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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Um conto de esperança sobre os desígnios de Deus no Ano Novo

Sol em Áries:  Ano Novo Astrológico de 2018  começa em 20 de março
Baseado em uma história real

Esse conto de Ano Novo, baseado em fatos reais, é uma prova de que dias melhores sempre virão e que Deus sempre tem uma razão para o que escreve, mesmo que por linhas tortas.

Artur cresceu sem o pai, mas não era uma pessoa triste. Em vez de se revoltar contra a vida, tornou-se um homem de grandes valores e com muito amor para dar. Seu maior sonho era ter um filho para ser o pai que nunca teve. Por isso em seus votos de ano novo, sempre incluiu a resolução de se tornar pai.

Sofia nasceu em uma família pobre. Por falta de condições sua mãe a entregou para a adoção. Apesar de ser um bebê querido, não foi fácil encontrar uma nova família. Sofia não lembra do rosto dos seus pais, mas isso não a faz uma pessoa amargurada. Todo ano novo ela deseja felicidades para seus pais biológicos. E promete a si mesma que no dia que se tornar mãe, ficará com seu filho para sempre.

Arthur fazia trabalho voluntariado em um hospital infantil. Vestia-se de palhaço para levar alegria e ânimo para aquelas crianças enfermas. Uma delas tinha como babá, Sofia.  Foi então que se conheceram. Passaram a se encontrar e se apaixonaram. Logo o sonho de ter um filho se unificou e o amor os levou ao altar.

Valentina se fosse menina. Mas se fosse menino ainda teria de escolher entre Vítor ou Miguel. Porém, primeiro, Sofia se formou e Artur conseguiu um emprego melhor.

Com a vida estável, Sofia descobriu que estava grávida. Artur quase desmaiou quando soube da notícia. Abraçaram-se e choraram muito. Valentina, veio ao mundo perfeita para realizar o sonho e completar a vida de seus papais apaixonados. No primeiro Ano-Novo juntos, Artur não pediu um filho, ele já tinha Valentina e Sofia ratificou a promessa de ficar ao lado dela para sempre.

Valentina foi um bebê muito adiantado. Deu seus primeiros passos cedo. Aprendeu a falar muito rápido. Eram uma família muito feliz. Amavam demais a filha. Sofia até parou de trabalhar para poder cuidar melhor de Valentina.

Mas Valentina perdeu a animação. Pensaram seus pais que era o cansado do dia. Mas aquela prostração permaneceu. Então, resolveram levá-la ao médico. Valentina estava com leucemia. Foram meses de luta e sofrimento, até que, logo após completar 6 anos, a doce menina não resistiu e partiu. Partiu-se também o coração de seus pais. Artur e Sofia perderam seu chão e o sentido para a vida. Era difícil entender que Valentina havia completado sua missão.

Meses depois, ainda muito abalada, Sofia descobriu-se grávida novamente. A notícia não conseguiu animar casal que ainda tinha o coração despedaçado. Resolveram decidir o nome mais para frente.

No dia 31 de dezembro, estavam sentados na varanda do seu apartamento tentando decidir o que fazer na noite da virada. Ainda estavam muito tristes. Artur só queria ficar em casa, ainda mais que Sofia estava completando 8 meses de gravidez e sua barriga estava enorme.

– Vamos fazer algo, amor?

– Nada, amor. O Ano Novo não tem mais sentido para mim e nunca mais terá.

Sofia não respondeu porque também sentia o mesmo. Ficaram em silêncio por um tempo. Contemplando a paisagem tentando amenizar a saudade de Valentina e sem quaisquer resoluções para novo ano que chegava.

Foi, então, que o silêncio foi interrompido por um forte barulho de água caindo no chão. Era a bolsa de Sofia que havia estourado. Correram para o hospital. Às 2h45 do dia primeiro de janeiro, nasceu Victor e, cinco minutos depois, Miguel, seu irmão gêmeo.

E, então, o Ano Novo de Artur e Sofia nunca mais deixou de ter sentido.

Não importa o que aconteça, não esmoreça e sempre mantenha a fé e a esperança, porque, a injustiça não existe para Deus e apesar de não entendermos o sentido das dores, sempre haverá uma nova chance para recomeçar…

FELIZ ANO NOVO!!!

