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sábado, 13 de março de 2010

Vaticano: fracassaram esforços para envolver papa em escândalos.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou neste sábado que os “esforços para envolver pessoalmente” o papa Bento XVI nos escândalos de pedofilia na Igreja Católica “fracassaram”, em declarações a Rádio Vaticano.
- É mais que evidente que nos últimos dias alguns buscaram – com certo rancor em Ratisbona e Munique – elementos para envolver pessoalmente o Santo Padre nas questões dos abusos sexuais, mas está claro que os esforços fracassaram – disse o padre Lombardi na rádio em que dirige.
Ao citar Ratisbona e Munique, Lombardi se referia ao fato do escândalo de pedofilia na Alemanha ter envolvido o coral de Ratisbona, dirigido durante 30 anos pelo irmão do papa, monsenhor Georg Ratzinger, e o questionamento ao papa por um jornal alemão de que Bento XVI teria abrigado um padre suspeito de pedofilia quando dirigia a diocese de Munique.

Pais: Seus filhos também curtem Crepúsculo?

Você é pai de uma adolescente e sabe o quanto são curiosos. Como você lida com essa questão em casa?

Essa é uma pergunta bastante pessoal e, por isso, talvez não se aplique a outros casos. Em relação à minha filha, por mais que alguém ache que seja retrógrado pensar assim, ela conhece limites. Não tenho nenhum receio em dizer “não” para ela. Afinal, ela só tem 11 anos e não pode decidir (inclusive legalmente) por sua vida. Agora, é lógico, entendo que não basta simplesmente dizer “não” sem que a situação sirva de experiência, ou seja, não a deixo sem razões. A ideia de limite, disciplina ou coisa parecida, precisa ter uma função pedagógica. Assim, o “não”, geralmente é seguido de “para que”. Algo que quero deixar claro é que não educo minha filha como se estivesse em uma redoma ou bolha, pois tal empreendimento é uma fuga temporária que fragiliza, imediatamente, a vida espiritual e, posteriormente, a vida adulta. Eu e a minha esposa sempre trabalhamos bem o fato de que se Deus nos criou, Ele é quem determina como devemos viver e não as convenções sociais ou os modismos. Por isso, não temos grandes problemas com esses assuntos, pois com pouco diálogo, a Céfora logo conclui que aquilo não é para alguém que conhece a Deus, logo, não é para ela! Sinceramente, existem coisas que, a priori, ela mesma não quer nem saber. Pode estar todo o mundo inclinado para o negócio que ela faz questão de ir na contramão. Alguém poderia alegar que ela assim procede apenas para agradar aos pais, entretanto, existem aqui também duas coisas importantes: caráter e sensibilidade espiritual. São coisas que ela precisa ter, pois não dá para forjar por tanto tempo.


Qual conselho daria para os pais?

É difícil, mas procurem fazer o mesmo. Conversem com os seus filhos, tenham diálogo. Não há receita de bolo (algo que funcione exatamente da mesma forma para todos os casos). Sejam os primeiros e maiores amigos de seus filhos, sem necessariamente serem cúmplices aceitando tudo que eles fazem ou querem. Agora é claro, tudo vai depender do tipo de criação que esse adolescente teve. Entre a repressão despropositada e a restrição consciente há uma grande distância. Outro cuidado extremamente necessário de se ter é não criar o filho em uma redoma, pois quando ele se deparar com o “mundo real” (sem o protecionismo ou a blindagem moral dos pais), não saberá como se comportar.


Qual conselho daria para os adolescentes?

Ele não é cristão porque é diferente, mas exatamente o contrário. É preciso que entenda que não é ele que está errado, mas os outros é que não estão sendo o que foram criados para serem! É por isso que, desde muito cedo, entendi que não adianta ensinar um monte de regras de “pode” ou “não pode”, pois elas se desgastam. O ideal é ensinar princípios e discutir o propósito da nossa existência: “Por que existimos?” “Para que fomos criados?” Essa é a metodologia adotada na educação de nossa filha e é altamente eficaz, esclarecedora e oferece a possibilidade de o adolescente decidir, por si mesmo, o que deve ou não fazer.


Convêm ao adolescente assistir esse tipo de filme?

Depende. Minha filha, por exemplo, assistiu o Crepúsculo juntamente comigo (Afinal de contas como é que eu iria criticar o filme ou o livro sem ter ao menos algum contato com o material?). Ela não gostou da mensagem do filme e eu fiz questão de apenas observar alguma coisa depois que ela fazia a crítica. Várias vezes ela parou o filme, e fez comentários extremamente maduros. Isso me alegra. Lamentavelmente, sei que essa não é a realidade da maioria dos lares cristãos. Assim, se os pais não possuem o costume de fazer um exercício crítico das programações televisivas e, de toda a cultura popular, é aconselhável aprofundar-se com literatura séria e, quem sabe, iniciar essa atividade a partir desses filmes. Por último, é importante observar a motivação com a qual o adolescente cristão quer assistir. Se caso a sua postura for de encanto, admiração ou mesmo simpatia, é preciso que, com o exercício crítico realizado juntamente com os pais, o adolescente cristão passe a, definitivamente, não gostar desse tipo de filme, ou seja, é preciso que ele tenha uma mudança de atitude.

Como o adolescente deve se portar com os amigos da escola, se ele não viu o filme e os amigos assistiram? Deve agradar os amigos para ser aceito naquele grupo?

Definitivamente não. Primeiro porque ele não é obrigado a ser como os demais, massificado. Para isso, volto a destacar, é importante que ele tenha tido uma boa formação familiar. Por outro lado, não recomendo que ele tenha uma postura antagonista ou legalista. Acredito que se o adolescente cristão estiver realmente preparado, pode até evangelizar a partir do assunto do filme. Ele pode questionar alguém que não acredita em Deus, mas que, paradoxalmente, acredita nas ficções que envolvem ocultismo, superstições crenças e religiosidade. Tudo, repito, vai depender da capacidade e do conhecimento do adolescente cristão.

No filme existem vários pontos que vão contra nossa fé, por exemplo, a traição. Como mostrar para o adolescente que isso é errado, pois os filmes mostram que isso é comum?

Permita-me uma correção: a traição não é apenas contra a nossa crença, mas contrária aos bons princípios que até mesmo as pessoas não-crentes possuem. Esse é outro cuidado que precisamos ter ao tratar com os adolescentes cristãos. A traição não é errada somente para quem serve a Deus, mas para qualquer pessoa! E talvez seja exatamente nesse ponto que a gente mais erra. É preciso reconhecer uma coisa: o filme e os livros sabem passar sua ideologia de forma muito criativa e sutil. O nosso problema é que achamos que as coisas certas, ou seja, os bons valores e princípios devem ser ensinados com a testa franzida, a voz grave e em tom ameaçador. Em outras palavras, significa que eu não posso ser simplista e ensinar aos adolescentes cristãos que a traição é um pecado.

É preciso acrescentar que ser íntegro é obrigação do ser humano, independentemente de sua crença.

Por isso, não canso de insistir, tudo passa pela formação familiar do adolescente. Se ele tem essa boa formação, com certeza ela se refletirá em todos os momentos de sua vida, ou seja, ela servirá como um “filtro moral”, fazendo com que o adolescente rejeite tudo aquilo que não condiz com a ética, a boa moral, os bons costumes e valores e, acima de tudo, com a Palavra de Deus.

