sábado, 27 de março de 2010

O Significado da Semana Santa

A primeira Semana Santa, pelo plano de Deus, foi à semana mais importante da vida de Jesus Cristo. Esta nossa semana santa, da mesma forma, deverá ser a semana mais importante da vida de cada um de nós. Deve ser uma semana de oração e reflexão, da compreensão dos eventos da paixão de Jesus Cristo, do conhecimento da mensagem de Deus para seu povo.



Introdução:



Local: toda a paixão de Cristo ocorre em Jerusalém e seus arredores;



Época: provavelmente no ano 30 d.C., durante a semana da páscoa dos judeus, entre o 9º e o 16º do mês judaico de Nisã (março/abril). Jerusalém lotada de peregrinos;



Condições políticas: a nação judaica estava sujeita a Roma. Seu governador era Pôncio Pilatos; os judeus eram legislados pelo sumo-sacerdote Caifás e pelo conselho dos 70 anciãos. Na Galiléia, região do norte da palestina, Herodes era o rei;



Acontecimentos recentes: Jesus de Nazaré, que por três anos pregou o Reino de Deus, operou milagres, e finalmente tinha sido proclamado o Filho de Deus, crescia em popularidade de tal forma que os sacerdotes judaicos viram nele séria ameaça a sua autoridade sobre o povo. A recente ressurreição de Lázaro fez com que muitas pessoas acreditassem em Jesus.Os líderes judaicos haviam planejado matar Lázaro e Jesus por incitar motins, e então acabar com a revolta que pudesse estar surgindo. Entretanto, como nação sujeita, subjugada, não poderiam condenar ninguém à morte. Apenas o imperador romano possuía tal autoridade. Agora, com a páscoa dos judeus, havia uma deixa. Sob estas circunstâncias começa a Semana Santa.





O Domingo de Ramos



Tanto Jesus como a população conheciam a oposição das autoridades, mas decidiu não se esconder. Na páscoa, no domingo pela manhã, quando os peregrinos estavam viajando para Jerusalém, Nosso Senhor saiu de Bethânia para Jerusalém, pela estrada principal. Ele enviou os discípulos para buscarem um jumento, como que preparando uma celebração. Os seus seguidores entusiasmados mobilizaram uma procissão triunfal, e triunfante Nosso Senhor entrou na cidade Santa. Esta entrada triunfal foi o grande momento pelo qual Nosso Senhor pôde proclamar o seu reino messiânico. Uma grande excitação prevaleceu na cidade sobre esta chegada. Em direção ao fim do dia, ele pregou a sua morte como sendo "levado da terra", e disse às pessoas: "Ainda um pouco a luz está entre vocês. Andem enquanto ainda possuem a luz, pois a escuridão não os alcançará". Este era o crepúsculo da luz do mundo. Ao anoitecer Nosso Senhor retornou com seus discípulos para Bethânia.

Semana Santa em Camocim

A Paróquia de Camocim, tendo à frente o Padre Evaldo Carneiro, convida a todos para participar das diversas manifestações que celebrarão a Paixão, a Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. As atividades religiosas terão início amanhã (28), às 08:00h, com a Bênção dos Ramos, na Igreja de São Pedro. Em seguida haverá a Missa de Ramos na Igreja de Bom Jesus dos Navegantes (foto).

com cofirmação do Blog camocimonline

sexta-feira, 26 de março de 2010

A Cruz de Cristo revela plenamente o amor de Deus

fonte: pe Alberto Gambarini

Como se nos manifesta o Deus-Amor? Estamos no segundo momento do nosso itinerário. Mesmo se já na criação são claros os sinais do amor divino, a revelação total do mistério íntimo de Deus verificou-se com a Encarnação, quando o próprio Deus se fez homem. Em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, conhecemos o amor em todo o seu alcance. De fato, "a verdadeira novidade do Novo Testamento escrevi na Encíclica Deus caritas est não consiste em idéias novas, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos um realismo extraordinário" (n. 12). A manifestação do amor divino é total e perfeita na Cruz, onde, como afirma São Paulo, "é assim que Deus demonstra o seu amor para conosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós" (Rm 5, 8). Portanto, cada um de nós pode dizer sem receio de errar: "Cristo amou-me e entregou-se a Si mesmo por mim" (cf. Ef 5, 2). Redimida pelo seu sangue, vida humana alguma é inútil ou de pouco valor, porque todos somos amados pessoalmente por Ele com um amor apaixonado e fiel, um amor sem limites. A Cruz, loucura para o mundo, escândalo para muitos crentes, é ao contrário "sabedoria de Deus" para todos os que se deixam tocar profundamente no seu ser, "o que é considerado loucura de Deus é mais sábio que os homens, e o que é debilidade de Deus é mais forte que os homens" (cf. 1 Cor 1, 24-25). Aliás, o Crucificado, que depois da ressurreição traz para sempre os sinais da própria paixão, ressalta as "falsificações" e as mentiras sobre Deus, que se disfarçam com a violência, a vingança e a exclusão. Cristo é o Cordeiro de Deus, que assume os pecados do mundo e desenraiza o ódio do coração do homem. Eis a sua verdadeira "revolução": o amor.

Amar o próximo como Cristo nos ama

Chegamos agora ao terceiro momento da nossa reflexão. Na cruz Cristo grita: "Tenho sede" (Jo 19, 28): revela assim uma sede ardente de amar e de ser amado por todos nós. Unicamente se conseguirmos compreender a profundeza e a intensidade deste mistério, nos apercebemos da necessidade e da urgência de amá-lo por nossa vez "como" Ele nos amou. Isto exige o compromisso de dar também, se for necessária, a própria vida pelos irmãos amparados pelo Seu amor. Já no Antigo Testamento Deus dissera: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19, 18), mas a novidade de Cristo consiste no fato de que amar como Ele nos amou significa amar todos, sem distinções, também os inimigos, "até ao fim" (cf. Jo 13, 1).

Testemunhas do amor de Cristo

Gostaria agora de me deter sobre três âmbitos da vida quotidiana onde vós, queridos jovens, sois particularmente chamados a manifestar o amor de Deus. O primeiro é a Igreja que é a nossa família espiritual, composta por todos os discípulos de Cristo. Recordando-nos das suas palavras: "Por isso é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (Jo 13, 35), alimentai, com o vosso entusiasmo e com a vossa caridade, as atividades das paróquias, das comunidades, dos movimentos eclesiais e dos grupos juvenis aos quais pertenceis. Sede solícitos em procurar o bem do próximo, fiéis aos compromissos assumidos. Não hesiteis em renunciar com alegria a alguns dos vossos divertimentos, aceitai de bom grado os sacrifícios necessários, testemunhai o vosso amor fiel a Jesus anunciando o seu Evangelho especialmente entre os vossos coetâneos.

Preparar-se para o futuro

O segundo âmbito, no qual sois chamados a expressar o amor e a crescer nele, é a vossa preparação para o futuro que vos espera. Se sois noivos, Deus tem um projeto de amor para o vosso futuro de casal e de família e por conseguinte é essencial que o descubrais com a ajuda da Igreja, livres do preconceito difundido de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, constitua obstáculos à alegria do amor e impeça em particular de viver plenamente aquela felicidade que o homem e a mulher procuram no seu amor recíproco. O amor do homem e da mulher está na origem da família humana e o casal formado por um homem e por uma mulher tem o seu fundamento no desígnio originário de Deus (cf. Gn 2, 18-25). Aprender a amar-se como casal é um caminho maravilhoso, que contudo exige um tirocínio empenhativo. O período do noivado, fundamental para construir o casal, é um tempo de expectativa e de preparação, que deve ser vivido na castidade dos gestos e das palavras. Isto permite amadurecer no amor, na solicitude e nas atenções ao outro; ajuda a exercer o domínio de si, a desenvolver o respeito do outro, características do verdadeiro amor que não procura em primeiro lugar a própria satisfação nem o seu bem-estar. Na oração comum pedi ao Senhor que guarde e incremente o vosso amor e o purifique de qualquer egoísmo. Não hesiteis em responder generosamente à chamada do Senhor, porque o matrimônio cristão é uma verdadeira e própria vocação na Igreja. De igual modo, queridos jovens e queridas jovens, estai preparados para dizer "sim", se Deus vos chamar a segui-lo pelo caminho do sacerdócio ministerial ou da vida consagrada. O vosso exemplo servirá de encorajamento para muitos outros vossos coetâneos, que estão em busca da verdadeira felicidade.