(via Provocações Filosóficas)

A hora da verdade chegou para o Brasil e Jair Bolsonaro

BOLSONARO

O ex-militar, de 63 anos, chega com uma legitimidade conferida pela clara vitória nas urnas

Chegou a hora da verdade para Jair Bolsonaro, que poderá demonstrar a partir de terça-feira se tem tanta habilidade de governar o Brasil quanto de fazer ataques eleitorais contra a corrupção política, os partidos de esquerda e a “ideologia de gênero”.
O ex-militar, de 63 anos, chega com uma legitimidade conferida pela clara vitória nas urnas e por um cenário político devastado por anos de escândalos de corrupção, crise econômica e aumento da criminalidade.
A esquerda está dividida e os partidos de centro-direita estão reduzidos a forças inexpressivas.
O Partido Social Liberal (PSL) do presidente, com apenas 52 cadeiras de um total de 513, será o segundo maior em uma Câmara dos Deputados pulverizada.
Para garantir a governabilidade, deve manter a convergência dos lobbies transpartidários que deram a ele um suporte fundamental na campanha: os grandes produtores agrícolas, as igrejas ultraconservadoras neopentecostais e os defensores da flexibilização do porte de armas.
Ele também ganhou o apoio do mundo dos negócios, seduzido por suas promessas de reduções de gastos públicos, de impostos e privatizações.
– Retórica eleitoral –
A tarefa se anuncia complexa. A reforma da previdência, considerada essencial por sua equipe econômica, encontra resistência entre seus próprios aliados. E a reaproximação com Israel é vista com desconfiança pelos exportadores de carne, que temem represálias comerciais de países árabes.
Desde as eleições, Bolsonaro teve que recuar ou deixar em suspenso algumas de suas promessas, sem dar qualquer indicação de onde começará.
“Estamos às vésperas da posse do presidente eleito e ainda há uma grande incógnita sobre como será o governo”, afirma Rogério Bastos Arantes, professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP).
Um de seus poucos anúncios concretos foi a retirada do Brasil do Pacto Global das Nações Unidas sobre Migração. Além disso, alguns de seus comentários acabou precipitando o fim da cooperação médica com Cuba.
Essas medidas satisfazem seu eleitorado, mobilizado por uma forte campanha de ruptura com as idéias universalistas e com o legado do PT, que governou de 2003 a 2016.
Mas Bolsonaro ainda não emitiu nenhum sinal de que pretende ser, como prometeu perante o STF em 10 de dezembro, “o presidente dos 210 milhões de brasileiros (…) sem distinção de origem, raça, sexo, cor ou religião”.
Bastos Arantes afirma que se esses sinais demorarem muito, o Brasil poderá mergulhar numa “crise de governabilidade”.
“Bolsonaro tem que dizer à sociedade o que pretende fazer positivamente, não apenas negativamente”, destaca o analista político. E alerta: “É muito difícil governar e se relacionar com as instituições com base em sua retórica de campanha”.
– “Poder popular” –
Em seu discurso ante ao STF, Bolsonaro evocou a possibilidade de abalar o sistema atual de representação, através de “uma relação direta” com o povo graças às redes sociais, sua ferramenta de campanha preferida.
“As eleições de outubro revelaram uma realidade diferente das práticas do passado: o poder popular não requer mais intermediação e as novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”, afirmou.
Para Bastos Arantes, “o estímulo à beligerância pode continuar (…) porque existem mecanismos constitucionais que podem ser usados para apoiar o presidente por meio de referendos”.
“Há um cenário ainda muito aberto, com risco de investir em um inimigo interno, que também poderia ser externo”, continua ele, lembrando que Bolsonaro, diplomaticamente alinhado com o americano Donald Trump, multiplica as declarações hostis contra o fracassado regime socialista da Venezuela.
“Inventar um inimigo externo para se sustentar internamente é uma fórmula bem conhecida”, afirma.
– Ministros em batalha –
Bolsonaro, nostálgico da ditadura militar (1964-1985), formou uma equipe de 22 ministros, sete deles militares reformados. O Ministério da Economia foi confiado ao ultraliberal Paulo Guedes, o de Relações Exteriores a um diplomata convicto de que Trump pode “salvar o Ocidente” e o da Mulher, Família e Direitos Humanos a uma pastora evangélica.
Na Justiça, ele colocou o juiz do combate à corrupção, Sérgio Moro, figura emblemática da Operação Lava Jato que levou dezenas de políticos à cadeia, incluindo o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo governo revelou nesta semana um plano para os primeiros cem dias para essa equipe díspar, com uma maioria de integrantes sem experiência política.
O texto estabelece quatro etapas para os 10, 30, 60 e 90 dias com a identificação e o encaminhamento de propostas prioritárias, bem como para eventual revogação de decretos e leis existentes.
Prevê, por fim, “uma cerimônia para comemorar 100 dias de governo, em 11 de abril”.
O mundo então terá, talvez, uma ideia do que é o Brasil de Bolsonaro.
(AFP)

Esta imagem do Divino Jesus continua sendo fonte de milagres

DIVINO NINO
A imagem foi descoberta em Bogotá por "coincidência" e renova até hoje a devoção ao Divino Menino Jesus
Uma das imagens mais populares do Divino Menino Jesus se encontra em Bogotá, na Colômbia. Conhecida como “Divino Menino”, a estátua foi descoberta providencialmente após um sacerdote ter uma visão celestial do Divino Menino.

Em 1914, o padre salesiano John Rizzo quis construir uma igreja para os paroquianos de uma cidade próxima, Barranquilla.