Especial São José: São José, uma vida de trabalho e amor

Reze a Novena e a Ladainha de São José Clicando AQUI
Fonte: Diácono Francisco Gonçalves para a Cúria Regional de Santana, cidade de São Paulo
As principais informações sobre São José são encontradas nos primeiros capítulos do Primeiro e do Terceiro Evangelho, que são verdadeiramente as notícias mais fidedignas.
Todavia, existe uma literatura que embora apócrifa, não pertencente ao Cânon da Igreja e por isso não considerados Livros Sagrados, revela entretanto muita imaginação e alguns dos livros, baseiam os escritos na tradição judaica, apresentando informações preciosas e interessantes sobre os costumes e hábitos dos judeus. Entre estas obras, as que mais abordam episódios da Vida de São José, podemos citar o denominado: "Evangelho de James", o "Pseudo-Mateus", o "Evangelho do Nascimento da Virgem Maria", "A História de José, o Carpinteiro", e a "Vida da Virgem Maria e Morte de José" que são livros antigos e muito raros, escritos a cerca de 2.000 anos, mas que podem ser encontrados na biblioteca do Vaticano e em algumas bibliotecas de Comunidades Religiosas espalhadas pelo mundo.
Com prioridade utilizamos as informações contidas na Bíblia Sagrada de Jerusalém. Contudo, para oferecer uma agradável continuidade ao enredo da Vida de São José, acolhemos também algumas inspirações daqueles livros que seguem a Tradição Judaica, as quais consideramos apropriadas, porque entendemos que estavam fundamentadas no comportamento humano da época, e que portanto, podem representar com fidelidade hábitos do cotidiano da Sagrada Família.
São José nasceu em Belém de Judá (Lc 2,3-4), e presumivelmente deve ter permanecido lá até idade adulta (12 anos pelos costumes judaicos). Embora não encontrando nenhuma informação confiável sobre a sua mãe, é certo que o seu pai chamava-se Jacó e mudou-se com a família para Nazaré da Galiléia, provavelmente para cultivar uma terra que comprou no Vale Esdrelon. Junto com o seu irmão mais velho chamado Cleófas, trabalhou na lavoura, ajudando o pai a produzir alimentos para o consumo próprio e comercialização. Todavia com o passar dos anos, revelou uma notável tendência para o trabalho com madeira, que o levou a deixar o cultivo do solo num segundo plano e a se empenhar na profissão de carpinteiro. Cleófas era casado com uma jovem também chamada Maria, conhecida no Novo Testamento com o nome de Maria de Cleófas, com quem teve três filhos: Tiago Menor, Apóstolo de JESUS, autor de uma epístola e segundo Bispo de Jerusalém; José, conhecido por "Barsabás, o Justo" e Maria Salomé, que se casou com Zebedeu e teve dois filhos: Tiago Maior e João (o Evangelista) autor do Terceiro Evangelho, dos Atos dos Apóstolos, de três Epístolas e do Apocalipse. Ambos foram Apóstolos de JESUS.
José, era um homem de poucas palavras, tinha gênio calmo e retraído, dedicado essencialmente ao trabalho e as orações na sinagoga, fazendo do labor o seu próprio lazer. 

As Sete Meditações sugeridas por Santo Afonso Maria de Ligório



OBS: "Retirado do livro Jardim de Devoção para os Bons Cristãos - por - Santo Afonso Maria de Ligório"

Bispo, Confessor Doutor Zelosíssimo da Igreja Fundador dos Missionários Redentoristas

Domingo
Do fim do homem

1. Considera, cristão, que a existência que tens, de Deus a recebeste, criando-te á Sua imagem e semelhança, sem mérito algum da tua parte. Adaptou-te por filho nas almas salutares do Batismo; amou-te mais do que se fosse teu pai, e criou-te com o fim de O amares e servires nesta vida para depois O gozares na glória.de maneira que não nasceste nem deves viver para gozar, para ser rico poderoso, para comer, beber e dormir, como os irracionais, mas somente para amar ao teu Deus e ser dito eternamente.As criaturas foram postas por Deus á tua disposição para que te auxiliem a conseguir tão glorioso fim.Oh! infeliz de mim! que em tudo tenho pensado, menos no fim para que Deus me criou!Meu Pai, pelo amor de Jesus permiti que eu comece vida nova, inteiramente santa e em tudo conforme á vossa divina vontade!

2.Considera que na hora da morte sentirás grande remorso, se não te houveres dedicado ao serviço de Deus.Que aflição a tua quando, ao termo de teus dias naquela hora suprema, chegares a conhecer que todas as grandezas e prazeres, todas as riquezas e glórias não eram mais um pouco de fumo! Ficarás estupefato ao ver que por umas bagatelas, por verdadeiras frivolidades perdeste a graça de Deus e a tua alma, sem poder remediar o mal que fizeste e sem ter tempo para trilhar o bom caminho. Ó desesperação! Ó tormento! Então compreenderás quanto vale o tempo, mas já será tarde; quererás comprá-lo a troco do teu sangue, mas já não te é possível. Ó dia calamitoso para quem não tenha servido e amado a Deus!

3.Considera quanto se descura este fim tão importante.Pensa-se em acumular riquezas, em assistir a banquetes e divertimentos, em passar alegremente os dias; e não se pensa em servir a Deus, nem em salvar a alma.O fim eterno é considerado como coisa insignificante.Por isso uma parte dos cristãos, divertindo-se banqueteando-se e cantando, caem no inferno.Oh! se soubessem o que quer dizer Inferno...Ó homem, fazes tanto para te condenares, e nada queres fazer para te salvares?!Infeliz de mim! (Exclamava ao morrer o Secretário do Rei da França, Francisco I) Infeliz de mim!Para escrever as cartas do meu príncipe, gastei tanto papel; e nem sequer aproveitei uma folha para escrever nela os pecados e fazer uma boa confissão!Oxalá (dizia no mesmo transe Felipe III, Rei da Espanha) que em vez de ser Rei eu tivesse servido a Deus na solidão do deserto! Mas para que servem naquela hora semelhantes suspiros e lamentações, se não para maior desesperação? Aprende na experiência alheia a viver solicito da tua salvação, se não queres experimentar a mesma sorte.Não te esqueças de que quanto fazes, dizes ou pensas, estranho ao que Deus quer de ti, tudo é perdido.Eia pois! Já é tempo de mudar de vida.Quererás por ventura esperar.Para te desenganares, o momento da morte, quando estejas ás portas da eternidade, prestes a cair no inferno, e quando não haja lugar para emenda?Meu Deus, perdoa-me!Amo-Vos sobre todas as coisas.Arrependo-me sumamente de Vos ter ofendido.Maria, esperança minha, roga a Jesus por mim.Amém.

Fruto I. Lembrar-me-ei freqüentemente de Deus e de seus imensos benefícios agradecendo-Lhe de todo o meu coração.

Fruto II. Regularei e empregarei bem o tempo, dirigindo todas as minhas ações em ordem á glória de Deus.


Segunda-Feira

Da importância do fim do homem

1. Considera, ó homem, quanto tens a lucrar na consecução do teu grande fim.Tens a lucrar tudo, porque, se o conseguires, salvar-te-ás, serás para sempre ditoso, gozarás em teu corpo e em tua alma toda a sorte de bens; mas se o malograres, perderás a alma e o corpo, perderás o Céu, perderás a Deus; serás eternamente desgraçado, porque condenar-te-ás para sempre. É por isso que a ocupação das ocupações, a única e importante, a única necessária, é servir a Deus e salvar a alma.Não digas pois, cristão: Agora quero satisfazes meus apetites: depois consagrar-me-ei a Deus, e espero salvar-me.Esta esperança vã tem precipitado no inferno muitos que diziam isto mesmo, e agora estão irremediavelmente condenados. Qual dos réprobos quereria em vida condenar-se? Nenhum por certo; mas Deus amaldiçoa o que peca fiado em sua misericórdia.Maldito o homem que peca com esperança.Tu dizes: Quero cometer este pecado, e confessa-lo-ei depois.Mas tens a certeza de que não te faltará tempo para isso? Quem de assegura que não morreras repentinamente depois do pecado? É certo que pecando perdes a graça divina: E é igualmente certo que voltarás a recuperá-la? Deus usa de misericórdia com os que O temem, mas não com os que O desprezam.Também não digas: É me indiferente confessar dois pecados ou três. Não, porque bem pode suceder que Deus esteja disposto a perdoar-te dois, e não a perdoar-te três.Deus sofre com paciência, mas não sofre sempre.Quando se enche a medida, não só não perdoa mas, castiga o pecador com a morte, ou abandona-o, de maneira que este multiplicando os seus pecados precipitar-se-á no inferno.Castigo muito pior que a própria morte.Meu irmão que isto lhes, procede com cuidado, deixa a vida desordenada que levas e consagra-te ao serviço de Deus; teme não seja este o último aviso que Deus te manda; já bastam as ofensas que Lhe tens feito, e que então grande número te tem sofrido; teme não obter perdão para mais algum outro pecado mortal que cometas.Adverte que se trata da tua alma e da tua eternidade. Oh! a quantos não tem feito abandonar o mundo, internando-os nos claustros, nas grutas e desertos, este grande pensamento da eternidade!Ah! Pobre de mim!que vantagens advieram de tantos pecados por mim cometidos? O coração angustiado, a alma presa de dor, e o ter perdido a Deus e merecido o inferno.Ó meu Deus e meu Pai, convertei-me e fazei-me cativo do Vosso Amor.