Bento XVI fala a 70 mil jovens na praça São Pedro

por Rádio Vaticano
Realizou-se na noite desta quinta-feira, na Praça São Pedro, em clima de grande festa, o esperado encontro de Bento XVI com os jovens da Diocese de Roma e da região italiana do Lácio e muitos deles provenientes da Espanha para festejar o 25º aniversário dos Dia Mundial da Juventude, criado por vontade do Papa João Paulo II.
Já de há muito é tradição este momento de oração e de partilha que envolve o Papa e as novas gerações celebrado na quinta-feira anterior ao Domingo de Ramos, ocasião em que é celebrado no mundo inteiro em nível diocesano o Dia Mundial da Juventude.
O encontro com o Santo Padre foi precedido de um momento de grande animação com os jovens, que teve início às 19h30 locais, marcado por cantos, testemunhos e coreografias.
Às 20h30 locais, o Santo Padre entrou numa Praça São Pedro lotada com 70 mil jovens que, comovidos, saudaram com entusiasmo o Pontífice. A bordo do papamovel, Bento XVI circulou pelos diversos corredores da Praça São Pedro acenando alegremente aos presentes, retribuindo assim o afeto dos jovens.
Após dirigir-se ao patamar da Basílica Vaticana, colocando-se de frente para todos os jovens, teve lugar um dos momentos de particularmente comoventes: a entrada de alguns jovens com a grande Cruz do Dia Mundial da Juventude e com o ícone de Nossa Senhora "Salus Popoli Romani"
Na saudação a Bento XVI, dirigida por seu vigário-geral para a Diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, o purpurado ressaltou, entre outros, que "os jovens amam o Papa" e estão aqui – disse - "para agradecer-lhe pelo fúlgido testemunho de fé que nos oferece ao afrontar provações e incompreensões. Saiba que os jovens amam o Papa, repetiu o Cardeal Vallini, após um longo aplauso que se fez ouvir em toda a Praça.
Após a proclamação do Evangelho do jovem rico teve lugar um momento de diálogo do Pontífice com os jovens. De fato, o Santo Padre respondeu às perguntas de três deles. Antes disso, agradeceu pelo afeto e pela presença. 

Cristo ofereceu-se por nós

por  Do Tratado sobre a fé de Pedro, se São Fulgêncio de Ruspe, bispo (Cap. 22.62: CCL 91 A,726.750-751) (Séc. VI)

Os sacrifícios das vítimas materiais, que a própria Santíssima Trindade, Deus único do Antigo e do Novo Testamento, tinha ordenado que nossos antepassados lhe oferecessem, prefiguravam a agradabilíssima oferenda daquele sacrifício em que o Filho unigênito de Deus feito carne iria, misericordiosamente, oferecer-se por nós.
De fato, segundo as palavras do Apóstolo, ele se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor (Ef 5,2). É o verdadeiro Deus e o verdadeiro sumo-sacerdote que por nossa causa entrou de uma vez para sempre no santuário, não com o sangue de touros e bodes, mas com o seu próprio sangue. Era isto que outrora prefigurava o sumo-sacerdote, quando, uma vez por ano, entrava no santuário com o sangue das vítimas.
É Cristo, com efeito, que si só, ofereceu tudo o quanto sabia ser necessário para a nossa redenção; ele é ao mesmo tempo sacerdote e sacrifício, Deus e templo. Sacerdote, por quem somos reconciliados; sacrifício, pelo qual somos reconciliados; templo, onde somos reconciliados; Deus, com quem somos reconciliados. Entretanto, só ele é o sacerdote, o sacrifício e o templo, enquanto Deus na condição de servo; mas na sua condição, ele é Deus com o Pai e o Espírito Santo.
Acredita, pois, firmemente e não duvides que o próprio Filho Unigênito de Deus, a Palavra que se fez carne, se ofereceu por nós como sacrifício e vítima agradável a Deus. A ele, na unidade do Pai e do Espírito Santo, eram oferecidos sacrifícios de animais pelos patriarcas, profetas e sacerdotes do Antigo Testamento. E agora, no tempo do Novo Testamento, a ele, que é um só Deus com o Pai e o Espírito Santo, a santa Igreja católica não cessa de oferecer em toda a terra, na fé e na caridade, o sacrifício do pão e do vinho.

‘Temos asas e não voamos’, Padre Fábio de Melo campeão de vendas em 2009.

fonte: G1
As vendas de música em formatos digitais, tanto para celulares quanto pela internet, cresceu 159,4% entre 2008 e 2009, informa um relatório divulgado pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) nesta quinta-feira (25).
Os formatos físicos, CDs e DVDs, também apresentaram crescimento no período, mas a cifra é bem mais tímida: 1,08%. Em termos de valores, o mercado de DVDs aumentou 4,62%, enquanto as vendas de CDs mantiveram-se estáveis.

Internet supera telefonia
Além do crescimento acelerado, as vendas de música digital no Brasil apresentaram uma mudança de perfil durante o ano. Pela primeira vez o comércio pela internet superou a comercialização de músicas por telefonia móvel. Em 2009, a internet foi responsável por 58,7% das vendas na área, contra 41,3% para os celulares. Como comparação, em 2008 as cifras ficaram em 22% para a internet e 78% para a telefonia móvel.
Apesar do crescimento, no Brasil as vendas de música digital são responsáveis apenas por 11,9% do mercado no total no país. Na Grã Bretanha, por exemplo, os downloads ocuparam 12,5% do mercado de álbuns e 95% do mercado de singles do país em 2009.

* ‘Saiu’ a pedofilia, entraram a perseguição ao Papa, ao celibato e a Igreja. O nome do perseguidor? Laicismo.

Por Massimo Introvigne

Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.
Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.
Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.
Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.
A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu. 

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Anunciação da Encarnação do Senhor

Anunciação

O dia 25 de março, festa da Anunciação do Senhor, celebra o momento central da história da salvação: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória (Jo 1, 14). O Filho eterno de Deus renuncia à glória divina (cf. Fl 2, 6-11) e, pela ação do Espírito Santo, germina como homem/Deus em Maria.
O seio virginal de Maria representa toda a criação que acolhe a divindade: o ventre de Maria é a arca que recebe a eternidade e nesta, a plenitude dos tempos. O russo Pavel Florensky, cientista-teólogo e mártir do stalinismo afi0rma que toda a história mundial está contida inteiramente em Maria e tudo o que Maria significa se expressa no momento doa anunciação. Com a humanização de Deus se inicia a divinização do homem.

Maria dá início a seu caminho espiritual

A encarnação do Filho de Deus reconstrói as pontes entre Deus e o homem, entre o céu e a terra. Um anjo, Gabriel, que se aproxima de Maria de Nazaré, filha de Joaquim e de Ana, noiva de José (Lc 1, 26-38) e lhe quebra as seguranças. Ela é colocada diante do Deus do diálogo que a interpela a colaborar. Se quiser, pode continuar com seus projetos; é assim que Deus aborda aqueles a quem ama: Deus é diálogo.
O Anjo revela a Maria que Deus é promovedor: se ela quiser, deixará a vida privada e se inserirá num desígnio divino. Ela, porém, é livre e deve decidir.
Maria escuta, pergunta, silencia: Deus respeita a sua pessoa e está ali, esperando a resposta. Livremente, aceita entrar no plano de Deus: Eu sou a serva do Senhor. Aconteça-me segundo a tua palavra! (Lc 1,38). Nesta hora, em Maria estão todas as criaturas, ela contém todos os tesouros que o amor divino preparou para a humanidade que ele quer à sua imagem e semelhança.