No entanto, ele não tinha dinheiro e as pessoas para quem celebrava Missa eram extremamente pobres. Tentou arrecadar os fundos necessários, mas não conseguiu.

Depois de se ajoelhar diante da estátua da Santíssima Virgem Maria, olhou para o alto e viu o Divino Menino Jesus nos braços da sua Mãe. Jesus estava sorrindo com os braços estendidos, e Rizzo o viu dizendo: “Leve-me com você, quero acompanhá-lo”.

Após este acontecimento, ele conseguiu arrecadar todo o valor necessário para construir a igreja, o que reforçou seu profundo e permanente amor ao Menino Jesus.

Rizzo decidiu estender esta devoção: visitou um artista italiano local que tinha uma estátua antiga do Divino Menino Jesus com os braços abertos de forma acolhedora.

A estátua contava inicialmente com uma cruz nas cosas, mas Rizzo pediu que a cruz fosse tirada e que fossem escritas as palavras “Eu reinarei” na base.

Ele começou a pregar sobre o Divino Menino e construiu uma pequena capela para albergar a imagem. Rapidamente começaram os milagres e a devoção se expandiu de maneira veloz.

Como o tempo, foi construída uma igreja maior e milhares de pessoas começaram a visitar o santuário.

Os milagres continuam até hoje e a estátua nos recorda o terno amor de Deus pela humanidade, bem como seu acolhimento a cada um de nós.

Seus braços querem se aproximar de nós, como qualquer criança deseja ser pega no colo. Ele nos convida a abraçá-lo e tê-lo perto do coração.

Que graça especial você quer pedir hoje ao Divino Menino Jesus?


4 passos simples para planejar as metas de 2019

Bem planejar, para bem corresponder a vontade de Deus.

Estamos no último mês do ano… “E o que você fez?” – Alguns passaram o ano todo dizendo “vou fazer” e não fizeram, e depois proclamaram a famosa frase: “eu não tive tempo”. Uns conseguiram muitas coisas, e outros, não o que realmente queriam. Mas, para todos nós, o tempo agora é o mesmo: é hora de planejar!

Fazer um planejamento pessoal – seja ele anual ou semestral – não é coisa só de empreendedor. Se você quer realmente chegar a algum lugar, e, conquistar algum objetivo concreto, é preciso planejar. Viver de surpresas a todo tempo não é possível, e planejar é uma necessidade. O planejamento é uma forma de visualizar suas metas de vida, estabelecer um roteiro do que você fará no próximo período e traçar caminhos e prazos de ação. E, aqui há uma premissa máxima de onde deve partir todo planejamento, que é viver a vontade de Deus acima de tudo.

Nosso ponto de partida é o cumprimento da vontade de Deus, porque fora disso não seremos felizes. Na lógica evangélica, não planejamos para o sucesso, planejamos para viver a fidelidade com aquilo que Deus quer para nós. Quanto mais próximo da vontade de Deus, mais claro fica o planejamento.

Casar, viajar, mudar de carreira, viver a Reciclagem… Tudo isso, e outras coisas são orientadas num bom planejamento, onde não excluímos a experiência do sobrenatural, não eliminamos os mistérios de Deus e suas surpresas, mas nos abrimos a sua condução concreta que nos aponta aonde realmente devemos estar, e por onde devemos seguir.

Planejar não é limitar-se, mas é reconhecer até onde você pode ir, e como chegar lá sob a óptica da oração… Para ficar mais claro, vamos resumir um pequeno caminho de construção de um planejamento. Esse realmente é um pequeno caminho, há diversas formas de construir um planejamento, aqui apontaremos sobre do que ele é composto…

Revisando… Primeiro, pare e faça uma revisão de vida de como foi seu 2018. Em que você cresceu? Quais sonhos se tornaram concretos? O que não aconteceu? Faltou comprometimento da minha parte? Tendo revisado, faça uma lista e em seguida um discernimento daquilo que deve seguir para o próximo ano. 
Enfim, como começar a planejar? Outra coisa não seria, senão, começar a planejar a partir da escuta da vontade de Deus. É claro que Deus não vai te dar uma lista pronta de coisas a viver em 2019! Então, em sua oração pessoal, leve a Deus suas metas para o próximo ano. Partilhe também com seu acompanhador pessoal… Analise o que é a vontade de Deus para você? Como você quer viver a vontade de Deus no próximo ano? Como você quer viver a vontade de Deus nos próximos 12 meses? E assim, defina metas.

Exemplo: Meta 1 – Começar uma pós-graduação / Meta 2 – Viagem para Roma / Meta 3 – Comprar um carro (…) 

Como encaro essas metas? Tendo escutado a Deus e visto o que convém viver no próximo ano, analise como você encara esses objetivos. Determine as prioridades, e perceba como você vai lidar com isso no dia a dia. O planejamento para funcionar bem, precisa ter seus traços, seu ritmo, sua identidade e sua determinação. Ele é o que Deus sonha para você, e que você quer realizar com Deus. Encarando-o dessa forma, faça o comprometimento tornar-se concreto. 
Agora planeje caminhos! Se você sempre quis alguma coisa e ela não funcionou, possivelmente faltou o planejamento. Quando você planeja, você não fica em situações vulneráveis, como, por exemplo, financiar um carro sem condições de pagar as parcelas. Então, saiba aonde você quer chegar, e defina o caminho para isso… Planejar é ferramenta de quem decide dar passos firmes e crescer.