Padre. Pio e a volta do seu inimigo


Padre Pio foi bastante amado, mas sabia bem que havia os inimigos terríveis que o odiavam à morte. Não eram os homens, que podem ter se enganado por informações recebidas, por preconceitos, por incompreensões. Os verdadeiros inimigos eram os demônios; inimigos do padre e inimigos de qualquer um de nós.
Creio que na vida de Padre Pio se pode deparar, de modo bastante evidente, a uma realidade na qual muitos não crêem, porque esses espíritos agem acultamente. É uma realidade terrível que São Paulo exprime assim: "Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas contra os principados e potestades, contra os principes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares" (Ef 6,11-12). A indicação que São Paulo fala dos demônios é muito precisa, porque os chama com o nome de sua ordem de classificação. Creio que esta tenha sido uma das missões de Padre Pio: uma luta evidente, para ele visível, contra o verdadeiro e oculto inimigo; o terrível inimigo de todos.
Muitas vezes, principalmente nas transmissões televisivas, me perguntam se vi o diabo e como poderia descrevê-lo. O diabo, como todo o mundo angélico ao qual faz parte, é um espírito; não possui um corpo, não é visível e não é descritível. Se é visto de modo sensível, deve se servir de uma forma fictícia, que assume de acordo com o que vai provocar.
É como os anjos. Quando o arcanjo Rafael se ofereceu de acompanhar o filho de Tobit, tinha a aparência de um jovem com trajes de viagem; Santa Francesca Romana via seu anjo da guarda na forma de um menino belíssimo, e é por isso que vem representada perto de um jovem; outras aparições angelicais assumiram a imagem de um ser luminoso. Adotam aparências diferentes para percebermos sua presença, mas não de acordo com a sua realidade, a realidade de um ser espiritual.
O demônio também segue esse critério. Para fazer notar sua presença, recorre a um aspecto que corresponde ao que vai provocar: medo, sedução, engano.
Notamos que Padre Pio, no final da primeira infância, havia tido visões celestiais, tanto que acreditava ser um fato comum a todos. Mas viu também os demônios, quase sempre com aspectos horríveis, que o amedrontavam profundamente. E por toda a sua vida continuou a ver esses seus inimigos cruéis, em aspectos diversos, quase sempre na sua pessoa maligna, ainda que a veste não fosse aquela real de sua natureza de puro espírito.
Em algumas vezes o padre havia visto os demônios como seres horríveis, que o atormentavam, o batiam com ruidos de corrente, deixando-o marcado e sangrando. Outras vezes apareciam como horríveis animais, rosnando e aterrorizando. É muito significativa a descrição dos assaltos demoníacos, que ele fez de onde os superiores o haviam mandado em 1911, para que completasse os estudos e aprendesse as eloquências sacras.
Foi uma das tantas visitas breves e sofridas, que terminaram com o retorno à sua região de Pietrelcina. Foi em Venafro que pela primeira vez se manifestou claramente o mundo interior de Padre Pio, seja pelos assaltos dos demônios, seja pelo êxtase que sempre o seguiram, quando o padre falava livremente ao Senhor ou à Mãe, sem se dar conta se qualquer irmão estava presente e escutava.
O demônio aparecia algumas vezes em forma de um gato negro e selvagem, ou de animais repugnantes: era clara a intenção de incutir o terror. Outras vezes aparecia na forma de jovens moças nuas e provocativas, que dançavam de modo obsceno; era clara a intenção de tentar o jovem sacerdote na sua castidade.
Mas o maior perigo era quando o demônio tentava enganar Padre Pio aparecendo de forma sacra (o Senhor, a Virgem, São Francisco.), sobretudo na forma de pessoas as quais era submisso (o superior da casa, o superior provincial, seu diretor espiritual.).
Para este último caso Padre Pio havia preparado um método de discernimento que depois segueriu a alguns de seus filhos espirituais e que encontramos já em Santa Teresa d'Ávila, mesmo que Padre Pio não tenha lido os escritos da santa carmelita. O que fazer para distinguir?
Quando aparecia verdadeiramente o Senhor, a Virgem, o anjo de guarda, o padre havia notado que uma rápida sensação de temor, de espanto; mas depois, terminada a aparição sentia grande paz.
Quando, ao contrário, era o maligno que se apresentava em uma aparência sacra, o padre sentia uma alegria imediata, atrativa; mas depois ele tinha a impressão amarga, uma grande sensação de tristeza.
E as almas próximas, o que via Padre Pio? Talvez visse claramente o despojo de Satanás. Em todo caso, Padre Pio o disse à pessoa interessada e somente a ela. Penso que normalmente não visse o demônio, mas o combatia com força; sabia muito bem a sua ação principal, aquela a qual todos nos sujeitamos, da tentação. Ainda, durante as confissões, fazia gestos com as mãos como que para afastar qualquer coisa. Rezava ao Senhor para libertar o penitente das tentações ou dos hábitos cativos; Santo Afonso, que é mestre nesta matéria, sugeria que os confessores, em certos casos, fizessem mentalmente um pequeno exorcismo, antes de proceder a confissão.
Creio que se possa dizer com certeza que a maior luta de Padre pio com o demônio acontecia para salvar as almas, seja na confissão, seja quando rezava por todos os seus filhos.
Recordo que na luta contra a ação extraordinária do demônio, Padre Pio tinha um particular poder e um particular discernimento, como vemos em tantos santos e santas, por serem exorcistas e não como faziam o exorcismo. Muitas vezes encontrou pessoas possessas pelo demônio e o comportamento do padre variava de caso em caso.
Direi que havia um particular discernimento de saber se a pessoa estava pronta ou não para a libertação. Uma vez um sacerdote acompanhou um jovem, carregado por dois robustos amigos, que no momento da comunhão gritou e contorceu-se com força; os olhos de Padre Pio somente tremeram, o padre olhou sisicamente para ele e disse somente uma palavra: "Vá-te". Naquele momento o jovem foi libertado.
Mas as libertaçõies imediatas são raras. Lembro de uma moça que vinha companhada no momento da Comunhão porque era muito pertubada pelo Maligno: batia os dentes, virava e revirava a cabeça; Padre Pio estava com uma partícula na mão e se recusava a lhe dar a Comunhão.
Uma outra vez, o padre Faustino Negrini foi acompanhado de uma moça, Agnese Salomoni, saída de uma possessão tremenda, "porque era a melhor moça da paróquia", e haviam feito um malefício contra ela. Agora aquele sacerdote, pároco de Torlone Casaglio (Brescia) não sabia que terminaria sua longa vida como exorcista diocesano. Padre Pio deu uma simples benção, que parecia sem fruto. Depois encarregou o páraco de terminar a libertação, que, precisou de três anos de orações" creio que Padre Pio havia entendido que não era a hora de libertá-la.
Outras vezes, o Padre aconselhou exorcistas, em quase todos os casos, recomendando-os. Foi assim com Pe. Cipriano, de S. Severo e com Pe. Cândido, de Roma; encorajou e acompanhou o confrade Pe. Tarcíssio de San Giovanni Rotondo, que escreveu um pequeno livro sobre este lado da vida de Padre Pio.
Padre Pio sempre obedeceu as autoridades eclesiásticas, também a custo de um heróico sofrimento, sempre com estima e amor. A luta de toda a sua vida foi ininterruptamente conduzida contra o inimigo de Deus e das almas, o demônio.
Ele os viu em multiplas formas e levou muitas pancadas, que penso terem sido permitidas para recordar o mundo incrédulo de hoje sobre essa presença. Os fatos externos, visíveis e dolorosos de Padre Pio dão uma pequena idéia dos acontecimentos ocultados, da gravidade do pecado, contra tudo aquilo o que devemos lutar.