Comunhão com o Espírito Santo

O sim a Deus é como o vento impetuoso: tudo é transformado. A virgindade de Maria transforma-se em maternidade. O Deus onipotente aceita a oferta virginal e, preservando-a, gera a maternidade divina. O Todo-Poderoso rebaixa a divindade e eleva a humanidade, num diálogo cujo autor é o Espírito Santo: despojado da condição divina, o Filho eterno aceita ser o filho.
Muitas vezes nossa fé conhece dificuldades porque gostaríamos que Deus se servisse da nossa lógica. Mas ele é paradoxal (cf. Lc 1, 46a.-55, o Magnificat): coloca, lado a lado, a grandeza e a miséria, a maternidade e a virgindade, a presença divina e a fragilidade. Maria é a realização perfeita do paradoxo divino: a virgem de Nazaré é, ao mesmo tempo, a Mãe do Senhor. O fruto de seu ventre é o Criador imortal que quis ser um mortal; gerado eternamente, quis ser gerado no tempo; o mistério incompreensível quis ser compreendido; quem sempre existiu começa a existir nos tempos. O Deus verdadeiro gerado em Maria é o homem verdadeiro (cf. Leão Magno, Tomo a Flaviano, 3-4). 

Quando a confissão comunitária pode ser feita?

Prof. Felipe Aquino - Cléofas

No dia 07 nov 2006 o Papa falou da Confissão Comunitária e pediu aos sacerdotes para observar rigorosamente as normas da Igreja sobre o sacramento da Penitência, em particular as que afetam à absolvição coletiva.

Ao constatar «a crise do sacramento da Reconciliação» o Papa convidou os Bispos da Suíça, em visita “ad limina apostolorum” «a relançar uma pastoral penitencial que estimule a confissão individual».

O Papa disse «Pedi a vossos sacerdotes que sejam confessores assíduos, oferecendo generosamente aos fiéis horários apropriados para a Confissão pessoal; estimulai-os para que eles mesmos se aproximem com freqüência deste sacramento».

«Exortai os fiéis a aproximar-se regularmente do sacramento da Penitência, que permite descobrir o dom da misericórdia de Deus e que leva a ser misericordioso com os outros, como Ele.»

A Confissão «ajuda a formar a consciência, a lutar contra as más inclinações, a deixar-se curar por Cristo, a progredir na vida do Espírito».

O Papa convidou os sacerdotes «a observar rigorosamente as normas da Igreja sobre a absolvição coletiva», «que exigem situações verdadeiramente excepcionais para recorrer a esta forma extraordinária do sacramento da Penitência».

Estas normas, recordou, são apresentadas pelo «Motu proprio» «Misericordia Dei», publicado por João Paulo II em 7 de abril de 2002.

Documentos da Biblioteca Vaticana serão digitalizados: 40 milhões de Páginas!

Foi publicado hoje, no jornal L’Osservatore Romano, que os cerca de 80 mil manuscritos da Biblioteca Apostólica Vaticana serão digitalizados.
Segundo a agência de notícias italiana, Ansa, o processo de digitalização dos manuscritos, porém, pode durar até uma década, já que a estimativa é de que haja 40 milhões de páginas a serem fotografadas (scanneadas).
Outro fator que tornaria demorado o processo de digitalização é a tecnologia utilizada após as obras serem fotografadas. Conforme a Ansa, as imagens ainda serão convertidas em Flexible Image Transport System (Fits), formato elaborado pela Nasa e usado para a conservação de dados de missões especiais.
Para o L’Osservatore Romano, trata-se de um projeto grandioso, em benefício da cultura e especificamente da proteção e preservação dos bens.

quarta-feira, 24 de março de 2010

SUPERSTIÇÃO: DESVIO DO CULTO QUE RENDEMOS A DEUS!

texto: Cássio José

E-mail: cassiouab@hotmail.com

O que vemos nas mais diversas expressões de crendices populares no nosso dia a dia, é o ato do culto que se presta a um determinado deus. O que muitos não sabem, é que tudo o que fizermos, deve ser para a glória de Deus (I Cor 10,31), por que as coisas que os pagãos sacrificam, são sacrificadas aos demônios e não a Deus (I Cor 10,20). Darei exemplos: Quando se vai a um curandeiro ou rezador, todos os gestos e rituais que são feitos naquele local, são como que sacrifícios a alguma divindade. Como não é pra Deus (o Deus verdadeiro, Jesus de Nazaré, pregado pelas Sagradas Escrituras), quem o recebe é o demônio, que a todo o custo quer receber culto e adoração, independentemente da maneira que seja ou da forma que é feita o ritual. Quando alguma pessoa vai atrás de um espírita ou num terreiro de macumba, levando velas pretas, galinha, bebidas, etc, e se faz algum ritual, tal ritual é para culto a Satanás e não para Deus. Se soubéssemos das consequências e do perigo de tais práticas, nunca desejaríamos, nem sequer, pisar e ter contatos com essas pessoas, lugares e ambientes.
Quando tratamos de superstição, devemos ter um cuidado muito grande também. O culto ao demônio pode ser de vários níveis. Na magia negra, há até morte de crianças e rituais de atos sexuais com virgens, por exemplo. No entanto, quando se acredita em qualquer superstição, pratica-se também culto ao demônio, embora de um nível menos elevado.
Geralmente, as superstições atingem as categorias de trazerem sorte ou azar. E em alguns casos, dinheiro. Esses efeitos alcançam o seu objetivo com a crença de que algo material tem certo poder, influência. Exemplos: um gato preto ao ser visto na sexta-feira 13, dá azar; certos números podem nos dá sorte, enquanto outros nos trazem azar. A imagem do Buda, com as costas pra fora, dizem, “chama dinheiro”. Olha como nascem as superstições: “O trevo de quatro folhas é portador de felicidade”. Sabe por quê? Pelo fato de raramente ser encontrado, assim como a felicidade.

NÃO CREMOS DO MESMO JEITO

Senhor Jesus Cristo, Filho eterno, cremos que vieste do seio do único Deus que há. Trindade de pessoas divinas, vieste e viveste entre nós revelando-te o Filho porque não sabíamos e ainda não sabemos ser filhos. Por razões de compreensão, te chamamos de Segunda Pessoa da Trindade. Nossa fala cria separação, mas é o único Deus que existe!
Aprendi que estás no céu e em toda a parte, porque és o próprio céu. Aprendi que o céu não é lugar, mas, sim um modo de ser e de existir. Aprendi que ouves minhas preces por todos os irmãos que te buscam, te amam, te louvam e esperam encontrar-te. Continuamos a saber pouco do teu mistério.
Faço parte daqueles que acreditam na existência de um Deus eterno e todo poderoso que se importa conosco. Mas não cremos todos do mesmo jeito. Suplico-te e suplicarei, sempre que puder, a graça de ser um cristão ecumênico. Naquilo em que estivermos de acordo, caminharemos juntos. Se discordarmos em algo, nem por isso viveremos em discórdia. Queremos aprender a discordar sem perder o respeito e o amor fraterno.
Dá-me, pois, coração e mente suficientemente abertos para sabermos que a luz que brilha no telhados dos nossos templos também brilha nos templos dos outros cristãos; e que a luz que entra pelas janelas e portas da minha casa também entra pelas janelas e portas das casas deles.
Que eu seja suficientemente humilde e fraterno para saber que as graças que me concedes, também as concedes a eles, a cada qual na sua devida dimensão e necessidade, às vezes com tanta generosidade que nem sequer ousaríamos pedir o que nos concedes.
Sei que não é tudo a mesma cosia, mas sei que podemos ser um só coração e uma só alma, ainda que não leiamos os evangelhos do mesmo jeito nem oremos com as mesmas palavras, nem tenhamos teologias e doutrinas iguais a teu respeito.
Concede-me, pois, um coração fraterno e generoso porque, se o teu amor reinar em meu coração eu saberei crer sem ofender, discordar sem deixar de amar, defender meus pontos de vista sem ofender os deles, elogiar o que há de bom nas igrejas deles e, se achar que algum aspecto da nossa igreja é melhor, dizê-lo com humildade e gentileza.
Que o uma fé fraterna e gentil, até mesmo quando discordarmos. Sei que podes e queres isto. E é o que te suplico nesta noite de oração.

texto: pe. Zezinho

Casar é para sempre! Você crê nisso?