Exemplo: Meta 1 – Começar uma pós-graduação: 1.1 – Analisar quantos % do meu salário pode ser destinado a isso / 1.2 – Consultar cursos: custo x qualidade / 1.3 – Fazer matrícula / 1.4 – Programar na agenda os dias da semana para estudos (…)

Perceba essa diferença: no planejamento eu determino minhas metas, dou a cada meta um caminho, e a cada caminho um prazo para cumprir. O planejamento não é uma lista de eventos que ocorrerão em 2019, os eventos nós anotamos na agenda.

Exemplo: Meta 1 – Começar uma pós-graduação: 1.1 – Analisar quantos % do meu salário podem ser destinados a isso (30/11/2018 a 20/12/2018) / 1.2 – Consultar escolas: custo x qualidade (10/01/2019 a 30/01/2019) / 1.3 – Fazer matrícula  (Fevereiro, 2019) / 1.4 – Organizar agenda de estudos e começar a estudar (Fevereiro, 2019).

Pronto! Agora é só agir conforme os prazos!

Planejar é fazer o certo, confiar no caminho a trilhar: confiamos num caminho traçado. Não é prever o futuro, isso, não conseguimos. Mas, é traçá-lo a luz da vontade de Deus. Não colocar a cabeça nas nuvens, mas fixar os pés no chão e lançar o coração ao alto. Tendo detalhado o seu caminho, siga-o. Comprometa-se com as datas que você deu a si mesmo. Se quisermos viver a vontade de Deus precisamos nos determinar e nos comprometer.

Larissa Sassi

Retrospectiva 2018: O ano do Papa Francisco

Viagens, audiências, encontros… Inúmeros eventos realizados dentro e fora do Vaticano imortalizaram a emoção do Papa Francisco no seu contato com os fiéis.

31 dezembro 2018
Um ano para a Santa Sé e o Papa Francisco rico de viagens, eventos, encontros e acordos. Destes, um dos mais significativos foi com a República Popular Chinesa assinado em 22 de setembro. Trata-se de uma reaproximação entre os dois Estados, com o foco na nomeação de bispos, criando as condições para uma colaboração mais ampla em nível bilateral.

Perdão, justiça e verdade

Outro tema que dominou a agenda vaticana foi a reparação para os crimes de abusos, a ponto de o Papa convocar todos os presidentes das Conferências Episcopais para fevereiro próximo.

Em todas as viagens de 2018, Francisco se reuniu com as vítimas, fez um pedido de perdão público na Irlanda, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, e reiterou a linha “tolerância zero” que deve ser adotada por toda a Igreja no discurso de final de ano aos membros da Cúria Romana.

O Papa foi enfático ao pedir a conversão dos culpados e que os mesmos se entreguem à justiça terrena e se preparem para a justiça celeste. Crime, monstruosidade, ato abominável, vergonha: foram algumas das palavras usadas pelo Pontífice para tratar do assunto.

Abismo

No ano de 2018, Francisco não deixou de colocar no centro de suas preocupações os últimos: os descartados da sociedade, as vítimas das guerras, da violência e da fome, os cristãos perseguidos e os migrantes.

Foram inúmeros os pronunciamentos e, sobretudo, as homilias na Casa Santa Marta para denunciar a opulência de poucos em contraste com a miséria de muitos.

Uma doença séria, a do consumismo, de hoje! O consumismo, o gastar mais do que precisamos, uma falta de austeridade de vida: este é um inimigo da generosidade. A generosidade alarga o coração e o leva à magnanimidade.

Os jovens

A juventude foi protagonista este ano na Igreja com a realização do Sínodo dos Bispos em outubro, ápice de um caminho que teve fundamento um evento inédito: a reunião pré-sinodal em março com jovens de todo o mundo em Roma.

“Trabalhamos em comunhão e com ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo. Que o Senhor abençoe os nossos passos, para podermos escutar os jovens, fazer-nos próximo e testemunhar-lhes a alegria da nossa vida: Jesus”.

Viagens

Em 2018, Francisco “reduziu” suas viagens internacionais para retomar a agenda das visitas ad Limina apostolorum em Roma. Mesmo assim, foram quatro etapas internacionais: Chile e Peru em janeiro, Genebra em junho, Irlanda em agosto e Lituânia, Letônia e Estônia em setembro. Dentro da Itália, foram cinco dioceses visitadas: Palermo, Bari, Florença, Lecce e San Giovanni Rotondo.