Padre Pio - Breve história de um santo, do Pe. Gabriele Amorth

sexta-feira, 12 de março de 2010

* A fraqueza humana dos sacerdotes não destrói a beleza e grandeza do chamado.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirma que o Ano Sacerdotal vivido pela Igreja é uma “oportunidade especial” para que “o próprio padre e a comunidade dos fiéis redescubram a verdadeira identidade do sacerdócio, a grandeza da vocação sacerdotal e a importância do serviço dos padres para a vida da Igreja”.
Sem os padres, “a Igreja não vive. A natureza própria da Igreja Católica inclui o ministro ordenado, como presença sacramental de Jesus Cristo à frente e no meio da comunidade dos fiéis”, assinala Dom Odilo, em artigo publicado na edição desta semana do jornal O São Paulo.
A Igreja – explica o arcebispo – “é mais que uma simples organização humana, uma vez que ela também é obra da graça de Deus e da ação do Espírito Santo. Ela é um mistério humano-divino e, se quisermos entendê-la bem, nunca devemos esquecer nem separar esta sua dupla dimensão”.
“É também nesta realidade humano-divina da Igreja que devemos entender a figura do sacerdote; sendo humano como todos os seus irmãos, ele, no entanto, foi chamado por Deus e colocado à frente da comunidade dos fiéis para representar Cristo, bom Pastor e Cabeça do corpo; em nome de Cristo e com seu poder, ele serve e santifica o povo, que não pertence a ele, mas a Deus.”
“O sacerdote está a serviço dos homens nas coisas que são de Deus. Por isso, dizemos que ele representa sacramentalmente Jesus Cristo diante da Igreja e, em nome de Cristo, desempenha sua missão na Igreja.”
“Sem esta relação com Cristo e a Igreja – prossegue Dom Odilo –, não se compreende bem a figura do padre e se corre o risco de ver nele um funcionário de coisas (“negócios”) religiosas, um mago que “mexe” com coisas sagradas, ou um simples agente de serviços sociais.”
O arcebispo de São Paulo lembra que o padre “permanece humano e sujeito a todas as fraquezas da condição humana; por isso, deve valorizar suas boas qualidades e capacidades humanas, para melhor colocá-las a serviço do dom divino que recebeu pela vocação e a ordenação sacerdotal”.
“Ele deve andar no caminho da santidade e os defeitos e fraquezas humanas não devem ofuscar a grandeza do dom que recebeu, não por mérito seu, mas por graça e bondade de Deus; não para a própria vaidade, mas para servir ao reino de Deus e para o bem dos irmãos.”
Por isso, “o padre também é chamado a exercitar-se na prática das virtudes e na ascese, para a sujeitar as fraquezas humanas à lei da graça e da santidade de Deus. No união profunda com Deus e na sintonia constante com a sua vontade encontrará sua força”.
Dom Odilo reconhece que, “infelizmente, em nossos dias, a imagem verdadeira e bonita do sacerdócio fica frequentemente ofuscada pela difusão de notícias sobre fraquezas humanas de sacerdotes”.
E também aparecem “falsários, que usurpam as funções sacerdotais e enganam o povo, exploram comercialmente a fé e colocam em descrédito o serviço dos sacerdotes da Igreja”.
“Tudo faz sofrer os padres, que nada devem e procuram viver dignamente o sacerdócio; mas tenho a certeza de que a Providência de Deus fará com que esse sofrimento seja purificador”, afirma.
Longe de “destruir o sacerdócio”, esse sofrimento “fará com que ele volte a emergir em toda a sua grandeza e beleza; assim também voltará a atrair mais jovens bem dispostos a se consagrarem inteiramente ao sacerdócio de Cristo no serviço da Igreja e da humanidade”.
O cardeal Scherer cita São João Maria Vianney, proclamado por Bento XVI como Padroeiro de todos os padres, que dizia: “quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre.”
“A oração pelos padres, diáconos e seminaristas, junto com o apoio e a colaboração com eles, reverterão na vitalidade das comunidades da Igreja e em abundantes frutos na missão da Igreja”, afirma
o arcebispo.

O mistério da nossa vida nova

O bem-aventurado Jó, como figura da santa Igreja, ora fala em nome do corpo, ora em nome da cabeça. Mas, às vezes, ocorre que, quando fala dos membros, toma subitamente as palavras da cabeça. Eis por que diz: Sofri tudo isso, embora não haja violência em minhas mãos e minha oração seja pura (Jó 16,17)
Sem haver violência alguma em suas mãos, teve também que sofrer aquele que não cometeu pecado e em cuja boca não se encontrou falsidade; no entanto, pela nossa salvação, suportou o tormento da cruz. Foi ele o único que elevou a Deus uma oração pura, pois mesmo em meio aos sofrimentos da paixão orou por seus perseguidores, dizendo: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! (Lc 23,34).
Quem poderá dizer ou pensar uma oração mais pura do que esta em que se pede misericórdia por aqueles mesmos que infligem a dor? Por isso, o sangue de nosso Redentor, derramado pela crueldade dos perseguidores, se transformou depois em bebida de salvação para os que nele acreditariam e o proclamariam Filho de Deus.
Acerca deste sangue, continua com razão o texto sagrado: Ó terra, não cubras o meu sangue, nem sufoques o meu clamor (Jó 16,18). E ao homem pecador foi fito: És pó e ao pó hás de voltar (Gn 3,19).
A terra, de fato, não ocultou o sangue de nosso Redentor, pois qualquer pecador, ao beber o preço de sua redenção, o proclama e louva e, como pode, o manifesta aos outros.
A terra não cobriu também o seu sangue porque a santa Igreja já anunciou em todas as partes do mundo o mistério de sua redenção.
Notemos no que se diz a seguir: Nem sufoques meu clamor. O próprio sangue da redenção, por nós bebido, é o clamor de nosso Redentor. Por isso diz também Paulo: Vós vos aproximastes da aspersão do sangue mais eloqüente que o de Abel (Hb 12,24). E o sangue de Abel fora dito: A voz do sangue de teu irmão está clamando da terra por mim (Gn 4,10).
O sangue de Jesus é mais eloquente que o de Abel, porque o sangue de Abel pedia a morte do irmão fratricida, ao passo que o sangue do Senhor obteve a vida para seus perseguidores.
Assim, para que não nos seja inútil o sacramento da paixão do Senhor, devemos imitar aquilo que recebemos e anunciar aos outros o que veneramos.
O clamor de Cristo fica sufocado em nós, se a língua não proclama aquilo em que o coração acredita. Para que esse clamor não seja sufocado em nós, é preciso que, na medida de suas possibilidades, cada um manifeste aos outros o mistérios de sua vida nova.
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por
Dos Comentários sobre o livro de Jó, de São Gregório Magno, papa (Lib. 13,21-23: PL 75,1028-1029) (Séc. VI)

quinta-feira, 11 de março de 2010

O que fazer quando temos aridez espiritual?

A única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele

Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil assistir a Santa Missa, a reza do Terço fica pesada, etc. Até mesmo a sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.
Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé?
Primeiro é preciso verificar se esta situação não é tibieza, isto é, causada por nossa culpa em não perseverar no cuidado da vida espiritual, e, sobretudo, verificar se não há pecados graves em nossa alma, que possam estar afugentando dela a graça de Deus.
Se não houver pecados na alma, então, é preciso antes de tudo, calma, paciência e perseverança nos exercícios espirituais: oração, vida sacramental, caridade, penitência, etc. Mesmo sem vontade ou sem gosto, continuar, sem jamais parar, os exercícios espirituais.
Deus, às vezes, permite essas provações para que aprendamos a “buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus”, como disse um santo. São João da Cruz, místico que tanto experimentou o que chamou de “noite escura da fé”, afirmou que “o progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.”
Muitas vezes, nos deleitamos nas orações gostosas, cheias de fervor sensível, como crianças quando comem doces. Mas quando vem a luta, deixamos a oração.

