente, tudo criaste para honra e glória do teu nome; e deste alimento e bebida aos homens, para seu desfrute; a nós porém, deste um alimento e uma bebida espirituais e a vida eterna, por meio do teu Servo. Assim, antes de tudo, damos´te graças porque és poderoso. Glória a ti nos séculos! Lembra´te Senhor, de livrar do mal a tua Igreja, e de torná´la perfeita em teu amor. Congrega´a dos quatro ventos, santificada no reino que lhe preparaste, pois a ti pertence o poder e a glória, para sempre! Hosana ao Deus de Davi! Se alguém é santo, aproxime´se; se alguém não é, converta´se! Maranathá. Amém. Quanto aos profetas, deixai´os render graças o quanto quiserem. (n.10)



Santo Inácio de Antioquia (†102), bispo e mártir:



´Esforçai´vos, portanto, por vos reunir mais frequentemente, para celebrar a eucaristia de Deus e o seu louvor. Pois quando realizais frequentes reuniões, são aniquiladas as forças de Satanás e se desfaz seu malefício por vossa união na fé. Nada há melhor do que a paz, pela qual cessa a guerra das potências celestes e terrestres.´ (Carta aos Efésios)

Intenções de oração do Papa para o mês de junho

Nas intenções de oração para o mês de junho, o Papa Bento XVI reza pelo respeito à vida humana e pelas Igrejas na Ásia.

Como intenção geral, o Santo Padre roga para que todas as instituições "se empenhem para garantir o respeito pela vida humana, desde a concepção até a morte natural".

E, em sua intenção missionária, Bento XVI pede "para que as Igrejas na Ásia, que constituem "um pequeno rebanho" entre as populações não cristãs, saibam comunicar o Evangelho e testemunhar com alegria a sua adesão a Cristo".

Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.


por: Canção Nova Notícias no twitter.com/cnnoticias

Comissão organizadora da CFE 2010 se reúne pela última vez

Comissão organizadora da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2010 se reúne na sede do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) para avaliação da Campanha. O encontro recebe a participação dos representantes das Igrejas que compõem o CONIC. "Desde 2008 a Comissão se congrega para pensar Tema, Lema e demais subsídios. Esta será a última reunião do grupo para a CFE 2010, que tem como objetivo avaliar os frutos desse trabalho", afirmou o reverendo Luiz Alberto Barbosa, secretário geral do CONIC.
Participam do encontro, além do reverendo Luiz Alberto, o padre Luiz Carlos Dias e Therezinha Motta Lima da Cruz (Igreja Católica Apostólica Romana); a reverenda Lucia Dal Pont Sirtoli e o reverendo Cláudio de Souza Linhares, ambos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; o pastor Teobaldo Witter (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil); o reverendo Sandro Xavier, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil; Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia e o padre Gabriele Cipriani.
Para Gabriele, a CFE 2010 foi muito positiva, pois trouxe para a esfera pública um tema de extrema importância, Economia e Vida. "Ainda hoje, nas ruas, nas igrejas e mesmo em ambientes não eclesiais, vemos pessoas comentando o tema a toda hora. No bojo da Campanha, algumas outras ganharam força como a Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra. Enfim, o povo brasileiro, em geral foi bastante favorável à CFE 2010", destacou.