Crianças

As audiências no Vaticano e as visitas pastorais pela Diocese de Roma ofereceram inúmeras ocasiões para um contato próximo do Papa com os fiéis. As crianças foram as protagonistas em dois momentos especiais: a visita do Papa à paróquia São Paulo da Cruz, no dia 15 de abril, na periferia de Roma. Um garoto se comoveu ao perguntar ao Pontífice se o seu pai falecido, ateu, está no céu. Uma pergunta sussurrada no ouvido do Papa, que prontamente o consolou com um longo abraço.

Já na audiência geral de 28 de novembro, uma criança “indisciplinadamente livre” atraiu as atenções dos peregrinos, ao subir no palco da Sala Paulo VI e se entreter com o Guarda Suíço. O menino argentino levou o Pontífice à seguinte reflexão:

“Esta criança não consegue falar, é muda. Porém, sabe “comunicar”, sabe se expressar. E tem uma coisa que me fez pensar: é livre, indisciplinadamente livre. Porém livre. E me leva a pensar: também eu sou livre diante de Deus? Quando Jesus diz que devemos nos fazer como crianças, nos diz que devemos ter a liberdade que tem uma criança diante de seu Pai… Esta criança… Peçamos a graça de que possa falar”.

Ano novo: Deus é a novidade infinita

Imagens De Ano Novo 2019
Todos os dias, ligamos a televisão e as notícias chegam a cada momento em nossas casas através dos mais diversos jornais disponíveis. A velocidade da informação também chega nos smartphones em um piscar de olhos, e deslizando a tela do celular, descobrimos que o artista famoso morreu, que o acidente foi fatal, que o Brasil perdeu a copa do mundo e que geou no Rio Grande do Sul. A cada atualização, uma novidade, uma surpresa, um choque, uma mudança radical. Celebramos a vitória de um atleta, choramos com o alagamento das casas em nossa cidade, ficamos perplexos com os bombardeios mundo a fora e nos unimos às famílias que choram a perda de seus entes.


Mais do que nunca, vivemos a experiência da novidade em nossas vidas, e temos a sensação constante de que o mundo “não para” e que pertence a nós. A separação do casal famoso da TV faz a adolescente chorar, como se fosse a sua própria separação com o namoradinho da escola. As pessoas assumem para si, coisas que não necessariamente fazem parte de suas vidas. Existe uma sede de novidade. O novo atrai tanto, que é constantemente buscado, consumido, é overdose diária. A notícia impacta, transforma o dia-a-dia, vira assunto nas rodas de conversa e parece nos rodear de uma forma tão intensa, que comentar o mundo exterior parece já ter virado rotina. E de tanto olhar para fora, esquecemos, muitas vezes, da novidade infinita que acontece todos os dias dentro de nós.

Como assim?

Vou explicar.

Todos os dias, algo de muito novo acontece dentro de você. Em todos os sentidos. Você chora, ri, se alegra, fica com raiva, sonha, tem medo, acha que não vai conseguir e consegue, se decepciona, reacredita, cai, levanta, dorme, acorda… E diante de tantos acontecimentos, mesmo quando tudo parece mal, de uma maneira sobrenatural… você não desiste. E tenta. Tenta de novo. E de alguma forma, mesmo quando o mundo parece estar desabando ao seu redor, algo lá no fundo, ainda que às vezes meio abafado, parece dizer ‘isso não é o fim’. E tudo começa de novo. E, assim, ganhamos um novo vigor, uma nova página, um novo amanhã, que, na verdade, começa em nosso hoje. Acontece em nosso hoje. Só pode existir algo muito mais ágil e muito mais atual do que qualquer telejornal dentro de nós, já parou para pensar nisso?

E esse ‘algo’ é o próprio Deus. Na verdade, Ele é alguém.

Alguém que habita em nós de maneira tão intensa, Alguém que é tão presente, que faz novas todas as coisas em nosso hoje! Jesus é atemporal. Chegou na história de Madalena, e em um piscar de olhos transformou a prostituta em um testemunho de misericórdia. Transformou o pescador de peixes em ‘pescador de homens’, o incrédulo em um seguidor fiel e o ladrão preso à cruz a um eterno liberto no Reino dos Céus. Quando Jesus entra na vida de alguém, o Amor também entra na vida desse alguém, e é isso que dá sentido a todas as coisas.

E por que eu estou dizendo tudo isso?

Porque neste ano que já está acabando, você deve ter passado por muitas coisas, assim como eu. Deve ter achado que tudo estava errado várias vezes. Deve ter achado tudo confuso e difícil de se viver. Deve ter vivido alegrias intensas também, ou dado passos de fé que te fazem ter uma incerteza enorme do amanhã. Ô meu caro, eu sei o que é isso. E sei também que o desejo de ter uma nova esperança fica aflorado com a chegada de um novo ano. Fazemos promessas, propósitos, queremos o novo. De novo. E de novo. E de novo.