Vejamos o que diz o Apóstolo:
“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?... Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos... Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade” (Hb 12,5-10).
Deus nos quer santos, e é também algumas vezes pela provação e pela aridez espiritual que Ele arranca as ervas daninhas do jardim de nossas almas. Coragem, alma querida de Deus! Jesus disse que Ele é a videira verdadeira, e Seu Pai o bom agricultor, que podará todo ramo bom que der fruto, para que produza mais fruto (cf. Jo 15,1-2).
Não podemos querer apenas o açúcar do pão e renegar o pão do sacrifício. Às vezes a meditação é difícil, a oração é penosa, distraída, surgem as noites e as trevas... Nessas horas é preciso silêncio, abandono, paciência. O Esposo há de voltar logo... Em breve vai raiar a aurora e os fantasmas vão sumir.
Quanto mais a noite fica escura, mais perto nos aproximamos da aurora. Deus sabe o que estamos passando, louvado seja o Seu santo Nome! É hora de abandono em Suas mãos paternas.
Em meio às trevas alguns sentem o coração como se fosse de gelo, não sentem mais amor a Jesus, perdem a piedade, se sentem condenados. Que desoladora confusão espiritual!
Nestas horas a única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele na fé; confiança e abandono, irmão! Só o Senhor sabe o caminho para sairmos deste matagal fechado e escuro.
Deus nos prepara para a contemplação pelas provas passivas, ensinam os santos. Ele as produz e a alma apenas tem que aceitar. É o duro caminho dos que querem a perfeição. Ele está purificando a alma; o Cirurgião Celeste está nos operando a alma.
São João da Cruz fala da famosa “noite dos sentidos” cheia de aridez e de provação, um verdadeiro martírio para a alma. Segundo o santo doutor, é Jesus que chama a alma a caminhar com Ele no deserto, mesmo queimando os pés e sendo queimado pelo sol, para se santificar.
Calma, alma querida de Deus, Ele faz isso porque o ama muito! O fogo bom não é aquele "fogo de palha", alto e bonito, mas rápido, que logo se apaga; mas é o fogo baixo que pega na lenha grossa e permanece por muito tempo. O fogo de palha é só para começar...
É isso que está acontecendo; não se assuste; não se preocupe porque o gosto de rezar sumiu e se tornou um agora um sacrifício penoso... Fé não é sentimento e muito menos sentimentalismo; fé é adesão, com a mente, a Deus, às Suas verdades e às Suas determinações. Não se preocupe de estar ou não “sentindo" fé ou devoção; apenas viva-a; vá à Missa, ao grupo de oração, ao Terço, com ou sem vontade, com ou sem gosto, com ou sem sentimento. Assim, temos mais méritos ainda diante de Deus.
Nesta situação talvez você precise de um diretor espiritual, especialmente na Confissão, para uma boa orientação.

Felipe Aquino

O sacrifício espiritual

A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os antigos sacrifícios. Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? - diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gorduras de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. Quem vos pediu estas coisas? (Is 1,11).
O Evangelho nos ensina o que pede o Senhor: Está chegando a hora, diz ele, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito (Jo 4,23.24), e por isso procura tais adoradores.
Nós mesmos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes, quando, orando em espírito, oferecemos o sacrifício espiritual da oração, como oferenda digna e agradável a Deus, aquela que ele mesmo pediu e preparou.
Esta oferenda, apresentada de coração sincero, alimentada pela fé, preparada pela verdade, íntegra e inocente, casta e sem mancha, coroada pelo amor, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, entre salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos.
Que poderia Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi ele mesmo que assim exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia!
Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e no entanto ainda não havia recebido de Cristo toda a sua eficácia.
Quanto maior não será, portanto, a eficácia da oração cristã! Talvez não faça descer sobre as chamas o orvalho do Anjo, não feche a boca dos leões, não leve a refeição aos camponeses famintos camponeses famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa do Senhor, reservada aos que sofrem pelo nome de Deus.
Outrora a oração fazia vir as pragas, derrotava os exércitos inimigos, impedia a chuva necessária. Agora, porém a oração autêntica afasta a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas, se conseguiu que de lá descessem as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.
Consequentemente, ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos, acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento ao pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.
Oram todos os anjos, ora toda criatura. Oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobram os joelhos. Saindo de seus estábulos ou de suas tocas, levantam os olhos para o céu e não abrem a boca em vão, fazendo vibrar o ar com seus gritos. Mesmo as aves quando levantam vôo, elevam-se para o céu e, em lugar de mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo algo semelhante a uma prece.
Que dizer ainda a respeito da oração? O próprio Senhor também orou; a ele honra e poder pelos séculos dos séculos.

por

Do Tratado sobre a oração, de Tertuliano, presbítero (Cap. 28-29: CCL 1,273-274)

Breve Catequese sobre o Sacramento da Confissão

Padre Wagner Augusto Portugal.

1. O QUE É A CONFISSÃO? R: Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados, e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA? R: O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23)

3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA? R: Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”(Mt 18,18).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM? R: Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos, como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?

R: Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com freqüência, conforme o mandamento: “Confessai os vossos pecados uns aos outros ” (Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO? R: Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições: a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus; b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo; c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter; d) confissão objetiva e clara a um sacerdote; e) cumprir a penitência que o mesmo nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO? R: Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA SÓ PARA “DESCARREGAR” UM POUCO OS PECADOS?

R: Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à misericórdia Divina. Quem a pratica, comete um pecado grave de sacrilégio.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Santa Francisca Romana: Santidade em todos os estados de vida.

Esta santa foi exemplo de donzela católica, esposa, mãe, viúva, religiosa, e um prodígio de graça e santidade. Ainda em vida teve desvendados mistérios de além-túmulo, sendo favorecida por visões do Inferno, Purgatório e Céu, bem como pela presença visível de seu Anjo da Guarda. Recebeu também a protecção de um Arcanjo, e depois de uma Potestade.
Francisca, nascida em 1384 de uma alta família do patriciado romano, recebeu a formação católica da mãe, mas foi dirigida nas vias da santidade pelo Divino Espírito Santo. De pureza virginal, não pensava senão em consagrar-se inteiramente a Deus. Aos 12 anos fez voto de ser religiosa. Mas não era esse o desígnio de Deus, pelo menos naquele momento. E assim, aconselhada pelo director espiritual, teve que aceitar o matrimónio proposto por seu pai com o jovem Lourenço Ponziani, também de alta estirpe e boa disposição para a virtude.
Apesar de sua pouca idade, a jovem esposa empenhou-se em estudar o génio do marido, para com ele viver em perfeita harmonia conjugal. E o fez tão bem que, durante os 40 anos que durou seu casamento, jamais houve o menor desentendimento entre esposo e esposa.
Casando-se, Francisca foi morar no palácio do marido. Lá encontrou um tesouro na pessoa de sua cunhada Vanossa, predisposta a secundá-la em tudo, na linha da virtude e do bem. As duas passaram a visitar os pobres, assistir os doentes e praticar toda espécie de obras de misericórdia. Para tal, os respectivos maridos, reconhecendo os méritos e alta virtude das esposas, davam-lhes inteira liberdade de acção.
Assim, um dia Roma estupefacta viu Francisca, a grande dama da aristocracia, arrastando pelas ruas principais da cidade um asno carregado de lenha, e ainda com um feixe sobre a cabeça, que ia distribuindo aos pobres. Também foi vista às portas das igrejas junto aos pobres, mendigando com eles para socorrer os que estavam impossibilitados de fazê-lo. Num ano de muita carestia, Francisca e Vanossa foram de porta em porta pedir esmolas para os pobres. Muitos se escandalizavam em ver duas matronas da aristocracia praticando tão modesta tarefa. Outros, pelo contrário, edificavam-se com tanta humildade e juntavam-se a elas.