Tomás Melendo Granados

Catedrático de Filosofía (Metafísica), Diretor do Departamento de Estudos Universitários sobre a Família da Universidade de Málaga, Espanha.

Hoje em dia, muitos jovens asseguram que não vêem nenhuma razão para contrair matrimônio. Amam-se e nisso encontram justificação de sobra para viverem juntos. Penso que estão enganados…

LEIS E COSTUMES

É verdade que as leis e os costumes sociais retiraram ao matrimônio todo o seu sentido. Em primeiro lugar, a admissão do divórcio elimina a segurança na luta por manter o vínculo; em segundo lugar, a aceitação social de “devaneios” extramatrimoniais suprime a exigência da fidelidade; por último, a difusão dos anticoncepcionais despoja os filhos de relevância e valor.
O que resta então da grandeza da união conjugal? 0 que é feito da arriscada aventura que sempre foi? Para quê passar pela Igreja ou pelo juiz-de-paz? Assim vistas as coisas, teríamos de começar por dar razão àqueles que sustentam a absoluta primazia do “amor”, para depois fazer-lhes ver uma coisa de capital importância: é impossível homem e mulher amarem-se profundamente sem estarem casados.


TORNAR-SE CAPAZ DE AMAR
Ainda que possa causar um certo espanto, o que acabo de dizer não é nada estranho. Em todos os âmbitos da vida humana é preciso aprender e adquirir competências. Por que teria de ser diferente no amor, que é simultaneamente a mais gratificante, a mais decisiva e a mais difícil das nossas atividades? Jacinto Benavente afirmava que “o amor tem de ir à escola”, e é verdade. Para poder amar verdadeiramente, é preciso exercitar-se, tal como, por exemplo, é preciso temperar os músculos para ser um bom atleta.
Ora bem, o casamento capacita para amar de uma maneira real e efetiva. A nossa cultura não acaba de entender o matrimônio: contempla-o como uma simples cerimônia, um contrato, um compromisso… Tudo isso é, sem chegar a ser falso, demasiado pobre.
Na sua essência mais íntima, o ato de casar-se constitui uma expressão delicada de liberdade e de amor. O sim é um ato profundíssimo, inigualável, mediante o qual duas pessoas se entregam plenamente e decidem amar-se mutuamente por toda a vida. É amor de amores: amor sublime que me permite “amar bem”, como diziam os nossos clássicos: fortalece a minha vontade e habilita-a para amar em outro nível; situa o amor recíproco numa esfera mais elevada. Por isso, se não me casar, se excluir esse ato de amor total, ficarei impossibilitado de amar de verdade o meu cônjuge, tal como alguém que não treina ou não aprende uma língua se torna incapaz de falá-la.
À sua jovem esposa, que lhe tinha escrito: “Esquecer-te-ás de mim, que sou uma provinciana, entre as tuas princesas e embaixadoras?”, Bismark respondeu: “Esqueceste que me casei contigo para te amar?” Estas palavras encerram uma intuição profunda: o “para te amar” não indica uma simples decisão para o futuro, inclusive inamovível, mas equivale, afinal de contas, a um “para te poder amar” com um amor autêntico, supremo, definitivo… impossível sem a mútua entrega do matrimônio.

terça-feira, 23 de março de 2010

No resgate do Santo Sudário, um milagre em meio às chamas.

Fonte: Revista Catolicismo

Na noite de 11 para 12 de abril de 1997, pavoroso incêndio ameaçou destruir para sempre uma das mais preciosas relíquias do mundo católico: o Santo Sudário de Turim, mortalha que envolveu por três dias o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, após sua Crucifixão até sua Ressurreição.
Só depois de longo e extenuante combate do corpo de bombeiros, o sacrossanto Linho pôde ser salvo das chamas. Além do Palácio Real, o incêndio destruiu quase completamente a capela de Guarino Guarini — contígua à Catedral de Turim — onde se encontrava a relíquia.
Alguns órgãos da imprensa italiana levantaram suspeitas de o incêndio ter sido criminoso.
Naquele momento dramático, em que tudo parecia perdido, assistimos a uma das mais belas cenas de heroísmo: o bombeiro Mario Trematore lançou-se destemidamente entre as chamas, e com uma grossa barra de ferro golpeou repetidas vezes o vidro à prova de bala que protegia a relíquia, recuperando-a em seguida. Instantes depois, a cúpula inteira da capela desabou.
Com o recuo de uma década, e tendo presente a comoção do mundo católico em vista daquela tragédia que quase se consumou, Catolicismo pediu a seu correspondente em Milão, Sr. Roberto Bertogna, que entrevistasse o Sr. Mario Trematore, a fim de que este narrasse a nossos leitores o emocionante resgate, bem como as lembranças mais significativas que tal acontecimento deixou vincadas em sua alma.

Virgem que chora ‘lágrimas de óleo’ atrai fiéis na França.

fonte: BBC Brasil

Um quadro com uma imagem da virgem Maria que supostamente “chora lágrimas de óleo” criou um fenômeno de peregrinação na França, atraindo centenas de fiéis semanalmente à residência dos donos da obra, nos arredores de Paris.
Segundo relatos da família Altindagoglu, cristã-ortodoxa e de origem turco libanesa, proprietária do quadro, as supostas “lágrimas” com uma textura oleosa começaram a escorrer do rosto da virgem no dia 12 de fevereiro.
A família vê essa data de uma maneira simbólica, afirmando que o suposto evento teria tido início antes da Quaresma, periodo importante para os cristãos.
Inicialmente, a família teria revelado o suposto ocorrido apenas às pessoas mais próximas.
Mas a notícia teria se espalhado que fiéis de outros países, como Bélgica, Espanha, Suíça e Estados Unidos, segundo a família, foram à sua casa para ver o suposto fenômeno, que também interessou seguidores de outras religiões.Benção e prudência

Milionário britânico doa fortuna para pagar promessa.

Um milionário britânico anunciou a doação de quase toda sua fortuna, estimada em 480 milhões de libras (cerca de R$ 1,3 bilhão), para pagar uma promessa feita quando era jovem e pobre.
Albert Gubay, de 82 anos, diz ter feito um “acordo com Deus” quando trabalhava como vendedor de rua na juventude, para torná-lo milionário.
Em troca, segundo declarações feitas há alguns anos a um programa de TV, ele prometeu dividir “meio a meio” sua fortuna, acumulada com a venda da cadeia de supermercados Kwik Saver, fundada por ele, e por investimentos em imóveis e em uma rede de academias de ginástica.
"Faça-me um milionário, e você poderá ter metade de meu dinheiro”, prometeu ele, segundo contou no programa.
Agora, porém, ele decidiu doar quase tudo, ficando com pouco menos de 10 milhões de libras (R$ 27 milhões) para si.

Doações

Gubay passou sua fortuna para o nome de uma fundação que ficará encarregada de distribuir suas doações para caridade. Metade do dinheiro irá para a Igreja Católica, para cumprir com seu acordo.
Mesmo após a doação de sua fortuna, o milionário deverá continuar à frente de suas empresas e disse esperar conseguir elevar o montante de suas doações para mais de 1 bilhão de libras até morrer.
Em 2009, Gubay havia sido listado pela revista Forbes como a 647ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada então em US$ 1,1 bilhão, mas ficou fora da lista de bilionários da revista neste ano, por causa da desvalorização da libra, que derrubou o valor nominal de sua fortuna em dólares.