Esse nosso anseio pelo novo, na verdade, vem por um desejo de se saciar inteira e completamente pelo Amor de Deus! Sim, Ele é a novidade infinita! Ele transforma a lágrima em riso, a confusão em sentido, o ‘não tem jeito’ em ‘tem jeito sim!’. Com Ele, é possível mudar. É possível recomeçar, apertar o ‘F5’ definitivo na sua vida! E o que se atualiza com Cristo é sempre o Amor misericordioso dEle por você: que não passa, não acaba, e como diz em Coríntios 13, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Ele não desiste de você!

Por isso, meu caro amigo, nessa virada de ano eu quero lhe fazer uma proposta diferente: viva o novo a cada segundo do Amor de Deus por você. Ele está em você, está aí dentro, e brilha mais do que os fogos de artifício que soltam por aí. Ele é a luz que nunca apaga, que resplandece sempre, e não está muito longe, basta olhar para dentro de você. É o estoque que se renova e você nem percebe.

Em alguns anos como estudante de jornalismo, descobri, na verdade, que a notícia mais atual da minha vida é a que me faz ser misericordiada a cada segundo: DEUS ME AMA! DEUS TE AMA! Sim, com Ele tudo é novo sempre! Eu não preciso esperar a virada, ou os 365 dias para recomeçar. Eu recomeço com o Seu perdão, volto com o Seu abraço e choro no Seu colo de Pai, para assim sorrir novamente. É em Jesus que recarregamos as nossas energias!

Que nesse ano que se aproxima, você viva um novo a cada dia. E recomece quantas vezes for necessário! Permita-se descobrir que a maior atualização que existe é a da sua história de salvação que é o próprio Amor de Deus por você. Reconcilie-se com você mesmo nesse instante presente. Como Pai, de braços abertos, Ele está sempre a te esperar com os Seus mistérios de Amor. Volte ao essencial. Deus tem novidades a te contar.

Shalom! Feliz vida nova! Feliz 2019!

Cássia Carvalho

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Noite Feliz’ completa 200 anos. A melhor canção de Natal de todos os tempos!

Manuscrito mais antigo de  “Silent Night”, escrito pelo Rev. Joseph Mohr. (Foto: Salzburg Museum)

Uma canção de Natal – provavelmente a mais famosa – está comemorando 200 anos. Na véspera do Natal de 1818, na Igreja de São Nicolau em Oberndorf, próximo a Salzburgo, “Stille Nacht” (Silent Night, em inglês; Noite Feliz, na versão em português) foi cantada pela primeira vez.

A letra de “Silent Night” foi escrita pelo Rev. Joseph Mohr, um jovem sacerdote em Oberndorf. Ele a escreveu em 1816 como uma reflexão sobre a paz após um verão de violência em Salzburgo. Na véspera de Natal, dois anos depois, ele pediu a seu amigo Franz Xaver Gruber, um professor na cidade vizinha de Arnsdorf e também organista em Oberndorf, para criar uma melodia para o texto. Os dois realizaram “Silent Night” na missa de véspera de Natal. Mohr cantou e Gruber tocou violão, pois o órgão da Igreja não estava funcionando. “Silent Night” foi uma sensação imediata.

A história da origem do canto ficou esquecida por algumas décadas, mesmo com corais tiroleses o tocando por toda Europa. Em Berlim, as pessoas tentaram rastrear sua origem.

As crianças da guerra invejam o estábulo onde Jesus nasceu



criança síria
"O Menino Jesus tem muitos amigos: milhares de crianças que perderam suas casas e vivem em barracos, pobres como o estábulo em Belém..."

Há 5 anos, em dezembro de 2013, um texto escrito e publicado por um arcebispo do Oriente Médio fez estremecerem e se arrepiarem todos aqueles que o leram no conforto de suas casas enfeitadas para mais um Natal.

Já fazia mais de 2.000 anos, porém, que aquele texto era atual.

Ao longo dos últimos cinco, ele foi especialmente vivo não apenas na Síria em que foi escrito, mas também no Iraque, na Líbia, no Iêmen, na Venezuela, no Congo, na Somália, na Coreia do Norte, em Mianmar, na Ucrânia… Em tantas partes do nosso planeta, muitas delas já esquecidas.

Eis o texto, tristemente atual, de dom Samir Nassar, arcebispo católico maronita de Damasco:

Neste Natal, podemos dizer que a Síria é o lugar que mais se assemelha a um presépio: um estábulo aberto, sem portas, frio e desamparado.


O Menino Jesus tem muitos amigos na Síria: milhares de crianças que perderam suas casas e estão vivendo em barracas, pobres como o estábulo em Belém.

Jesus não está sozinho em sua miséria. Crianças da Síria, que foram abandonadas e marcadas por cenas de violência, ainda prefeririam estar no lugar de Jesus: com pais amorosos para cuidar delas e dar-lhes carinho. Esta amargura é claramente visível aos olhos das crianças da Síria, em suas lágrimas e seu silêncio.