Ela converteu várias mulheres perdidas; porém, a algumas que não quiseram fazer penitência e emendar-se, empenhou-se para que fossem expulsas de Roma ou de asilos a que se tinham retirado, para que não pervertessem outras. 

Entre a Palavra e o Sinal- Pe. Zezinho, scj

O perigo de todo pregador da fé que precisa vive entre a Palavra e o Sinal é o de chamar de símbolo o que não é, de sinal o que não é e de acentuar em demasia a Palavra, em detrimento do Sinal. Também erra ao colorir demais o Sinal em detrimento da Palavra.
Nem todo sinal diz o que dizemos que ele diz e nem toda palavra por nós interpretada diz o que dizemos que ela diz. Costumamos apressar o tempo da semente porque tememos que ela não frutifique ainda no curso da nossa vida. Então damos um jeito de urgentizar o que precisa de espaço e de tempo. É o que faz a comunicação açodada e apressada da fé que converte milhares de almas para Cristo, mas depois não sabe onde colocá-las dentro das igrejas. São tratadas como tijolos. Se não cabem são postas de lado no processo urgente de sucesso e mais valia que se tornaram algumas igrejas e alguns grupos de igrejas.
Aí entra a hermenêutica, aí entram as exegeses, aí entram as mais de trinta matérias do Curso de Teologia. Aí entra a Prática e a Crítica de Comunicação. São conhecimentos e experiências que obrigatoriamente se interligam e ensinam a semear, a valorizar o que outro já semeou, a cultivar e a esperar o tempo de Deus e o tempo da semente que não são os nossos.
Nem tudo é Palavra, nem tudo é Sinal, nem toda cerimônia litúrgica serve como Sinal e nem toda pregação é pregação da Palavra. Depende do que diz o pregador e de como conduz a celebração. Em termos de comunicação cristã , como nas grandes avenidas, há perigo na lentidão e há perigo no excesso de velocidade. Aas placas não estão lá por acaso! Já foi testado!
Aqui entramos no delicado campo da matéria relativamente nova chamada Pastoral da Comunicação e com diversos nomes, a depender da faculdade e de quem a ministra.
Aqui a temos chamado de Prática e Critica da Comunicação, porque por exigüidade de tempo não há como demorar na teoria. Isso, o aluno pode conseguir em livros. Parece-nos de suma importância que o aluno aprenda a ser crítico da própria comunicação, aprenda a aceitar as críticas dos outros e quando criticar a comunicação dos outros saiba fazê-lo levando em conta os valores, as intenções e o lado positivo daquele trabalho. Nem por isso deve ter medo de alertar o irmão e a irmã na fé quanto a possíveis desvios ou ensinamentos inadequados. Quem mais recebeu tem o dever de dar mais. Quem sabe mais tem o dever de ensinar. O mero fato de poderem ser alunos de Teologia em Faculdade que lhes mostra outros mestres além dos que vocês já seguem, aumenta em vocês a responsabilidade perante seus irmãos catequistas que não cursaram o que vocês cursam. 

A paz começa no lar

Embora nenhum de seus filhos pinte para delinquente, é necessário ter presente que a violência pouco a pouco entra nos lares. Por exemplo, você sabia que 25 por cento das garotas nos Estados Unidos são agredidas por seus namorados e o que é pior, a maioria delas acredita que isto é normal?
Ao escutar notícias lamentáveis como estas e pensar que em tudo o que acontece no mundo, não se pode deixar de perguntar... Quem pode ser capaz de semelhante barbaridade... em que coração humano cabe tanta frialdade... quem pode ser capaz de tanta violência?
Desafortunadamente, esta é uma realidade que é vivida em todos os lugares, que afeta a todos, e de muitas maneiras. É verdade que a violência sempre existiu, mas o mais perigoso agora, é que começa a ser tolerada, a ser aceita como inevitável: sem ir muito longe, seria inusual encontrar um filme onde as balas, o sexo deliberado e a crua violência não fizessem sua aparição; ou algum semanário ou jornal onde não seja uma notícia policial a que estampa a primeira página.
Entretanto, o homem não é feito para a guerra, é feito para a paz.
E isto pode ser assegurado porque a história nos demonstra que o homem que vive na violência se auto-destrói. O difícil e complicado do tema é que a paz não se dá instantaneamente nem por mandato, não se obtém sem esforço, nem se compra ou pede emprestada: a paz tem que nascer do coração de cada homem.
E se não há paz no coração, como pode haver paz em um povo, em uma nação, no mundo?

Viver em paz
É por isso, que manter a paz é uma obrigação primária para todos, mas em especial dos pais, pois é no lar onde se aprende a viver e construir a paz; é ali onde os pais têm a enorme responsabilidade de ensinar aos filhos a maneira de comportar-se, de tratar aos demais e de resolver os problemas.
É incrível como até em uma pequena sociedade como a família, onde existe carinho entre seus membros, pode perder-se a paz. Não há dúvida de que a paz é algo muito frágil pela qual deve-se trabalhar pacientemente todos os dias para conquistá-la.
Mas antes de alcançar isto, tem-se primeiramente que ter claro como se vive a paz.
Ao contrário do que muitos acreditam, a paz não é a ausência da guerra, nem é somente o respeito aos outros. 

terça-feira, 9 de março de 2010

OFICINA DE DONS

DOM DE MILAGRES

Ligado à cura está o dom dos milagres. Certas curas são verdadeiros milagres:acontecem imediatamente de maneira extraordinária. O processo de cura é demorado, mas o milagre é imediato. Além dos milagres no campo da cura, há muitos milagres que o Senhor faz em muitos outros campos da nossa vida.
Pela fé carismática, começamos a perceber os milagres acontecendo nas nossas vidas, nos nossos grupos, em nossas comunidades. O que nunca se esperava acontece, o impossível acontece.
Além da cura, Deus pode fazer milagres em nossa vida. Os santos de que fala o Evangelho foram homens repletos do Espírito, banhados em fé, em suas vidas, por isso milagres aconteceram com eles. A fé está sendo suscitada, e quando temos um povo que acredita, que crê na força do Espírito, os milagres de Deus começam a acontecer no meio de nós.
É bom lembrar que Deus não está a nossa disposição como se ele fosse um escravo para atender os nossos pedidos a qualquer momento. A nós o pedido e a Deus, pela sua misericórdia, o realizar. Se ele quer o milagre, ele o fará. É importante frisar que não podemos apoiar nos milagres para termos mais fé. Pois o próprio Deus, já nos deu provas suficientes e concretas de que está zelando por nós. Para um judeu por exemplo, os acontecimentos do dia a dia são milagres: O nascer do sol, o rio que corre das colinas, o abrir os olhos a cada manhã, o firmamento, a ordem do universo.
Tenha fé! O senhor pode tudo nos vários campos da vida: das finanças, no campo da libertação de vícios, da libertação da prostituição, do adultério. Também no campo da conversão de pessoas que recusam Deus. Ele pode fazer milagres; basta que acreditemos e de seu amor misericordioso.

Fonte: Wiki canção nova

De Lutero a Roma: Testemunho de conversão de um Protestante que descobre-se filho da Igreja Católica.

Depois de 3-4 anos a cruzar por Genebra, parece-me adequado que proclame a vitória de Roma sobre a minha alma.
Sei que há quem fique escandalizado com esta conclusão, quem duvide se não é odisseia a trajetória da minha peregrinação de fé. Porém, Chesterton, que contribuiu no ano passado para a minha conversão, defendia-se perante os seus críticos alegando que, na aventura que é a Ortodoxia, se vê como um velejador inglês que, num erro de cálculo, parte do Tamisa, dá toda uma volta ao mundo, e chega ao estuário londrino a pensar que descobriu as índias orientais. Para este, chegar à plenitude e pureza do Cristianismo durou toda a sua vida adulta.