Autor: CNBB

Jesus é único tesouro que deve ser dado à humanidade, recorda o Papa Bento XVI

Ao participar ontem de noite na tradicional procissão com a que conclui o mês Mariano com a oração do Santo Terço, o Papa Bento XVI recordou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo".
Perante a gruta da Virgem de Lourdes localizada nos jardins vaticanos, o Santo Padre se referiu à festa da Visitação da Virgem Maria à sua parenta Isabel e ressaltou que neste gesto "reconhecemos o exemplo mais claro e o significado mais real de nosso caminho de crentes e do caminho da mesma Igreja, que é missionária por natureza, está chamada a proclamar o Evangelho por toda parte e sempre, a transmitir a fé a todo homem e mulher, e em cada cultura".
"Maria permanece com Isabel uns três meses, para oferecer-lhe a proximidade afetuosa, a ajuda concreta e todos aqueles serviços cotidianos que necessitava. Isabel se converte deste modo no símbolo de tantos anciãos e doentes, é mais, de todas as pessoas que necessitam ajuda e amor. Quantas pessoas em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossas cidades, encontram-se hoje em dia nesta situação! E Maria -que se definiu 'a serva do Senhor' - se faz serva dos homens. Mais precisamente, serve ao Senhor que encontra nos irmãos".
Depois de sublinhar que "a caridade de Maria, entretanto, não se limita à ajuda concreta, mas chega ao topo quando dá ao mesmo Jesus, quando faz que o encontremos", o Papa disse: "Este é o coração e a cúpula da missão evangelizadora. Este é o verdadeiro significado e o propósito mais genuíno de todo caminho missionário: doar aos seres humanos o Evangelho vivo e pessoal, que é o mesmo Senhor Jesus".
Seguidamente o Papa assinalou que "Jesus é o verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade. Os homens e mulheres de nosso tempo têm uma profunda nostalgia Dele, inclusive quando parecem ignorá-lo ou rechaçá-lo. A sociedade em que vivemos, Europa, o mundo inteiro, necessitam dele".
Bento XVI ressaltou ao finalizar que "nos foi confiada esta responsabilidade extraordinária. Vivamo-la com alegria e com empenho, para que em nossa civilização reinem a verdade, a justiça, a liberdade e o amor, pilares indispensáveis e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordenada e pacífica".
"Vivamos esta responsabilidade escutando sempre a Palavra de Deus, na união fraterna, na fração do pão e nas orações. Que esta seja a graça que pedimos juntos esta noite à Santíssima Virgem", concluiu.

Autor: Aci Digital

Sacerdote ao “New York Times”: “Sinto-me feliz e orgulhoso pela minha vocação”