Alguns invejam o Menino Jesus, porque Ele encontrou um estábulo para nascer, protegido, enquanto algumas destas crianças sírias infelizmente nascem sob bombas caindo ou no caminho rumo ao êxodo.

E, apesar de suas muitas lutas, Maria não estava sozinha, como muitas mães menos afortunadas que vivem em extrema pobreza e assumem responsabilidades familiares sem a ajuda de seus maridos. Mesmo a precariedade da manjedoura de Belém traria consolo para aquelas mães esmagadas por problemas sem solução ​​e por desespero.

A presença reconfortante de José na Sagrada Família é uma fonte de inveja para as milhares de famílias sem pai – uma privação que gera medo, ansiedade e preocupação. Nossos desempregados invejam José, o carpinteiro, que é capaz de sustentar a sua família.

Os pastores, que com os seus rebanhos se aproximam da manjedoura, lembram os muitos fazendeiros sírios que perderam 70% de seu gado nesta guerra.

A vida nômade, que nesta terra bíblica remonta a Abraão e até mesmo a bem antes dele, desaparece abruptamente, junto aos seus antigos costumes de hospitalidade e cultura tradicional.

Os animais dos pastores se compadecem diante do sofrimento dos seus semelhantes sírios, que, devastados pela violência mortal, perambulam entre as ruínas e alimentam-se dos cadáveres.

O barulho infernal da guerra sufoca o “Glória” dos anjos. Esta sinfonia de Natal é obscurecida pelo ódio, pela divisão e pelas atrocidades.

Que os três reis magos tragam à manjedoura da Síria os mais preciosos dons do Natal: paz, perdão e reconciliação, para que a estrela de Belém possa mais uma vez brilhar em meio à escuridão da noite.

Senhor, escutai a nossa prece.

+ Samir Nassar
Arcebispo maronita de Damasco

O dia em que Padre Pio segurou o Menino Jesus nos braços

Testemunhas confirmam as visões que ele tinha na época do Natal

Padre Pio adorava o Natal. Desde criança, ele tinha uma devoção muito especial ao Menino Jesus. 

De acordo com o padre capuchinho Joseph Mary Elder, “Na casa dele em Pietrelcina, o próprio [Padre Pio] preparava a manjedoura. Ele costumava começar a trabalhar já em outubro… Quando visitava a família, procurava pelas pequenas imagens de pastores, ovelhas e magos. Ele criava o presépio, fazendo e refazendo-o continuamente até que ele achasse que estava certo.”

Essa devoção permaneceu com ele durante toda a vida. Em uma carta a uma filha espiritual, ele escreveu: “Quando começou a Santa Novena em honra ao Menino Jesus, senti como se meu espírito estivesse nascendo de novo para uma nova vida. Senti como se meu coração fosse pequeno demais para abraçar todas as nossas bênçãos celestes.”

A Missa da Meia-Noite em particular era uma celebração alegre para o Padre Pio, que ele repetia todos os anos. Durante a Missa, a alma dele era elevada a Deus com grande alegria, uma alegria que os outros podiam ver facilmente.

Além disso, testemunhas relataram que viram Padre Pio segurando o Menino Jesus. Não era uma estátua de porcelana, mas o próprio Menino Jesus em uma visão milagrosa.


Renzo Allegri conta a seguinte história.

“Estávamos rezando o rosário enquanto esperávamos a Missa. Padre Pio estava rezando conosco. De repente, em uma aura de luz, vi o Menino Jesus aparecer nos braços dele. Padre Pio ficou transfigurado, seus olhos fitavam a criança brilhante em seus braços, seu rosto foi tomado por um sorriso atônito. Quando a visão desapareceu, o Padre Pio percebeu o jeito que eu estava olhando para ele e concluiu que eu tinha visto tudo. Mas ele se aproximou de mim e me disse para não contar para ninguém.”

Uma história semelhante foi contada pelo Pe. Raffaele da Sant’Elia, que morou ao lado do Padre Pio por muitos anos:

“Em 1924, eu me levantei para ir à igreja para a Missa da meia-noite. O corredor era enorme e escuro, e a única iluminação era a chama de uma pequena lamparina a óleo. Através das sombras, pude ver que Padre Pio também estava indo para a igreja. Ele havia saído do quarto e caminhava devagar pelo corredor. Eu percebi que ele estava envolto em um feixe de luz. Eu dei uma olhada melhor e vi que ele tinha o Menino Jesus em seus braços. Eu apenas fiquei parado, paralisado, na porta do meu quarto, e caí de joelhos. Padre Pio passou, todo radiante. Ele nem percebeu que eu estava lá.”

Esses acontecimentos sobrenaturais destacam o profundo e eterno amor de Padre Pio por Deus. Um amor marcado pela simplicidade e humildade, com o coração aberto para receber qualquer coisa que Deus tivesse planejado para ele.

Que possamos também abrir nossos corações para receber o Menino Jesus no dia de Natal e deixar que o amor insondável de Deus nos supere com alegria cristã.