CONFIRA TODO TESTEMUNHO CLICANDOAQUI

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tempo de meditar

Autor: Blog Jornal Católico - 5/3/2010Neste tempo especial de graças que é a Quaresma devemos aproveitar ao máximo para fazermos uma renovação espiritual em nossa vida. O Apóstolo São Paulo insistia: Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus! (2 Cor 5, 20); exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação. (2 Cor 6, 1-2).



Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma a Igreja quer ensinar-nos como vencer as tentações de hoje. Daí surgiu a Quaresma.
Na Quarta-Feira de Cinzas, quando ela começa, os sacerdotes colocam um pouquinho de cinzas sobre a cabeça dos fiéis na Missa. O sentido deste gesto é de lembrar que um dia a vida termina neste mundo, voltamos ao pó que as cinzas lembram. Por causa do pecado, Deus disse a Adão: És pó, e ao pó tu hás de tornar. (Gênesis 2, 19)
Este sacramental da Igreja lembra-nos que estamos de passagem por este mundo, e que a vida de verdade, sem fim, começa depois da morte; e que, portanto, devemos viver em função disso. As cinzas humildemente nos lembram que após a morte prestaremos contas de todos os nossos atos, e de todas as graças que recebemos de Deus nesta vida, a começar da própria vida, do tempo, da saúde, dos bens, etc.
Esses quarenta dias, devem ser um tempo forte de meditação, oração, jejum, esmola ('remédios contra o pecado'). É tempo para se meditar profundamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a vida dos Santos, viver um pouco de mortificação (cortar um doce, deixar a bebida, cigarro, passeios, churrascos, a TV, alguma diversão, etc.) com a intenção de fortalecer o espírito para que possa vencer as fraquezas da carne.
Na Oração da Missa de Cinzas a Igreja reza: Concedei-nos ó Deus todo poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma para que a penitência nos fortaleça contra o espírito do Mal. 

Você Entende o que é o Mistério da Redenção?

Autor: Professor Felipe Aquino - 5/3/2010
O ponto central da fé cristã é a Redenção, realizada por Jesus através de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. E o Senhor quis perpetuar a celebração da nossa Redenção pela santa Missa. Eis o mistério da fé, o sacerdote diz após a Consagração, quando então o Calvário vivo se renova sobre o altar, embora de maneira incruenta. E o Senhor que continua a salvar os homens de todos os tempos e lugares.
Jesus veio ao mundo, assumindo nossa natureza, para resgatar-nos da escravidão do pecado, do sofrimento e da morte eterna. Fazendo-se homem, Ele estava em condições de salvar o homem.
Mas, em que consiste essa salvação? Parece-me que esse é um ponto mal esclarecido e pouco ensinado aos fiéis, o que faz com que a maioria, infelizmente, não chegue a compreender bem o verdadeiro mistério da fé e não possa saborear com entusiasmo as riquezas de nossas celebrações litúrgicas, especialmente as do tempo pascal.
A Tradição e o Magistério da Igreja nos asseguram que o homem foi criado por Deus, por amor, para ser plenamente feliz n'Ele (cf. Cat §1). Mas, com o pecado original - pecado de desobediência e de soberba - o homem perdeu a vida divina e os dons preter-naturais, principalmente a imortalidade. Com o pecado, que não estava nos planos de Deus, entraram na vida do homem o sofrimento e a morte. São Paulo disse que: O salário do pecado é a morte (Rom 6,23) e que o pecado entrou no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte passou a todos os homens (Rom 5,12).
O pecado original é dogma de fé, e a Igreja combateu no século V, principalmente através de Santo Agostinho, a heresia do frade Pelágio (o pelagianismo), que negava a natureza decaída pelo pecado original e, como conseqüência, a necessidade da graça redentora de Cristo. Se não houvesse o pecado original, Cristo não precisaria ter morrido na cruz por nós. E por causa desse pecado que Santo Agostinho dizia: O' feliz culpa que nos fez receber um tão grande Salvador.
O Catecismo da Igreja diz que: § 397 - O homem, tentado pelo Diabo, deixou morrer em seu coração a confiança em seu Criador (Gn 3,1-11) e, abusando de sua liberdade, desobedeceu ao mandamento de Deus. Foi nisto que consistiu o primeiro pecado do homem. Todo pecado, daí em diante, será uma desobediência a Deus e uma falta de confiança em sua bondade. E mais: §389 - A doutrina do pecado original é, por assim dizer, o reverso da Boa Notícia de que Jesus é o Salvador de todos os homens, de que todos têm necessidade da salvação e de que a salvação é oferecida a todos graças a Cristo. A Igreja, que tem o senso de Cristo, sabe perfeitamente que não se pode atentar contra a revelação do pecado original sem atentar contra o mistério de Cristo. 

Remédio Espiritual e Corporal

Dom Eugenio Sales

Arcebispo Emérito do Rio

Toda criatura humana, pressionada pelo sofrimento, procura, espontaneamente um alívio, um remédio na doença, a cura. Essa reação natural não exime do dever de avaliar, à luz da fé, a natureza dos recursos empregados. Igualmente alguém diante do martírio não pode, para salvar a sua vida, abjurar sua crença. Isso porque os valores que servem de base ao nosso julgamento são transcendentais à existência atual, que é transitória. Para nós, o bem supremo é outro e a Ele se deve submeter tudo mais.
Buscamos - e temos o direito de fazê-lo - tudo que for válido, moralmente bom ou indiferente, para a preservação de nossa saúde. Entretanto, temos o dever de não privar um irmão do bem espiritual por conta de um risco secundário que possa suceder.
Em caso de enfermidades, recorremos a todos os meios eficazes e não contrários a nossos princípios. Assim o fazemos normalmente, levados pelo instinto de conservação.
Dentro dessas considerações, não se compreende a relutância em apelar para a unção dos enfermos, deixando-a, talvez, para os últimos momentos. Diante dos que sofrem, brotam no coração do homem sentimentos de compaixão, impulsos para ajudá-lo. Da parte da Igreja, há recomendações especiais feitas aos pastores.
O sofrimento é a identificação com a fecundidade que promana do sacrifício da cruz. Completa em nós o que falta à paixão de Jesus, na expressão de São Paulo, na Carta aos colossenses (1,24): Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que faltar das tribulações de Cristo pelo seu corpo, que é a Igreja. Além dessa perspectiva, mantém-se a luta contra a dor e, ao mesmo tempo, compreende-se sua função de alerta para as causas, pois é efeito de algo que não caminha bem. Ela se enriquece sobrenaturalmente pela maior união a Cristo padecente. Quando indica a aproximação da morte, torna-se um vestíbulo de onde nos preparamos para sermos recebidos pelo Pai. Na visão cristã, a existência não nos é tirada, mas transformada na verdadeira vida.
O Senhor nos acompanha com a sua graça em todos os dias de nosso peregrinar. Os sacramentos são sinal dessa benevolência para conosco. Ao nascer, o batismo; ao crescer, a confirmação, e quando doentes, precisamos da ajuda material e espiritual, o bálsamo da santa unção.
Quanto a este último, que era chamado de extrema unção, foi identificado, na mentalidade de muitos, como sinônimo da morte inevitável ou iminente. O Concílio Vaticano II, na constituição Sacrossantum Concilium (nº 73) propõe nova perspectiva. Afirma que também e melhor pode ser chamada unção dos enfermos. E logo adiante: o tempo oportuno para receber a unção dos enfermos é certamente o momento em que o fiel começa a correr perigo de morte por motivo de doença ou de idade avançada. Infelizmente, esse instrumento da bondade divina ainda se relaciona com a proximidade do falecimento, na concepção de muitos cristãos. Esquecem-se que até a idade avançada já é credora da administração desse sacramento. 

domingo, 7 de março de 2010

Liturgia do Domingo

III Domingo da Quaresma (Ano C)

Roteiro Homilético – III Domingo da Quaresma (Ano C)



TEMA



Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”.



Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.



O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.