Fonte: BBC

segunda-feira, 22 de março de 2010

QUALQUER CRISTÃO PODE FAZER EXORCISMO?

texto: Cássio José (Coordenador do Grupo Renascer Camocim)

É natural perceber essa pergunta quando pregamos sobre Senhorio de Jesus, Falsas Doutrinas ou até mesmo Nova Era e Satanismo em algum Seminário de Vida no Espírito Santo. A curiosidade surge pelo fato de haver a denúncia de algumas falsas doutrinas como superstição, astrologia (signos, horóscopos), espiritismo (e suas ramificações: macumba, candomblé, umbanda, quimbanda...), satanismo, maçonaria, etc.
Independentemente disso, pode acontecer de um dia, cedo ou tarde, o cristão ser pegue de surpresa em qualquer momento de seu ministério de ser chamado para “expulsar” algum demônio de alguém pode está possesso.

Todo cristão é sacerdote, profeta e rei quando, em Cristo, recebeu o Sacramento do Batismo. A partir daí, ele tem todo o poder do Espírito Santo para manifestar a graça de Deus e seu poder, seja cura, milagres, expulsar demônios.

Segundo um artigo de D. Gabriele Anorth, publicado na revista Vida Pastoral italiana, janeiro de 1998, pelo seguimento as palavras de Jesus e o exemplo dos apóstolos, nos três primeiros séculos, era dada a liberdade para todos os cristãos realizarem exorcismos. Essa prática é comprovada por meio dos escritos de pessoas do porte de São Justino de Roma, Tertuliano, Santo Irineu, entre outros.

No século IV o exorcismo era largamente praticado, conservando-se a lembrança de alguns exorcistas: São Martinho de Tours e os primeiros monges, como Santo Antão, Santo Pacômio e outros. A partir de 416, o papa Inocêncio I estabelece que os exorcismos somente poderiam ser realizados com autorização de um bispo.

Por isso, Igreja tem certo cuidado e zelo quando se trata em questões de exorcismos. Podemos dizer que existem orações de libertação (que qualquer cristão pode chegar a fazer), e a Celebração do Exorcismo (que pode ser feita somente com um sacerdote exorcista). O padre Vagner Baia, consagrado na Comunidade Canção Nova, faz parte da Associação Mundial dos Exorcistas, nos em seu livro, algumas orientações quanto a prática do Exorcismo:

“O ministério de exorcizar os atormentados é concedido por peculiar e expressa licença do Ordinário local que, normalmente, será o próprio bispo diocesano. Essa licença só deve ser concedida a um sacerdote que se distinga pela ciência, prudência, integridade de vida e especificamente preparado para esta função. pode ser somente pelo sacerdote a quem foi conduzido o “Múnus de exorcista”, de modo estável ou para um caso sob moderação do Ordinário”. (Do Livro Liberto das Forças Ocultas, p. 89).

Algumas observações são feitas pelo padre Vagner Baia, para tratar-se ou não, de possessão:

“Em primeiro lugar, não creia facilmente que alguém esteja possesso pelo demônio, pois pode tratar de outra doença, sobretudo psíquica... Igualmente, para não ser induzido a um erro, preste atenção aos artifícios e fraudes usados pelo diabo para enganar a pessoa, para convencer o possesso a não se submeter ao Exorcismo, diz tratar-se de doença natural ou que depende de médico ” (idem).

Vagner Baia, ainda explica que alguns sinais podem ser comprovações de que se trata de possessão: forte aversão a Deus, ao Santíssimo nome de Jesus, à Bem Aventurada Virgem Maria e aos Santos, á Igreja, á Palavra de Deus, ás coisas, Ritos, especialmente sacramentais e imagens sacras. Os sinais de obsessão diabólica, segundo a praxe comprovada, são: falar muitas palavras numa língua desconhecida ou entender alguém que fala; manifestar coisas distantes ou ocultas; mostrar forças superiores à idade ou ás condições físicas...

O exorcismo deve ser feito de forma que manifeste a fé da Igreja e ninguém pode considerá-lo uma ação mágica ou supersticiosa. Deve-se tomar cuidado para que não se transforme num espetáculo para os representantes. Enquanto se faz o Exorcismo, de forma alguma se dê espaço para qualquer meio de comunicação social e que, antes de fazer o Exorcismo e depois de tê-lo feito, o exorcista e os presentes não divulguem a notícia, observando a necessária descrição.

O Catecismo da Igreja Católica assim descreve sua explicação quanto ao Exorcismo:
“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do Maligno e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus praticou-o (Mc 3, 15; 6, 7.13; 16, 17.), é d'Ele que a Igreja obtém o poder e encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, faz-se o exorcismo na celebração do Batismo. O exorcismo solene, chamado «grande exorcismo», só pode ser feito por um presbítero e com licença do bispo. Deve proceder-se a ele com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo tem por fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. Por isso, antes de se proceder ao exorcismo, é importante ter a certeza de que se trata duma presença diabólica e não duma doença”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 1673).



Referências Bibliográficas:
ü Bíblia Sagrada Ave Maria;

ü Catecismo da Igreja Católica;

ü Católico pode ou não pode? 2 parte, padre Alberto Gambarine;

ü Libertos das Forças ocultas, padre Vagner Baia.

Cássio José

E-mail: cassiouab@hotmail.com

O matrimônio no olhar dos jovens.

Pesquisa recente dos Cavaleiros de Colombo e do Marist Institute for Public Opinion constatou que os jovens católicos americanos nascidos entre 1978 e 2000 são, em sua maioria, crentes. 85% crêem em Deus.
Suas prioridades são o matrimônio e a proximidade com Deus; 82% deles acreditam que a importância do matrimônio tem sido subestimada no meio social. 60% consideram práticas como o aborto e a eutanásia moralmente erradas.
Apesar dessas amostragens positivas, também constatou-se também os efeitos da “ditadura do relativismo”, como o Papa Bento XVI costuma se referir à onda de permissividade e relativismo moral que vigora atualmente no mundo, sobre a educação destes jovens. 61% deles acreditam ser justo que o católico pratique mais de uma religião, e 82% consideram as questões morais “relativas”.
Ao evangelizar esses jovens e afastá-los do relativismo (trazendo-os, conseqüentemente, definitivamente para Cristo) é preciso dar destaque ao positivo, a matéria diz, segundo o próprio Papa Bento XVI:
“O cristianismo, o catolicismo, não é uma acumulação de proibições, mas sim uma opção positiva. E é muito importante que esta concepção seja restaurada, uma vez que, nos dias de hoje, está quase completamente desaparecida. Falou-se tanto sobre o que não seria permitido, que agora precisamos dizer: temos uma proposta positiva: o homem e a mulher são feitos um para o outro, existe uma escala – por assim dizer: sexualidade, Eros, Ágape, que são as dimensões do amor.
E assim se constitui inicialmente no matrimônio o encontro pleno de felicidade entre um homem e uma mulher, em seguida a família, que garante a continuidade através das gerações, e na qual se realiza a reconciliação entre as gerações. Por isso, primeiramente, é necessário deixar claro aquilo que defendemos.” — Bento XVI
Não sei o que descobriríamos se tal pesquisa fosse feita também aqui no Brasil, mas se percebermos que os jovens têm o matrimônio em tão alta conta, e entendem que a instituição do matrimônio têm sido desvalorizada (e até mesmo atacada) pela sociedade, basta apresentar a eles a visão positiva que a Igreja tem a respeito do Sacramento do Matrimônio, e o belíssimo sentido do amor esponsal na doutrina cristã, que esta mensagem será capaz de ecoar nesses jovens corações durante toda a sua caminhada enquanto esposos e pais católicos.


Fonte: Shalom

Artista espanhol diz ter criado representação ‘fiel’ de Cristo crucificado.