Mensagem de Natal do Papa Francisco

PAPIEÅ» FRANCISZEK, PASTERKA
“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador"

O Papa Francisco pronunciou sua Mensagem natalina ao meio-dia desta terça-feira, Dia de Natal, na sacada central da Basílica de São Pedro, dirigindo-se aos fiéis do mundo inteiro.

“Queridos irmãos e irmãs, Feliz Natal! Aos fiéis de Roma, aos peregrinos e a todos os que, das diversas partes do mundo, estão sintonizados conosco, renovo o jubiloso anúncio de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.

Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, disse o Papa, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: “Um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Em silêncio, ajoelhemos e O adoremos! E perguntou: “O que aquele Menino, que nasceu para nós da Virgem Maria quer nos dizer neste dia­­? Qual a sua mensagem universal? E Francisco respondeu:

“Ele nos diz que Deus é um bom Pai e nós somos todos irmãos. Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo não têm sentido e até os nossos melhores projetos correm o risco de se tornar sem alma. Por isso, as minhas felicitações natalinas são os votos de fraternidade”.

Seus votos de Fraternidade vão às pessoas de todas as nações e culturas; às de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras; e às pessoas das diferentes religiões. E acrescentou:

“Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos os que procuram. O rosto de Deus manifestou-se em um rosto humano, concreto; não sob a forma de um anjo, mas de homem, nascido em um tempo e lugar concretos. Assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus nos indica que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito pela nossa pobre humanidade, com a sua variedade de etnias, línguas, culturas. Mas, todos somos irmãos em humanidade!”

Logo, disse Francisco, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo, pelo contrário, são uma riqueza, como nos ensina a nossa experiência de família, onde há um laço indissolúvel de amor. E expressou seus sinceros votos de que este Natal nos faça redescobrir os laços de fraternidade que nos unem como seres humanos e interligam todos os povos:

“Que este Natal permita a Israelenses e Palestinos retomar o diálogo e embocar um caminho de paz; que possam colocar um ponto final em um conflito que, há mais de setenta anos, dilacera a Terra que o Senhor escolheu para mostrar seu rosto de amor”.

O Santo Padre fez seus votos de Natal, acompanhados de seus apelos. também a outros povos:

“Que o Menino Jesus permita, à amada e atormentada Síria, reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra. Que a Comunidade Internacional trabalhe com decisão para uma solução política que acabe com as divisões e os interesses de parte, de modo que o povo sírio, especialmente os que foram obrigados a deixar as suas terras e buscar refúgio em outros lugares, possa voltar a viver em paz na sua pátria”.

Francisco continuou elevando seu pensamento a outros países, aos quais faz seus apelos de paz, por ocasião do Natal do Senhor:

“Penso no Iêmen, com a esperança de que a trégua mediada pela Comunidade Internacional possa, finalmente, levar alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra e a carestia”.

“Penso na África, onde milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas precisam de assistência humanitária e segurança alimentar. O Deus Menino, Rei da Paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social”.

“Que o Natal fortaleça os vínculos fraternos, que unem a península da Coreia, e permita prosseguir no caminho de aproximação empreendido para se chegar a soluções compartilhadas e a todos assegurar progresso e bem-estar”.

“Que este tempo de bênção permita à Venezuela reencontrar a concórdia e, a todos os componentes da sociedade, trabalhar fraternalmente para o desenvolvimento do país e prestar assistência aos setores mais vulneráveis da população”.

“O Recém-nascido leve alívio à amada Ucrânia, ansiosa de ter uma paz duradoura, que tarda a chegar. Só com a paz, respeitadora dos direitos de cada nação, é que o país poderá se recuperar das tribulações sofridas e restabelecer condições de vida dignas para os seus cidadãos. Solidário com as comunidades cristãs daquela Região, rezo para que possam tecer relações de fraternidade e amizade”.

“Que, diante do Menino Jesus, os habitantes da querida Nicarágua redescubram ser irmãos, que não prevaleçam as divisões e as discórdias, mas todos trabalhem para favorecer a reconciliação e, juntos, construir o futuro do país”.

O Santo Padre recordou também os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e econômicas, que veem dilaceradas a sua liberdade e identidade e sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

Por fim, Francisco dirigiu seu pensamento às inúmeras pessoas que não têm voz e sofrem por causa do nome do Senhor Jesus:

“Meu pensamento vai, de modo particular, aos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor conceda a eles e a todas as minorias, a graça de viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa”.

Francisco concluiu sua Mensagem de Natal pedindo ao Menino Jesus, que hoje contemplamos na manjedoura, que proteja todas as crianças da terra e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas.

“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!

Após a sua Mensagem de Natal, – um verdadeiro apelo de Paz para muitas Nações, – o Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica “Urbi et Orbi” à Cidade de Roma, aos peregrinos presentes na Praça São Pedro e a todos os fiéis espalhados pelo mundo.

(Vatican News)
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