Por Nieves San Martín

“Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me feliz e orgulhoso pela minha vocação. Vivo em Angola como missionário há vinte anos.” Assim começa a carta que o missionário salesiano uruguaio Martín Lasarte enviou ao New York Times sem obter resposta. Na carta, explica o trabalho silencioso a favor dos mais desfavorecidos da maioria dos sacerdotes da Igreja Católica que, contudo, “não é notícia”.
Na carta remetida pelo Pe. Martín Lasarte, ele explica que a enviou dia 6 de abril ao jornal nova-iorquino e desde então não obteve resposta. Nela, expressa seus sentimentos diante da onda midiática despertada pelos abusos de alguns sacerdotes, enquanto pouco surpreende o interesse que desperta nos meios o trabalho cotidiano de milhares e milhares de sacerdotes.
“É doloroso muito saber que as pessoas que deveriam ser sinais de amor de Deus tenham sido um punhal na vida de inocentes. Não há palavra que justifique tais atos. Não há dúvida de que a Igreja está do lado dos fracos, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que forem tomadas para a proteção e prevenção da dignidade das crianças serão sempre uma prioridade absoluta”, afirma em sua carta.
Contudo, destaca, “é curiosa a pouca noticiabilidade e desinteresse por milhares e milhares de sacerdotes que trabalham em prol dos milhões de crianças, adolescentes e demais desfavorecidos nos quatros cantos do mundo”.
“Penso que para seu meio de informação não interessa as muitas crianças desnutridas que tive de carregar por caminhos minados em 2002 desde Cangumbe a Luena (Angola), pois nem o governo se dispunha a fazer isso, e as ONGs não estavam autorizadas; tive de enterrar dezenas de pequenos, falecidos entre os deslocados pela guerra e os que retornaram; que salvamos a vida de milhares de pessoas no México mediante o único posto médico a 90 mil km de distância, assim como a distribuição de alimentos e sementes; que demos a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas a mais de 110 mil pequenos…”, afirma.
“Não é de interesse - destaca – que ,como outros sacerdotes, tivemos de socorrer a crise humanitária de cerca de 15 mil pessoas nos quartéis da guerrilha, depois de sua rendição, porque não chegavam os alimentos do governo e da ONU.”
E, em seguida, enumera uma série de ações, muitas vezes em situação de risco ou perda de vida, por seus companheiros que são ignoradas pela mídia.
“Não é notícia um sacerdote de 75 anos, Pe. Roberto, que vai até as cidades de Luanda curando os meninos da rua, levando-os a uma casa de recuperação, para que se desintoxiquem; que alfabetiza centenas de presos; e outros sacerdotes, maltratados e até violentados e buscam um refúgio. Menos ainda que o Frei Maiato, com seus 80 anos, passe de casa em casa confortando os doentes e desesperados.”
“Não é notícia que mais de 60 mil, dos 400 mil sacerdotes e religiosos, deixaram sua terra e sua família para servir seus irmãos em leprosários, hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de bruxaria ou órfãos de pais que faleceram com Aids, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a portadores do HIV… ou sobretudo em paróquias e missões, dando motivações para as pessoas viverem e amarem.”
“Não é notícia que meu amigo, Pe. Marcos Aurélio, por salvar alguns jovens durante a guerra na Angola, transportou-os de Calulo a Dondo e, voltando à sua missão, foi morto no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, por ir ajudar as áreas rurais mais escondidas, foram mortos em um acidente na estrada; que dezenas de missionários na Angola morreram por falta de socorro sanitário, por uma simples malária; que outros voaram pelo céu, por motivo de minas terrestres, visitando seus povos. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região… Nenhum deles passou dos 40 anos.”
“Não é notícia acompanhar a vida de um sacerdote ‘normal’ em seu dia-a-dia, em suas dificuldades e alegrias, consumindo sem barulho sua vida a favor da comunidade à qual serve.”
“A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa Notícia, essa notícia que sem barulho começou na noite de Páscoa. Há mais ruído por uma árvore que cai do que por um bosque que cresce”, destaca.
“Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes – afirma. O sacerdote não é nenhum herói nem um neurótico. É um simples homem que, com sua humanidade, busca seguir Jesus e servir seus irmãos. Há miséria, pobreza e fragilidade, como em cada ser humano; e também beleza e bondade, como em cada criatura…”
“Insistir na perseguição obsessiva em um tema, perdendo a visão de conjunto, cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico, nas quais me sinto ofendido”, afirma.

E conclui: “Só lhe peço, amigo jornalista, que busque a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso o tornará nobre em sua profissão”.



Fonte: Zenit

Santo Sudário pode sustentar a crença na Ressurreição, diz cientista: Novas descobertas não contradizem sua origem divina.

As últimas descobertas sobre o Santo Sudário realizados pelos cientistas da Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento da Itália (ENEA) “não contradizem a teoria da Ressurreição” de Jesus Cristo, conforme declarou o diretor da equipe que realizou a investigação, o professor Paolo Di Lazzaro.