Um artista espanhol criou, com base em dez anos de estudos do Santo Sudário, uma escultura que mostra Jesus Cristo crucificado, coberto de ferimentos e ensanguentado, que segundo ele seria uma reprodução fiel de seu estado físico uma hora depois de sua morte.
O escultor e professor da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro, disse à BBC Brasil que “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.
“Levá-la adiante foi um passo valente. A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas se trata de uma peça única no mundo que reproduz com fidelidade a cena do calvário”, completou o autor, que levou mais de dois anos para concluir sua obra.
A escultura detalha cada ferimento no corpo de Cristo a partir de dez anos de estudos de Miñarro sobre o Santo Sudário, o tecido que teria coberto o corpo de Jesus em seu sepultamento, além de pesquisas promovidas pelas universidades de Córdoba, que tomou a iniciativa de criar a escultura, e de Sevilha.
A escultura do Cristo ensanguentado está exposta desde o dia 11 de março na Igreja Pedro de Alcântara, na cidade de Córdoba, e sairá em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

‘Exatidão matemática’

Com base na análise do sudário, o escultor tentou reproduzir “com exatidão matemática” as perfurações causadas pela coroa de espinhos, as feridas decorrentes da flagelação e as lacerações produzidas pelas quedas durante a Via Crucis.
A estatura, o tamanho da cabeça, tronco e extremidades, a fisionomia do rosto e até o detalhe do pé esquerdo sobrepondo-se ao direito têm como referência a relíquia histórica.
A pesquisa também incluiu investigações sobre o material usado nos chicotes com bolas de metal nas pontas usados para açoitar Jesus. A reprodução da coroa de espinhos foi feita com galhos de uma planta chamada jujube (zizyphus spina christi), que seria a planta originalmente usada para construir o instrumento de tortura.
Uma equipe de médicos fez um estudo hematológico para diferenciar as marcas de sangue derramado antes e depois da morte de Cristo, para que a pintura da escultura pudesse refletir essa diferença, especialmente nas chagas das costas, mãos e pés.
O autor chegou a trazer areia de Jerusalém para reproduzir as marcas das quedas durante o calvário nos joelhos e tronco de Jesus.

Realismo polêmico

“A intenção é situar os fiéis naquela realidade e que quem olhe a imagem tenha uma visão o mais próxima possível do que realmente ocorreu”, disse à BBC Brasil o professor da Universidade de Córdoba e participante da pesquisa, Miguel Rodríguez Pantoja.
Mas todo esse realismo não foi bem aceito por todos. Quando a ideia surgiu pela primeira vez, nos anos 90, o projeto chegou a ser impedido pelo bispo de Sevilha, Javier Martínez, que o considerava agressivo.
“Ninguém nega a verdade de que o martírio foi assim, o que se deve questionar é esta exibição de torturas”, disse à BBC Brasil o presidente da junta de confrarias católicas de Andaluzia, Fernando Vaquero Sanchez.
“A imagem não desperta emoção, sentimentos de compaixão, fraternidade ou perdão próprios de uma Semana Santa, mas horror. Como pode se sentir uma criança numa procissão diante de um Cristo ensanguentado?”, questionou.
Mas Pantoja defendeu a obra. “Entendo que fira sensibilidades porque expressa um sofrimento terrível, mas o sentido da Semana Santa também é esse. Lembrar do calvário de Jesus Cristo para refletir nos valores e renovar a fé na ressurreição”, disse.

Fonte: BBC Brasil

NOTÍCIAS DA RCC NA DIOCESE DE TIANGUÁ

fonte : Blog RCC Camocim

O Conselho Diocesano da Renovação Carismática Católica de Tianguá esteve reunido nos dias 20 e 21 de Março. O encontro foi realizado em forma de retiro (nos arredores da cidade de Tianguá), contando com a presença do Coordenador Estadual da RCC, James Apolinário, da Coordenadora Diocesana da RCC, Lucivanda Fontenele, de Coordenadores Diocesanos de Ministérios e de Coordenadores Paroquias (dentre estes, a Coordenadora Paroquial da RCC Camocim, Raimunda Ferreira Lima Rocha, que teve assim o seu primeiro momento junto ao Conselho Diocesano).
Além de vivenciar fortes momentos de oração e de escuta a Deus, os participantes puderam acolher os direcionamentos apresentados pelo Coordenador da RCC Ceará, sendo enfatizado: o Projeto Amigos de Deus, o Planejamento Estratégico para a RCC Brasil (2010 - 2017), as particularidades da missão de coordenar, e ainda sobre o rhema adotado pelo Conselho Estadual da RCC para o ano em curso: Com o coração puro e espírito de firmeza, nós formamos para um amadurecimento na missão.
Dentre os encaminhamentos apresentados pela Coordenadora Diocesano e aprovados pelos membros do Conselho, destacam-se:

- a mudança da data do Encontro Diocesano de Formação para Ministérios da RCC, a ser realizado nos dias 05 e 06 de Junho (em Tianguá);

- a definição dos novos coordenadores diocesanos de ministérios, a saber, Francisca das Chagas Dourado (Camocim) para o Ministério de Pregação e Mário Roberto Ferreira Lima (Camocim) para o Ministério de Formação;
- e ainda a confirmação da cidade de São Benedito como sede do Congresso Diocesano da RCC (dias 27 e 28 de novembro de 2010), mais precisamente no Santuário de Nossa Senhora de Fátima da Serra Grande, tendo em vista o convite feito pelo Padre Antonio para o movimento carismático, por ocasião do Congresso realizado em 2009 na cidade de Croatá.

O encontro também contou com a agradável presença do Padre Manoel Freitas, recém ordenado sacerdote da Diocese de Tianguá, que, com grande alegria e numa atitude de disponibilidade, presidiu para o Conselho a Celebração Eucarística.
Ao final do encontro, os participantes definiram, a partir das moções dadas pelo Espírito Santo, o tema para a RCC na Diocese de Tianguá: "Diante do Senhor, em louvor e adoração, para estar diante do povo!".

O marxismo: origem da ideologia de gênero

A ideologia de gênero, que causou enorme discussão na IV Conferência mundial das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim, 1995), tem sua origem em Frederick Engels, amigo inseparável de Karl Marx. Em seu livro “A origem da família, da propriedade e do Estado” (1884), Engels dizia:
“O primeiro antagonismo de classes da história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, unidos em matrimônio monógamo, e a primeira opressão de uma classe por outra, com a do sexo feminino pelo masculino”[2].
Segundo a doutrina marxista, não há conciliação possível entre as classes. Operários e patrões são necessariamente inimigos. Os operários não devem buscar melhorias para sua classe. Devem fazer uma revolução, que terá por fim acabar com as classes. Marx pregava uma tomada do poder pelo proletariado. Depois de algum tempo, o Estado iria desaparecer, não haveria mais classes sociais e tudo seria comum. Seria instaurado o comunismo.
Seguindo a mesma linha, o feminismo atual, com bases no marxismo, não deseja simplesmente melhorias para as mulheres. Deseja eliminar as “classes sexuais”. Diz a feminista radical Shulamith Firestone, em seu livro “The Dialectic of Sex” (A dialética do sexo):
”… assegurar a eliminação das classes sexuais requer que a classe subjugada (as mulheres) faça uma revolução e se apodere do controle da reprodução, que se restaure à mulher a propriedade sobre seus próprios corpos, como também o controle feminino da fertilidade humana, incluindo tanto as novas tecnologias como todas as instituições sociais de nascimento e cuidado de crianças. E assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio da classe econômica, mas com a própria distinção entre classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente – à diferença do primeiro movimento feminista – não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.
As feministas de gênero, fiéis à visão marxista, dizem que toda desigualdade é injusta. Que o trabalho exercido pelo homem seja diferente do exercido pela mulher é simplesmente uma injustiça institucionalizada. É preciso acabar com ela. A respeito da mulher que opta por ficar em seu lar cuidando dos filhos, diz a feminista Christina Hoff Sommers:
“Pensamos que nenhuma mulher deveria ter esta opção. Não se deveria autorizar a nenhuma mulher ficar em casa para cuidar de seus filhos. A sociedade deve ser totalmente diferente. As mulheres não devem ter essa opção, porque se essa opção existe, demasiadas mulheres decidirão por ela”[3].