A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

O Sacramento do Matrimônio

Grupo renascer: convidamos a todos a participarem da formção do dia 31 de março sobre "Matrimônio"
texto: Dom Antônio Carlos Rossi Keller

INTRODUÇÃO
Falava uns dias atrás com um amigo, um pouco mais velho do que eu. Na conversa, apareceram coisas de quando éramos pequenos. Um pouco emocionado me disse: Ainda recordo quando, sendo criança, minha mãe dava-me um beijo antes de dormir, depois de ajudar-me a rezar as orações da noite. Eu vivia contente e feliz por sentir-me amado por minha mãe. Meu pai também tinha detalhes que me agradavam muito. No inverno, junto ao fogo, sentava-me em seu colo. Então, contava-me muitas coisas de suas viagens, de quando era jovem e o quanto teve que trabalhar para levar adiante sua vida. Recordo aqueles momentos com muitas saudades. Ficava esperando meu pai voltar do trabalho, com a expectativa de que me contasse muitas histórias.
E como estão seus pais, agora? - lhe perguntei. Estão muito velhos, me disse; minha mãe está bem doente, já não se levanta mais da cama. Os dois vivem comigo. Meu pai, quando estou no trabalho, cuida dela com todo o amor e carinho. O amor destes pais para com seu filho, e os detalhes de amor que tinham entre si estes esposos, nos fazem pensar na grandeza do sacramento do Matrimônio. Sabemos agradecer o que nossos pais fazem ou já fizeram por nós? Ajudamos-lhes em suas necessidades? Procuramos tornar-lhes a vida mais agradável? Lembramos de rezar por eles todos os dias?

IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Instituição do matrimônio no paraíso terrestre
O livro do Gênesis ensina que Deus o ser humano, homem e mulher, com o encargo de procriar e multiplicar-se: Homem e mulher os criou, e Deus os abençoou dizendo-lhes: Crescei e multiplicai-vos e enchei a terra (Gênesis 1,27-28). Assim, Deus instituiu o matrimônio, e o instituiu, tendo como fim principal para que tivessem filhos e educassem-nos; e como fim secundário, para que os esposos se ajudem entre si: - porque não é bom que o homem esteja só, vou fazer-lhe uma ajuda semelhante a ele? (Gênesis 2,18).
Como conseqüência, o matrimônio é algo sagrado por sua mesma natureza, e os esposos são colaboradores de Deus participando do poder divino de dar a vida, ao preparar o corpo dos novos seres nos quais Deus infunde a alma criada a sua imagem e semelhança, destinados a dar-lhe glória e a gozar com Ele no céu.
2. O matrimônio, sacramento cristão
Jesus Cristo elevou à dignidade de sacramento o matrimonio instituído no início da humanidade. O matrimônio entre cristãos é a imagem da união de Jesus Cristo com sua Igreja. A tradição cristã viu na presença de Jesus nas bodas de Caná uma confirmação do valor divino do matrimônio. Portanto, entre cristãos, só existe um verdadeiro matrimônio: o que Jesus Cristo santificou e elevou à dignidade de sacramento. Por isto, nenhum católico pode contrair tão somente o chamado matrimônio civil. Tal união não seria válida, já que não tem maior valor do que o de uma simples cerimônia legal perante a lei civil. Entre católicos só é válido o matrimônio-sacramento contraído perante a Igreja. 

OS ROCKEIROS E JESUS

Eu componho músicas sobre Jesus. Não reúno milhões em praças como os super-astros do pop e do rock, mas creio ter alguma responsabilidade para com os que, como eu, cantam sobre Jesus e para ele.
Os rockeiros adoram bater em Jesus ou nos dogmas sobre ele. Tim Rice e Andrew Lloyd Webber, em Jesus Christ Superstar mostraram um Jesus fraco e hesitante, apaixonado por Madalena. Madona, a diva do Pop, encenou cenas eróticas sugerindo-se possuída pelo e ao mesmo tempo sedutora do sobrenatural, além de mostrar-se malcriada para com João Paulo II. Bateu de frente com os católicos. John Lennon se proclamou mais popular e famoso do que Jesus, sem esquecer sua canção “Imagine” que sonhava um mundo melhor sem religião. Agora, outro super-astro da musica pop Elton John afirma que o compassivo s sensível Jesus era gay. E para ser compassivo é preciso ser homossexual? Desde quando?
Na verdade os rockeiros que, às vezes, cantam canções iradas e mordazes contra a sociedade, gostam de navegar na polêmica. Parece ser uma das características do rock. É som e mensagem para provocar. Trajes, nudez, frases ambíguas, frases pesadas, em alguns casos até os nomes, que sugerem pacto com o diabo e com a polêmica, mas na verdade são apenas artifícios para chamar a atenção para o seu gênero de música. São bons de marketing.
De certa forma mudaram o seu tempo não tanto pela política, mas tiveram sua parte na atitude libertária e anárquica de milhares, senão milhões de jovens. Já escrevi artigos sobre o lado positivo dessa cultura. Deu voz aos jovens de quem muito se falava, mas que pouco falavam. Seus gritos fortíssimos e suas guitarras ululantes e muito bem tocadas lhes deram voz. O mundo os ouviu. Se concordamos ou não com isso é outra história, mas não apenas Woodstock; centenas de outros eventos disseram ao mundo que há culturas jovens e que eles podem e devem falar. Muitos rockeiros de ontem são hoje cidadãos criativos que entenderam que sua fase de deboche e oposição passou. Gostam do rock, mas não do que ele na época representou. Não repetiriam aquelas cenas e aquelas noites de bebida e droga que, para alguns, era símbolo da cultura pop ou rock. A droga e a promiscuidade não precisavam ser sinônimo do rock. Mas levou milhares deles. Havia e há rockeiros muito bem resolvidos. É bom ouvi-los hoje para ver quem ficou marcando passo no infantilismo de eternos Peter Pans e quem evoluiu exatamente porque aprendeu a dizer o que pensa. Há um rock de fantoche, daquele que imita e há rock daquele que emite e sabe muito bem o que está dizendo e porque o diz.
Ficou e ficará enquanto o rock for rock, a rebeldia e a provocação. Elton John, por exemplo, provocador nato, voltou a aparecer e a justificar sua opção de homossexual, afirmando sem prova alguma que Jesus era como ele. O cantor não está nem um pouco preocupado em provar o que disse. Chegou aonde queria, à mídia. O mundo inteiro tornou a falar dele porque ousou mais uma vez atingir o Mestre máximo de mais de 2 bilhões de pessoas. Quer mais marketing do que isso?
Dizer o quê? Responder o quê ao moço que adora nadar nas águas da polêmica? Fez o mesmo que Madona e John Lennon. Mirou em Jesus como o quase assassino do papa mirou em João Paulo II. Não matou, mas causou-lhe danos irreparáveis. Sua afirmação pode causar algum dano em algumas cabeças, mas não em Jesus.
É bem mais fácil alguém trazer Jesus para o seu lado do que ir para o lado de Jesus. O lado de Jesus é bem menos divertido e midiático. Mais uma vez alguém picha a imagem do Cristo. Mais uma vez os jornais publicam sua pichação. Outra vez publicarão matérias sobre o tema. Um certo tipo de mídia ficará satisfeita porque o tema dá manchete. Outros vão ignorar. Lojas venderão mais obras do cantor e os crentes serenos entenderão mais uma vez que crer em Jesus exige serenidade e paciência e diálogo até com quem quer apenas debochar.
Mas uma triste verdade volta á tona. Não a de que Jesus era gay porque isso cheira à calúnia. A verdade é que não apenas Elton John criou um Jesus que viveu como ele vive: milhões de crentes fazem o mesmo. Ao invés de vivermos como Jesus viveu, damos um jeito de provar que Jesus viveu ou viveria como nós vivemos. E aí repousa o triste X da questão! O Cristo retocado por crentes, por ateus ou militantes políticos! Enfim, um Jesus que agiu e agiria como nós... Não confere, mas repercute!...

texto: Pe. José Fernandes de Oiliveira- Pe. Zezinho

DEUS É FIEL

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