Em uma entrevista à agência Europa Press, Di Lazzaro explicou as conclusões do estudo, que duraram quatro anos e cujo objetivo era descobrir o modo em que foi realizada a enigmática imagem do Santo Sudário de Turim (ao norte da Itália), o linho que, segundo a tradição, cobriu o corpo morto de Jesus Cristo depois da crucificação.
Este manto se converteu em um dos objetos mais estudados do mundo. A principal interrogação que este expõe à ciência é sobre o modo em que foi realizada a imagem, cujas características químicas e físicas são virtualmente impossíveis de replicar, tanto ontem como hoje.
“Pelo momento, não foi possível reproduzi-la com nenhuma técnica conhecida”, já que “embora macroscopicamente pode que não se notem as diferenças, estas resultam evidentes quando se observa a malha em nível microscópico”, detalhou Di Lazzaro.
A particularidade da imagem original reside na “profundidade da coloração”, que foi impressa “de modo muito superficial, unicamente nos estratos mais externos da malha”. Depois de observá-la bem, sua equipe percebeu que “a imagem do Santo Sudário se parecia com as que realizam algumas indústrias têxteis através do laser”, por isso decidiram investigar o fato.
Depois de anos de experiências, a equipe conseguiu, pela primeira vez, “colorir uma malha de linho com a mesma sutil espessura com que foi colorida o Santo Sudário” através de “impulsos de luz ultravioleta extremamente breves mas muito intensos emitidos com um laser especial”.
Mas contudo, os investigadores só conseguiram reproduzir uma parte pequena do Santo Sudário, já que “para colori-la inteira seriam necessários 14 mil lasers, algo que no momento é impossível”, admitiu.
Não obstante, isto não tira valor à descoberta, com a que, pelo menos, “foi possível indicar o mecanismo físico que poderia ter estado na origem da imagem”. Do mesmo modo, ao ser perguntado a respeito, Di Lazzaro considerou que tal mecanismo “não contradiz a teoria religiosa do milagre ou da ressurreição”, já que esta poderia ter sido a causa da descarga de energia que originou a imagem, embora “este é um âmbito do que não podemos nos ocupar como cientistas”, precisou.
Nos últimos dias, Di Lazzaro organizou um seminário em Frascati (centro da Itália) no qual 48 peritos de todo o mundo se reuniram para falar das imagens chamadas acheiropoietos, quer dizer, que “não foram feitas com as mãos”.
O seminário, que terminou esta quinta-feira, contou com a participação de cientistas especializados procedentes de 16 nações. Além do Santo Sudário, foram analisadas a imagem da Virgem do Guadalupe o manto de Juan Diego e o Véu do Manoppello, que segundo a tradição, seria a imagem que teria deixado gravada Jesus no lenço com o que Santa Verônica secou o seu rosto durante a paixão.

Fonte: Blog Carmadelio

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Fé tem mais certezas que a ciência?

Para Mário Novello, físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, a cosmologia virou, com frequência, “uma coisa trivial, simplesmente saber qual porcentagem de matéria dessa categoria ou daquela tem no Universo”.
Tão preocupante quanto isso, diz, é o esnobismo dos cientistas com a filosofia e a metafísica, que os impede de refletir sobre o que fazem. São apenas “técnicos extremamente competentes”.
Novello está lançando o livro “Do Big Bang ao Universo Eterno” (Zahar), que resume sua defesa da ideia de que o Big Bang não foi o começo de tudo. Segundo ele, essa interpretação está conquistando cada vez mais físicos.

A entrevista é de Ricardo Mioto e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 30-05-2010.

Eis a entrevista.
A ideia de um universo eterno está conquistando os físicos?
Ninguém tem dúvidas de que o Universo esteve muito condensado no passado. O problema foi a identificação daquele momento, em que começa a expansão, como o começo de tudo. Sou contra definir o Big Bang como o marco zero. Isso é contra a atitude científica. Mas o cenário está mudando. Entre os cientistas há uma tendência a aceitar que chegou o momento de ir além do Big Bang como o começo.
Mas, quando jovem, o sr. não era partidário do Big Bang como o começo de tudo?
Eu não era. Era uma questão de princípio. A ciência é a tentativa de explicar racionalmente tudo que existe. Eu sabia muito bem que a ideia de singularidade [a concentração de toda a massa do Universo em um único ponto que teria dado origem a tudo que se conhece] significava abdicar de fazer ciência ao longo de toda a história do Universo, significava dizer que a ciência tinha limite. Eu não podia aceitar isso. 
 

©2012 Grupo Renascer | Template Grupo Grupo Renascer by