Argentina: Firme oposição à lei de uniões homossexuais.

Doutor Nicolás LafferriereO doutor Nicolás Lafferriere, diretor geral do Movimento FUNDAR, na Argentina expôs esta semana ante a Comissão de Legislação Geral da Câmara de Deputados da Nação uma série de sólidos argumentos que explicam sua posição de rechaço aos dois projetos legislativos de modificação do Código Civil e legalização das uniões de pessoas do mesmo sexo.
Lafferriere assinalou que o matrimônio não é uma simples etiqueta que se coloca ou se retira de certas formas de união entre pessoas (como se o pudéssemos chamar associação ou outro tipo de denominação), mas sim expressa essa peculiar instituição humana que oferece o melhor âmbito para a entrega mútua entre homem e mulher que está na base da transmissão da vida humana”.
Ao referir-se à adoção por parte de homossexuais, o perito disse que “se desintegra seriamente essa nobre instituição jurídica, que deixa de estar em função do interesse superior da criança e se converte em um mecanismo para prover um filho a certos pais. Isso sem considerar as objeções que se destacam em torno dos efeitos sobre a identidade das crianças de uma tal possibilidade de adoção por parte de uniões homossexuais”.
Lafferriere rechaçou logo a procriação artificial nas uniões homossexuais pois suporta a “uma desumanização do ato de transmissão da vida, que se converte assim em um mero procedimento técnico de ‘fabricação’ de um filho, para satisfazer uma ‘vontade de procriação” recortada totalmente dos pressupostos biológicos da união sexual entre homem e mulher”.
“Os projetos, ao redefinir matrimônio, pretendem conceder às uniões de pessoas do mesmo sexo ‘todos os benefícios’ do matrimônio, sem cumprir com essa função social que sim é cumprida, de maneira própria, específica e excludente, pelo matrimônio entre varão e mulher. Resulta objetável, neste sentido, o artigo 33 do projeto da Deputada Vilma Ibarra, que concede uma sorte de ‘cheque em branco’ ao pretender equiparar ao matrimônio às uniões de pessoas do mesmo sexo em todo o ordenamento jurídico”.
Depois de advertir que neste delicado tema os legisladores têm uma grande responsabilidade, o perito concluiu exortando a fortalecer a instituição familiar: “se queremos contribuir ao verdadeiro desenvolvimento nacional temos que caminhar na direção de fortalecer ao matrimônio entre homem e mulher, como instituição estável que oferece o âmbito adequado para a transmissão da vida humana e a geração de uma sociedade mais fraterna e justa”.

ACI

domingo, 21 de março de 2010

LITURGIA DE DOMINGO

Escrito por Dom Henrique
V Domingo da Quaresma – Ano C

Is 43,16-21



Sl 125


Fl 3,8-14


Jo 8,1-11


Homilia I


Vai se intensificando a preparação para o Tríduo Sacro que nos faz celebrar a Santa Páscoa. Desde a segunda-feira passada, as



leituras do Evangelho de João apresentam-nos Cristo em tensão com os judeus, tensão que culminará com sua morte. Hoje, a liturgia permite que cubramos as imagens de roxo ou branco, exprimindo o jejum dos nossos olhos: a necessidade de purificar o olhar de nosso coração, para irmos direto ao essencial: “a caridade, que levou o Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo” (Oração da Coleta). A partir de amanhã, segunda-feira, este clima de preparação para o mistério pascal intensifica-se ainda mais com o Prefácio da Paixão, rezado em cada Missa.



Por tudo isso, o profeta Isaías, em nome do Senhor, nos convida a olhar para frente, para o mistério que é maior que qualquer outra ação de Deus: o mistério do Filho em sua paixão, morte e ressurreição: “Não relembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos. Eis que eu farei coisas novas, e que já estão surgindo: acaso não as reconheceis”. Mais que a criação, mais que a travessia do Mar Vermelho, mais que a água jorrada da rocha... o Senhor fará algo definitivo! Ele abrirá uma estrada no deserto, fará correr rios em terra seca!



Pensemos estas imagens à luz da Páscoa: o Senhor Jesus nos abrirá no deserto da morte – e das mortes da vida – uma estrada de vida, um caminho para o Pai: “Vós me ensinareis o caminho da vida!” O Senhor Jesus fará brotar de seu lado aberto o rio da graça, o rio dos sacramentos, do Batismo (água) e da Eucaristia (sangue) que regam e fertilizam a nossa pobre existência! “Eis que eu farei coisas novas!”



Nunca esqueçamos que a Páscoa do Senhor – Passagem deste mundo para o Pai, atravessando o tenebroso vale da morte – é também a nossa Páscoa: Passagem pela vida neste mundo, que terminará com Cristo na plenitude do Pai; mas também, já agora, Passagem sempre renovada do pecado para a graça, dos vícios para a virtude, de uma vida centrada em nós mesmos, para uma vida centrada com Cristo em Deus. É este, precisamente, o sentido do Evangelho deste Domingo: a mulher pecadora, renovada pelo perdão do único que poderia condená-la, porque o único Inocente: “Eu não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. Diante do Cristo, o Inocente que por nós será entregue e por nós livremente entregar-se-á, como não nos reconhecermos culpados? Como não termos vergonha de julgar e condenar os demais? Como não nos sentirmos amados, acolhidos e perdoados por Aquele que nos lavou com o seu sangue, nos aliviou com suas dores e nos revivificou com a sua Ressurreição? Afinal, quem é essa mulher adúltera? Não é Israel, que se prostituiu? Não é a Igreja, quando nos seus filhos pecadores, trai o Evangelho? Não somos nós, cada um de nós, com nossas infidelidades, covardias e incoerências? Todos pecadores, todos necessitados do perdão, todos perdoados e acolhidos por Aquele que não tem pecado!

Igreja Católica deixa de perder fiéis, aponta pesquisa.

A Reportagem diz respeito a realidade do Espirito Santo, mas se torna importante na medida que pode exprimir uma tendência para todo o Pais.

Gazeta online

44% dos moradores da grande Vitória se declaram católicos
A Assembleia de Deus deixou de conquistar adeptos e agrega 12% da população
A igreja Batista tem 5% da população e a Maranata também tem 5%

A igreja Católica deixou de perder fiéis. De acordo com pesquisa realizada pela Futura, 44% dos moradores da Grande Vitória se dizem católicos, um índice que se manteve estável nos últimos três anos, depois de perdas sucessivas entre 2004 e 2007. Mesmo com a perda de fiéis, a igreja Católica é majoritária, quatro vezes maior que a religião que está em segundo lugar em número de fiéis – a Assembleia de Deus, que tem 12% da população da Grande Vitória.
A Assembleia de Deus, igreja que mais cresceu na Grande Vitória nos últimos anos, deixou de conquistar adeptos nos últimos 12 meses. De acordo com a pesquisa, a Assembleia de Deus – igreja calcada no protestantismo pentecostal – agrega hoje 12% da população, enquanto no ano passado eram 13%. Mesmo assim se manteve como a segunda religião, depois do catolicismo, com maior número de fieis na região. Há seis anos eram 8%. Na terceira posição há um epate técnico entre Batistas e Maranatas que dividem os números de seguidores. A igreja Batista tem 5% da população e a Maranata também tem 5%.
A pesquisa mostra ainda que a igreja Católica e a Assembleia de Deus têm seguidores com perfis bem distintos. Os católicos majoritariamente moram em Vitória, têm boa escolaridade e renda elevada, já os fiéis da Assembleia de Deus moram principalmente em Cariacica (ES) e Serra (ES), são pouco escolarizados e de baixa renda. O espiritismo cristão tem grande penetração entre pessoas com elevada escolaridade e alta renda.

Participação
A maioria dos moradores da Grande Vitória que professa alguma religião não costuma fazer trabalhos religiosos. A pesquisa mostra que 66% deles não fazem trabalhos, embora frequentem missas e cultos. Nem mesmo eventos e encontros promovidos pelas igrejas têm grande público. 11% vão a encontros de jovens de suas igrejas; outros 7% participam de círculos de oração; 6% participam de reunião e outros vão a congressos; e 5% participam de encontros de casais, retiros espirituais ou evangelização. 22% disseram que não participam de qualquer evento ou encontro de suas igrejas. 

Como ser um católico bem formado?

"Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos..." (Hb 5, 13-14).

O autor da Carta aos Hebreus escreveu: "Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal" (Hb 5, 13-14). Sem esse "alimento sólido", que a Igreja chama de "fidei depositum" (o depósito da fé), ninguém poderá ser verdadeiramente católico e autêntico seguidor de Jesus Cristo.
Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico hoje é a formação na doutrina. Por não a conhecer bem, esse mesmo povo, muitas vezes, vive suaespiritualidade, mas acaba procedendo como não católico, aceitando e vivendo, por vezes, de maneira diferente do que a Igreja ensina, especialmente na moral. E o pior de tudo é que se deixa enganar pelas seitas, igrejinhas e superstições.
Em sua recente viagem à África, que começou em 17 de maio de 2009, o Papa Bento XVI deixou claro que a formação é o antídoto para as seitas e para o relativismo religioso e moral. Em Yaoundé, em Camarões, o Sumo Pontífice disse que "a expansão das seitas e a difusão do relativismo - ideologia segundo a qual não há verdades absolutas -, tem um mesmo antídoto, segundo Bento XVI: a formação". Afirmando que: «O desenvolvimento das seitas e movimentos esotéricos, assim como a crescente influência de uma religiosidade supersticiosa e do relativismo, são um convite importante a dar um renovado impulso à formação de jovens e adultos, especialmente no âmbito universitário e intelectual». E o Santo Padre pediu «encarecidamente» aos bispos que perseverem em seus esforços por oferecer aos leigos «uma sólida formação cristã, que lhes permita desenvolver plenamente seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, econômica, social), que é compromisso característico da vocação secular do laicado».
Desde o começo da Igreja os Apóstolos se esmeraram na formação do povo. São Paulo, ao escrever a S. Tito e a S. Timóteo, os primeiros bispos que sagrou e colocou em Creta e Éfeso, respectivamente, recomendou todo cuidado com a "sã doutrina". Veja algumas exortações do Apóstolo dos Gentios; a Tito ele recomenda: seja "firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem" (Tt 1, 9). "O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina" (Tt 2,1). 

Deus não poderia escolher outra pessoa; Ele quis voce!

São Paulo diz que foi como que crucificado com Cristo na cruz. Mas como a pessoa pode ter coragem de dizer isso? É a experiência do amor de Deus e a fé.
Muitos de nós já fizemos uma experiência do amor de Deus. Mas o problema é que a experiência do batismo no Espírito Santo é algo muito bom, mas que evapora. Isso quer dizer que tudo aquilo que é sentimento ou experiência humana é passageiro. Os sentimentos são efêmeros, não permanecem. Mas a fé no amor de Deus deve permanecer para sempre. Eu preciso crer nisso: Ele me amou. É preciso fazer uma distinção entre sentir o amor de Deus e crer no amor de Deus. No início fazemos uma experiência, mas depois Deus tira a "mamadeira". Ele quer que cresçamos espiritualmente. Começamos então a caminhar na fé, sem sentir a presença de Deus.
Fé, portanto, é acreditar naquilo que não se vê. Assim nós temos que crer no amor de Deus. Sim, você pode ter experimentado o amor de Deus, mas também quando a experiência humana for embora, você pode duvidar. Por isso é preciso crer concretamente no amor de Deus.
Deus poderia ter escolhido pessoas melhores do que nós, mas Ele não quis. Vou fazer uma comparação: imagine Deus entrando numa loja bem sofisticada, de vasos preciosos e olhando vaso por vaso: um vaso de ouro, com brilhantes, de porcelana, da China, outro de prata e marfim, de milhões de dólares. Ele, porém, não escolhe nenhum desses vasos. Ao contrário, atravessa a loja, desce até o porão e vai ao banheiro dos empregados e pega um penico, um penico velho, enferrujado, sujo, com moscas ao redor. Esse penico sou eu, é você.
Deus nos escolheu, Deus nos quis. Poderia ter escolhido coisa muito melhor. "Esse penico? E o vaso de marfim, o de ouro?" E Ele diz: "Mas eu não amei nenhum desses vasos preciosos, eu amei você, eu te escolhi." É a eleição de Deus. Ele nos escolheu e colocou um tesouro dentro desse "penico sujo", o tesouro do seu amor. Mas nós não aceitamos isso, porque queremos ser amados por nossos méritos. Só aceitamos ser amados se realmente valemos a pena. Parece humilhante sermos amados no meio das nossas misérias, mas Ele nos ama assim mesmo. Ele não espera a nossa conversão para nos amar. 

O namoro cristão e suas exigências libertadoras

Pe. Marcos Chagas


As amizades e os namoros devem ser marcados pelo autêntico desejo de uma autoconstrução positiva, no respeito recíproco e na dedicação a deveres assumidos com seriedade e responsabilidade. São ocasiões de crescimento verdadeiro.
O tempo que antecipa a vivência do matrimônio deve ser uma etapa de mútuo conhecimento, diálogo, oração e descoberta da pessoa amada numa acolhida positiva e fecunda. É um tempo de aprender a superar os conflitos e conviver sadiamente com as diferenças. Seguramente exigirá algumas renúncias; estas, assumidas com coragem e generosidade, criarão nos noivos ou namorados capacidades e possibilidades de assumirem sempre novas renúncias e os desafios próprios na vivência madura de um matrimônio autenticamente cristão.
O deterioramento de certos casamentos pode ter como causa o desgaste. E por que este amor esfriou e acabou? Por faltarem bases sólidas. O amor, durante o tempo do namoro, foi superficial, muito apegado aos prazeres e às facilidades. Faltou a renúncia, a oblatividade. Talvez tenha sido marcado pela incapacidade de sofrer e dar a vida pela pessoa amada. Sem o espírito altruísta, sem a gratuidade que se consolida no sacrifício e na renúncia, o amor não se sustenta.
Quem pode garantir que haverá fidelidade nas tribulações, nas crises matrimoniais, nas doenças, nas dificuldades econômicas, nos desafios do controle de natalidade responsável, da gestação e da criação dos filhos, nas tentações de outros amores que prometem e parecem resolver todos os problemas? Os noivos, na liturgia do matrimônio, prometem ser fiéis um ao outro "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se todos os dias da própria vida". Estas promessas não serão cumpridas quando o amor é hedonista, egoísta, superficial, sem nenhuma capacidade de abraçar renúncias e sofrimentos. A intimidade - tantas vezes entendida como acesso ao corpo do outro - "acontece quando um indivíduo é capaz de equilibrar o dar e o receber e pode buscar satisfazer mais o outro do que simplesmente buscar a auto-satisfação e o sucesso".
Relacionamentos superficiais e instrumentalizadores da pessoa do outro em proveito próprio (do próprio prazer) podem gerar frustrações, desconfianças e medo de viver um relacionamento profundo e verdadeiro.
É bem verdade que um desejo de manifestar fisicamente o amor, o afeto profundo, é natural e compreensível. Mas quando assume conotações claramente sexuais (através de carícias que induzem ao uso da genitalidade) esse relacionamento queima etapas e assume atitudes que são próprias do matrimônio enquanto convívio estável na manifestação de um amor esponsal sacramentalizado com finalidades unitivas (o bem dos cônjuges) e procriativas (abertura à geração de filhos), formando assim uma família. 
 

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